8 de Fevereiro de 2010

Partir de uma petição de princípio

Eis um argumento curioso. Uma pessoa diz algo banal; por exemplo: que todos os seres humanos erram. Daqui segue-se que uma atitude seguidista, iniciática, perante pretensos sábios é talvez desavisada. Agora entra a pessoa que precisamente gosta das atitudes iniciáticas e argumenta: você está a partir de uma petição de princípio (expressão maravilhosa, mais ou menos como “você está a navegar navegando”) porque pressupõe que todos os seres humanos erram.

Ora, o interessante nisto é que aparentemente não se parte de uma petição de princípio (não consigo libertar-me desta maravilha!) se partirmos da ideia oposta de que alguns seres humanos não erram. E porquê? Porque desse ponto de partida segue-se o que essa pessoa aprecia: a relação iniciática mestre/discípulo, a hipnose do intelecto, a aceitação de tudo o que alguém diz, por mais estranho que seja (aliás, quanto mais estranho mais valor iniciático tem!).

Ou seja: aceita-se partir do que leva ao que queremos, mas não do que leva ao que não queremos. O que é curioso nisto é a necessidade de justificar, raciocinar e argumentar, por parte de quem despreza a justificação, o raciocínio e a argumentação. Seria talvez mais avisado limitar-se a não tentar justificar, argumentar e raciocinar. Fazendo-o, parece que se concede que afinal estas coisas são importantes.

Há aqui um padrão curioso, comum em muitas áreas anémicas da cultura, como a astrologia ou a numerologia: é que, por mais que se denigra a justificação, o raciocínio e a argumentação, que se usa no nosso dia-a-dia e na ciência e filosofia propriamente ditas, quer-se sempre ao mesmo tempo ter uma qualquer justificação — uma justificação contra toda a justificação, um raciocínio contra todo o raciocínio, um argumento contra toda a argumentação.

Curioso, não é? Isto mostra a ilusão que é a ideia de subir pela escada de Wittgenstein para depois a deitarmos fora. (Ou até a posição mais radical e quiçá mais interessante de nem chegar a subir pela escada.) Como a escada não tem fim, não é possível deitá-la fora.

Uma das maiores ilusões da humanidade é a ideia de que podemos sair do nosso sistema de justificações, raciocínios e argumentos, para fazer, de lado nenhum e com base em nada, comentários finais sobre o nosso sistema de justificações, raciocínios e argumentos. Isto é uma ilusão porque acabamos invariavelmente a fazer mais do mesmo: apresentamos justificações, raciocínios e argumentos. E por isso mesmo não são finais: são apenas mais do mesmo, ideias que podem ser cuidadosamente avaliadas, criticadas, refutadas. E portanto nunca saímos afinal da escada que queríamos arrogantemente deixar para trás.

Galileu Galilei

Em questões de ciência a autoridade de mil não vale o raciocínio humilde de um só indivíduo.

7 de Fevereiro de 2010

Definições

Justine Kingsbury e Jonathan McKeown-Green ajudam-nos aqui a compreender melhor as definições e o que corre mal com tantas definições filosóficas, como as definições de arte e de conhecimento.

5 de Fevereiro de 2010

A estética de Heidegger

Eis a apetitosa introdução do novo artigo sobre a estética de Heidegger da SEP, da autoria de Iain Thomson:

Heidegger is against the modern tradition of philosophical “aesthetics” because he is for the true “work of art” which, he argues, the aesthetic approach to art eclipses. Heidegger's critique of aesthetics and his advocacy of art thus form a complimentary whole. Section 1 orients the reader by providing a brief overview of Heidegger's philosophical stand against aesthetics, for art. Section 2 explains Heidegger's philosophical critique of aesthetics, showing why he thinks aesthetics follows from modern “subjectivism” and leads to late-modern “enframing,” historical worldviews Heidegger seeks to transcend from within—in part by way of his phenomenological interpretations of art. Section 3 clarifies this attempt to transcend modern aesthetics from within, focusing on the way Heidegger seeks to build a phenomenological bridge from a particular (“ontic”) work of art by Vincent van Gogh to the ontological truth of art in general. In this way, as we will see, Heidegger seeks to show how art can help lead us into a genuinely meaningful postmodern age. Section 4 concludes by explaining how this understanding of Heidegger's project allows us to resolve the longstanding controversy surrounding his interpretation of Van Gogh.

