29 de Março de 2014

Melhor conselho de escrita

“Deve-se escrever de modo que, se se cometer um erro, qualquer pessoa que conheça o assunto, será capaz de identificá-lo imediatamente."


(Via Desidério Murcho – retirado daqui.)

19 de Março de 2014

Progresso Moral: Empatia vs. Razão

As palestras TED apresentam uma estreia, um diálogo socrático do qual se retirou este excerto animado (literalmente), em que Steven Pinker defende a empatia como a causa do progresso moral, mas Rebecca Newberger Goldstein consegue convencê-lo de que essa causa é a razão


E porque haveria de ser uma das duas? 

5 de Março de 2014

Palestra sobre Filosofia da Religião


“Com o professor Aires de Almeida, licenciado e mestre em Filosofia. Professor do Ensino Secundário na  Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. Autor de vários livros de Filosofia e coautor dos manuais de Filosofia adotados na nossa escola: 50 Lições de Filosofia e A arte de pensar. É também organizador do DEF (Dicionário Escolar de Filosofia). É membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do painel editorial da revista Crítica. Dirige a coleção Filosofia Aberta (Gradiva) e foi diretor do Centro para o Ensino da Filosofia, da Sociedade Portuguesa de Filosofia. É formador de filosofia de professores do ensino secundário. 


Dia 6 de Março, às 11.35, no Auditório da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa.”


23 de Fevereiro de 2014

Poderá a Inteligência ser resumida numa equação?

O físico e cientista da computação Alex Wissner-Gross acredita que sim e que essa equação é a seguinte: F = T ∇ Sτ
A explicação desta fórmula e as suas implicações no futuro é o assunto desta palestra.

6 de Fevereiro de 2014

Parabéns José!

José Gusmão Rodrigues, jovem estudante de Filosofia e colaborador da Crítica, acaba de ser distinguido pelo Royal Institute of Philosophy, com o prémio de Ensaio Filosófico 2013.

Este prémio foi obtido com o trabalho intitulado "There Are No Good Objections to Substance Dualism", que será agora publicado na prestigiada revista internacional “Philosophy”.  


5 de Fevereiro de 2014

Quem são os pensadores mais influentes da actualidade?

Quem são os líderes que moldam o discurso de hoje sobre o futuro da sociedade e da economia? Quem são os líderes cujas ideias estão a definir e a mudar as nossas vidas?

Este é o ponto de partida do Instituto Gottlieb Duttweiler para apurar a influência dos pensadores mais importantes do mundo. Apresentam também o método de selecção dos candidatos, os indicadores da sua influência e como apuraram os mais influentes (ver aqui). 

(imagem retirada daqui

Estes são os dez primeiros nessa lista dos 100 pensadores mais influentes da actualidade:
1.       Al Gore
2.       Jürgen Habermas
3.       Peter Singer
4.       Slavoj Žižek
5.       Daniel Dennett
6.       Elon Musk
7.       Lawrence Lessig
8.       Jared Diamond
9.       Suzanna Arundhati Roy

 (Os restantes podem ver-se aqui)

Com este tipo de influências, o que se poderá esperar do futuro?

17 de Janeiro de 2014

Chegamos aos 2000 no Facebook



Podemos questionar se as redes sociais serão o melhor meio para divulgar a filosofia mas, enquanto o fazemos, não há dúvida que os números vão adquirindo uma expressão incontornável.
Ao assinalar mais este marco, deixo aqui um agradecimento a todos, especialmente àqueles que ao longo dos tempos têm vindo a colaborar no sentido de tornar a Crítica (revista, blogue e facebook) num espaço muito especial de reflexão filosófica. 

9 de Janeiro de 2014

Peter Singer mudou de ideias

(imagem retirada daqui)

Nesta entrevista Peter Singer explica como a investigação para o seu próximo livro fez com que mudasse as ideias que há muito tinha estabelecido. Reconhecido como um defensor do utilitarismo das preferências, Peter Singer revê-se agora na posição do autor de referência deste novo livro, Henry Sidgwick (1838 – 1900), adoptando uma posição hedonista.
A entrevista percorre depois uma enorme gama de assuntos: o objectivismo em ética, o altruísmo eficaz, os direitos dos animais, a polémica na Alemanha (anos 80/90), etc. terminando com a sugestão do livro de Steven Pinker, "The Better Angels of Our Nature: Why Violence Has Declined". 