3 de Fevereiro de 2010

História da filosofia e história das ideias

Confunde-se muito a história da filosofia com a história das ideias. Roger Scruton esclarece aqui a diferença.

O que é uma explicação?

Acabei de publicar aqui a minha transcrição e tradução da palestra TED de David Deutsch sobre a natureza da explicação.

2 de Fevereiro de 2010

Entrevista da Prometeu

Fui entrevistado pela revista Prometeus, e o resultado está aqui. Note-se que a entrevista tem infelizmente várias gralhas, que espero que sejam corrigidas. Todas as críticas são bem-vindas.

31 de Janeiro de 2010

História de Portugal

Rui Ramos, Bernardo de Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro apresentam uma nova e prometedora História de Portugal, a propósito da qual são aqui entrevistados por José Manuel Fernandes.

30 de Janeiro de 2010

Horto-grafias

O Helder tem a paciência de comentar aqui este meu post. Posso estar enganado, mas parece-me que o Helder usa um argumento que não funciona, segundo o qual não faz mal ter incongruência ortográfica nas famílias de palavras, porque isso já existe foneticamente. Isto não parece funcionar porque há uma grande diferença: a incongruência fonética, se existe, é determinada em liberdade pelas pessoas (por exemplo, eu, e outras pessoas, pronuncio o “p” de “Egipto,” ao contrário do Helder); ao passo que a incongruência ortográfica foi decretada por lei.

O que é ridículo é fazer leis e ficar com tantas incongruências e coisas ilógicas e excepções e coisas sem sentido como se tinha sem legislação; porque, nesse caso, mais vale estar quieto. No séc. XIX a língua portuguesa era um caos pior do que hoje? Não acredito. As pessoas sabiam escrever e entendiam-se por escrito; havia jornais e escritores decentes. O que melhorou? Nada. Apenas se mudou a confusão de um lado para o outro. E esse é sempre o problema das coisas feitas por via legislativa no que respeita à ortografia: uma ou duas pessoas sentem que são capazes de fazer melhor do que todos os escritores e autores anteriores, do que toda uma tradição centenária, e depois usam o poder político para nos impor as suas ortografias preferidas. E isso é arrogância — que rapidamente revela os seus limites quando se começa a ver que a ortografia não ficou “mais lógica” do que antes, estando ao invés cheia do mesmo tipo de tolices que antes tinha, mas noutras palavras.

Para que isto fique claro: considero tão ridículo fazer leis para tirar o “p” de uma palavra como leis para pôr o “p” nessa mesma palavra. O ridículo é haver leis ortográficas. Mas mais ridículo ainda é haver leis ortográficas que não tornam de modo algum a ortografia “mais lógica,” seja lá isso o que for.

Muitas pessoas pensam que uma ortografia é “mais lógica” se espelhar a fonética — mas isto não é linguisticamente possível. A fonética tem ritmos de evolução próprios, e diferenças regionais próprias, muitíssimo diferentes das ortográficas. Se fôssemos por essa via, os alentejanos deveriam escrever “nã” os do norte “non” e muitos outros “não,” os brasileiros deveriam escrever “Brásiu” (os portugueses “Brasil”) e as pessoas deviam escrever “tácsi” em vez de “táxi” ou passar a pronunciar “táchi” ou passar a pronunciar “tácsa” quando falam de taxas.

Em suma, o perfeccionismo ortográfico é uma ilusão linguística e o perfeccionismo ortográfico por via legislativa é, além de uma ilusão, soberba epistémica: a ilusão de que uns quantos linguistas são capazes de fazer uma ortografia mais perfeita do que a que se foi dinamicamente construindo ao longo de gerações. E, claro, nunca conseguem fazer a prometida ortografia perfeita; fazem apenas uma ortografia diferente da anterior.