7 de Dezembro de 2013

Pensar sobre a ciência


Aqui fica uma novidade editorial e, simultaneamente, uma sugestão para quem compra ou oferece livros no Natal. Introdução à Filosofia da Ciência, é um livro que a própria autora, a filósofa italiana Lisa Bortolotti, apresenta assim:

«Este livro é um guia para as questões filosóficas centrais levantadas pela prática da ciência. Não se destina apenas ao filósofo curioso pela ciência, mas também ao cientista que quer saber mais sobre filosofia. E também a todo aquele que se interessa pelo que confere à ciência um estatuto especial, pese embora a continuidade entre a investigação científica e as outras actividades humanas.»


27 de Novembro de 2013

A importância do casamento


Por que o casamento é importante? Para o filósofo conservador Roger Scruton, ele é importante, dentre outras coisas, porque é a instituição por meio da qual o capital social é transmitido às gerações futuras. No entanto, defende o filósofo, ele só pode ser bem sucedido se for um sacramento envolvendo um homem e uma mulher, e não apenas um contrato entre as partes. Scruton também argumenta que outros arranjos, como a união entre pessoas do mesmo sexo, não satisfazem as exigências de um casamento genuíno e não devem ser considerados como tal. Além de discutir o casamento, o filósofo também defende uma concepção particular de desejo sexual. Para ele, o desejo livre de perversões é o desejo por uma pessoa, vista como um fim em si mesmo, e não por seu corpo.

O ensaio compõe o livro A Political Philosophy, lançado em 2006. A tradução é de Aluízio Couto e a revisão é de Nayara Tozei. 

12 de Novembro de 2013

Thomas Nagel

E essa é a condição principal do absurdo - obrigar uma consciência transcendente inconvicta a ficar ao serviço desse empreendimento imanente e limitado que é uma vida humana. 

9 de Novembro de 2013

Google: todos os filósofos são idiotas (menos um)!


A Google assegura que, quando fazemos uma pesquisa, os resultados sugeridos no preenchimento automático “são um reflexo da atividade de pesquisa de todos os usuários da Web e do conteúdo das páginas da Web indexadas pelo Google.”

Portanto ao fazermos pesquisa com a frase incompleta “o filosofo X é…”, o preenchimento automático irá completar a frase com aquilo que os utilizadores da Internet pensam sobre esse filósofo.

Eis alguns resultados:




(imagem retirada daqui)

Conclusões?

4 de Novembro de 2013

Arthur Danto (1924-2013)


Arthur Danto morreu em Nova Iorque no passado dia 25 de Outubro, com 89 anos de idade. Destacou-se sobretudo como filósofo da arte, em particular pelo seu influente artigo «The Artworld», de 1964, que está na origem das conhecidas teorias institucionalistas da arte. 

O seu livro mais importante é provavelmente The Transfiguration of the Commonplace, de 1981, mas escreveu também sobre filosofia da acção, epistemologia e até publicou mais do que uma introdução à filosofia. 

Danto foi durante largos anos professor na Columbia University, em Nova Iorque, e foi também crítico de arte. A notícia no Público da sua morte pode ser lida aqui, assim como este e este obituários.  

30 de Outubro de 2013

Cientistas provam a existência de deus

A notícia surge nos jornais deste modo e refere-se à formalização do teorema relativo à existência de deus desenvolvido por Kurt Gödel.



Gödel, amigo de Albert Einstein, e que goza entre a comunidade científica de reputação semelhante, desenvolveu o argumento que agora foi “provado automaticamente em poucos segundos” e que poderá ter aplicações em áreas como a Inteligência Artificial ou a verificação de software e hardware.

Pode ler-se uma descrição detalhada do argumento ontológico de Gödel a favor da existência de deus na Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos, segunda edição.



(agradecemos ao Pedro Lopes pela informação)

22 de Outubro de 2013

Peter Singer ensina Ética Prática (grátis)

A partir de Março de 2014, Peter Singer irá apresentar on-line o seu famoso curso de Ética Prática. Neste curso gratuito apresentará de forma introdutória algumas das questões éticas com que nos podemos confrontar no dia-a-dia ou como cidadãos do mundo.