A importância dos sons da natureza

Pensava que eu era o único palerma que procura como oxigénio o silêncio e, sobretudo, os sons bonitos da natureza. Afinal, não. Há outros como eu, e que até fazem disso profissão. É o caso de Gordon Hempton.

Política contemporânea

Como funciona a democracia contemporânea? O seu fundamento é, supostamente, a ideia de que a discussão directa de ideias permitirá às melhores ideias, aquelas que favorecem um maior número de pessoas, ganhar o voto da maior parte das pessoas. Mas o que se verifica é que isso não acontece: o político desonesto e mentiroso mas que parece mesmo ser honesto e do povo, sem argumentos complicados nem contas e estatísticas difíceis, obtém rapidamente a preferência das populações, mesmo que as prejudique profundamente, beneficiando apenas alguns. A BBC tem aqui uma breve discussão iluminante do tema. O que pensa o leitor?

29 de Janeiro de 2010

Agência Lusa adopta nova ortografia

A Agência Lusa adopta a partir de amanhã a nova e polémica ortografia da língua portuguesa. O jornal Expresso adopta também a nova ortografia e declara que
as novas normas não afectam — antes contribuem — para a clarificação da língua portuguesa.
Uma dessas clarificações, presume-se, é podermos agora escrever “fato” ou “facto” para exprimir a mesma coisa, consoante nos der na gana, assim como “espetador” não para algo que espeta, mas para alguém que assiste a um espectáculo. A direcção do Expresso revela também uma imensa sapiência histórica e linguística, declarando:
não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário.
Na verdade, ocorrem as duas coisas: a ortografia afecta a fonética e a fonética a ortografia. Por exemplo, porque alguém no Brasil decidiu deixar de dizer o “c” de “facto”, alguém decidiu desatar a escrever “fato” em vez de “facto”, e porque se decidiu escrever dessa maneira, agora as pessoas no Brasil considerariam bizarro dizer “facto” — apesar de dizerem tranquilamente “factivo”, o que é estranho. Não menos estranho é a direcção do Expresso usar como argumento que nada muda foneticamente com a nova ortografia, como se mudar a fonética fosse um problema. O problema é a nova ortografia ser uma mentira política e um desastre linguístico.

O mais curioso na nota do Expresso, contudo, é o que vem depois:
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Isto faz-me lembrar quando um tipo chegou ao pé de outro queixando-se da chatice de haver tantas línguas, o que não contribuía para a compreensão da humanidade. O outro então pensou cuidadosamente e resolveu o problema. Como? Com o esperanto… que é mais uma língua a acrescentar às que já existiam. Curiosa solução: para resolver o problema da existência de muitas línguas, inventa-se mais uma. Assim é a pretensa unificação ortográfica: um jornal que até hoje tinha uma só ortografia agora passa a ter duas, e desculpem lá, leitores, mas isto clarifica a língua. Uma língua que até hoje tinha duas ortografias passa agora a ter quatro: a antiga brasileira, a antiga portuguesa, e a nova ortografia, que na verdade é duas disfarçadas de uma. Elementar, meu caro Watson.

28 de Janeiro de 2010

Filosofia da música


Vítor Guerreiro oferece-nos uma tradução do informativo artigo "Filosofia da Música", de Peter Kivy, retirado da excelente Encyclopedia of Philosophy, org. Donald M. Borchert.

27 de Janeiro de 2010

Ciência, ensino, política e mentira


Sempre lúcido, eis mais um texto de Orwell, "O Que é a Ciência?"

26 de Janeiro de 2010

Lógica da batata

Gostaria que os leitores se manifestassem quanto à validade ou invalidade do seguinte argumento, tanto quem sabe lógica formal como quem não sabe:

Os holandeses são mais altos do que os alemães.
Os alemães são mais altos do que os ingleses.
Logo, os holandeses são mais altos do que os ingleses.

É válido ou inválido, este argumento? (Para quem não sabe lógica, uma definição intuitiva e mínima de validade é a seguinte: um argumento dedutivo, como este, só é válido se for impossível ter premissas verdadeiras e conclusão falsa.)

25 de Janeiro de 2010

A ética de Aristóteles


Acabei de publicar a minha tradução de "Viver Bem", um dos melhores textos introdutórios que li sobre a ética de Aristóteles, retirado de um dos melhores livros sobre Aristóteles: Aristotle, de Christopher Shields (Routledge, 2006).

Enigmas da existência


Acabei de rever a revisão da tradução de Vítor Guerreiro do maravilhoso Enigmas da Existência, de Earl Conee e Ted Sider, que sairá em breve na colecção Filosoficamente da Bizâncio.

Trata-se de uma introdução socrática à metafísica. "Socrática" porque não refere inúmeros filósofos; ao invés, procura fazer o leitor sentir a força das perplexidades filosóficas, ajudando-o a explorar algumas das primeiras respostas que podemos tentar dar. Pleno de raciocínio e humor, é um livro para quem gosta de pensar e tem curiosidade sobre o que afinal é isso que dá pelo nome de "metafísica".

O livro tem 10 capítulos, dedicados a 9 temas da metafísica: identidade pessoal, fatalismo, tempo, Deus, por que há algo e não nada, livre-arbítrio, constituição da matéria, universais e possibilidade. O último capítulo é sobre a natureza da própria metafísica.

O livro não oferece respostas, mas ensina a fazer perguntas e a tentar dar-lhes resposta, raciocinando intensamente. Uma pérola, na tradição de livros como Que Quer Dizer Tudo Isto?, de Thomas Nagel, e Sabedoria Sem Respostas, de Kolak e Martin.

Língua culta?

Várias vezes tenho afirmado publicamente que a língua portuguesa não é uma língua culta. Isto, evidentemente, gera reacções de espanto e até de raiva. Porque se opõe à retórica nacionalista que dá às pessoas a ideia contrária. E Camões? Assis? Eça? Pessoa?

Muito bem, apanharam-me. Confesso que é um exagero dizer que a língua portuguesa não é culta. O que se passa é que, além das línguas meramente locais e sem produção escrita, todas as línguas são mais ou menos cultas, em vez de serem ou não cultas. Trata-se de uma linha de continuidade do menos para o mais culto, e não de uma descontinuidade entre o culto e o inculto, o tudo e o nada.

Se pensarmos desta maneira, a língua portuguesa está logo no início dessa linha, entre as mais incultas do planeta. Porquê? Porque a produção científica e cultural na língua portuguesa é diminuta. Claro que a generalidade das pessoas, consumidoras de futebol, novelas e jornais, não se dão conta da situação. Mas mal se entra um pouco mais fundo em qualquer área — história, arqueologia, literatura, física, filosofia, matemática, musicologia — se vê que quase não há bibliografia original em língua portuguesa sobre estes temas. Raios, nem sequer traduzida, quanto mais original.

Por isso, continuo a afirmar rebeldemente: a língua portuguesa não é uma língua culta. Na melhor das hipóteses, está na escola primária.

24 de Janeiro de 2010

Impessoal e reflexivo, de novo

Já falei nisto, mas insisto. Há uma diferença óbvia entre “A Joana pode vestir-se” e “A Joana pode-se vestir.” No primeiro caso, trata-se de ela poder vestir-se a si mesma, presumivelmente por ser uma pessoa saudável. No segundo caso trata-se de afirmar o mesmo que a passiva “A Joana pode ser vestida”, que quer dizer o mesmo que “Alguém pode vestir a Joana.” O que está em causa é uma certa confusão entre verbos reflexivos e o impessoal.

Do meu ponto de vista, está correcto dizer “Pode-se argumentar que...”, pois isto é apenas o impessoal de “Podemos argumentar que...”; e está incorrecto o reflexivo "Pode argumentar-se que...", pois não faz sentido que um argumento se argumente a si mesmo.

Note-se também que quem não aceita o meu argumento fica sem oportunidade para escrever “poder-se-ia”, o que seria estranho.

Trata-se de um pormenor, mas a vida intelectual sofisticada é feita de pormenores.

A inteligência das coisas que me deste

Alguns leitores da Crítica saberão que os objectos mais pesados não caem mais depressa do que os mais leves, ao contrário do que nos diz a intuição. O que talvez muitos deles não saibam é que é possível demonstrar que a própria ideia de que os objectos mais pesados caem mais depressa do que os mais leves é muitíssimo implausível, por pura análise conceptual, ou seja, raciocinando filosoficamente. Alguém é capaz de o fazer? (O título deste artigo é uma citação do Poema para Galileu, de António Gedeão.)

23 de Janeiro de 2010

Earl Conee & Theodore Sider

Os filósofos académicos procuram ser tão racionais quanto possível nos seus textos. Criticam as ideias uns dos outros impiedosamente na procura da verdade. Isto dá lugar a controvérsias em vez de apaziguadoras certezas — e algumas pessoas não gostam disto. O que é também uma pena. As controvérsias são divertidas e esclarecedoras. A Filosofia é uma busca intelectual, com regras rigorosas concebidas para nos ajudar a compreender o que é realmente verdade.

Canetas na Lua

O resultado do inquérito feito aos leitores da Crítica não é estatisticamente relevante, pois dos cerca de 1700 visitantes diários, só 107 pessoas responderam. Mesmo assim, é interessante notar que 26% dos leitores (28 pessoas) estão convencidos de que se largarmos uma caneta na Lua, esta fica a flutuar em vez de cair como na Terra. (E 7 leitores pensam que a caneta irá flutuar para o espaço.) A resposta correcta é que a caneta cai, mas mais devagar do que na Terra porque a força da gravidade é menor na Lua do que na Terra.

Resolvi fazer este inquérito por ter lido aqui que numa aula de filosofia um professor declarou precisamente que na Lua uma caneta largada ficaria a flutuar, tendo só um ou outro aluno protestado que isto era falso. Achei curioso um professor de filosofia fazer tal erro por duas razões.

Primeiro, porque revela falta de capacidade para analisar outros factos que ele de certeza conhece: que os astronautas não andavam a flutuar na Lua — caiam, mas mais devagar do que na Terra. Daqui segue-se que as canetas também caem, mas mais devagar. A incapacidade para fazer inferências, para raciocinar, é muito caricata num professor de filosofia porque a filosofia é em grande parte precisamente um raciocínio intenso sobre factos já conhecidos, e não uma descoberta de novos factos.

Segundo, porque revela falta de cultura geral. Quando as pessoas falam em cultura geral pensam em literatura ou história, mas a astronomia ou a física ou a matemática não são menos parte da cultura geral. Um professor que não tem noções elementares de física ou de química está a prestar um mau serviço aos seus alunos, porque tem ideias completamente erradas acerca de aspectos fundamentais da realidade.

Os leitores da Crítica que responderam mal ao inquérito podem agora explicar-nos por que razão pensavam que uma caneta na Lua não cai se for largada. Recorde-se que a correcção de erros é um dos aspectos mais importantes da nossa formação intelectual e humana. Toda a gente erra e errar não é vergonha; vergonha é esconder o erro. Está aberta a discussão.

Filosofia da música


Paul Griffiths, em tradução de Vítor Guerreiro, esclarece brevemente o que é a filosofia da música.

22 de Janeiro de 2010

Reedições 70


Está já disponível a muito antecipada reedição da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant, em tradução do alemão de Paulo Quintela e com uma nova introdução de Pedro Galvão. A 70 anuncia igualmente a reedição de Górgias, de Platão, com tradução do grego de Manuel Oliveira Pulquério.

Platão, Moravcsik e Magee

Muitos bons livros de filosofia passam despercebidos no Brasil, o que é uma pena. Recebi agora notícia da edição brasileira de Platão e o Platonismo, de Julius Moravcsik, e da História da Filosofia de Brian Magee. Ambos na Loyola.