Alguns dos tópicos abordados serão:
  •  Morte cerebral e estado vegetativo persistente (como devemos tratar os indivíduos que estão em estado vegetativo persistente?);
  • Aborto e a condição moral dos embriões e dos fetos (quando, se alguma vez, se justifica o aborto?);
  • Tomando decisões finais sobre a vida (pode a eutanásia e o suicídio médico assistido justificar-se?); 
  • Altruísmo eficaz (qual é a nossa responsabilidade para com as pessoas mais pobres do que nós, qual é a melhor causa e quais são as melhores opções de carreira?); 
  • Alterações climáticas (em que princípios devem as nações acordar quanto à extensão das suas emissões de gases de efeito estufa?);
  • Animais (a igualdade só se aplica a seres humanos?);
  • Valores ambientais (pode alargar-se a ética para além da fronteira da nossa própria espécie, para algo que não sinto nada, como plantas, ou a algo que nem sequer tem vida, como montanhas e riachos?);
  • Porquê agir eticamente? (qual é o significado da vida, e o que é levar uma vida boa?). 

19 de Outubro de 2013

Neurociência Homunculista (Colin McGinn)

"Aqui eu preciso dizer algo sobre a linguagem padrão que a neurociência veio a assumir nos últimos cinquenta anos. Mesmo livros sóbrios de neurociência nos dizem, rotineiramente, que partes do cérebro “processam informação”, “enviam sinais” e “recebem mensagens” – como se isso fosse tão incontroverso quanto a ocorrência de processos elétricos e químicos no cérebro. Nós precisamos examinar esse linguajar com cuidado. Por que exatamente se pensa que o cérebro pode ser descrito desse modo? Ele é uma coleção de células biológicas como qualquer órgão do corpo, à maneira do fígado ou coração, os quais não são suscetíveis de ser descritos em termos de informação. Dificilmente se pode afirmar que nós observamos transmissão de informação no cérebro, como observamos processos químicos; essa é uma descrição puramente teórica do que está ocorrendo. Então qual é a base para a teoria?

A resposta deve ser certamente que o cérebro está causalmente conectado à mente e a mente contém e processa informação. Isto é, um sujeito consciente tem conhecimento, memória, percepção e o poder da razão – eu tenho vários tipos de informação à minha disposição. Sem dúvida eu tenho essa informação por causa da atividade em meu cérebro, mas daí não se segue que meu cérebro também possua tal informação, muito menos as partes microscópicas dele. Por que nós dizemos que linhas de telefone transmitem informações? Não porque elas sejam intrinsecamente informacionais, mas porque sujeitos conscientes estão em cada extremidade da linha, trocando informação no sentido ordinário. Sem os sujeitos conscientes e seus estados informacionais, fios e neurônios não seriam justificadamente descritos em termos de informações.

O erro é supor que fios e neurônios são homúnculos [pequenos homenzinhos] que de algum modo imitam indivíduos humanos em seus poderes de processamento-de-informação; em vez disso eles são simplesmente o background causal para as transações genuinamente informacionais. O cérebro considerado em si mesmo, independentemente da mente, não processa informação ou manda sinais ou recebe mensagens, não mais do que o coração o faz; pessoas processam informação, e o cérebro é o mecanismo subjacente que as torna capazes disso. É simplesmente falso dizer que um neurônio literalmente “envia um sinal” para outro; o que ele faz é se envolver em certas atividades químicas e elétricas que estão causalmente conectadas às genuínas atividades informacionais.

A ciência contemporânea do cérebro está assim repleta de um injustificado linguajar homunculista, apresentado como se fosse ciência sóbria e estabelecida. Nós descobrimos que fibras nervosas transmitem eletricidade. Nós não descobrimos, no mesmo sentido, que elas transmitem informação. Nós simplesmente postulamos essa conclusão através de falsamente modelar neurônios sobre pessoas. Para colocar a questão um pouco mais formalmente: estados neuronais não têm conteúdo proposicional da maneira que estados mentais têm conteúdo proposicional. A crença de que Londres é chuvosa literal e intrinsecamente contém o conteúdo proposicional de que Londres é chuvosa, mas nenhum estado neuronal contém esse conteúdo desse modo – em oposição a contê-lo metafórica ou derivativamente (John Searle por muito tempo tem defendido com vigor esse tipo de ponto).

E há um perigo teórico nesse linguajar relaxado, porque ele promove a ilusão de que nós entendemos como o cérebro pode dar origem à mente. Um dos atributos centrais da mente é a informação (conteúdo proposicional) e há uma difícil questão sobre como estados informacionais podem vir a existir em organismos físicos. Nós estamos iludidos se pensamos que podemos fazer progresso nessa questão ao atribuir estados informacionais ao cérebro. Para ser justo, se o cérebro processasse informação, no sentido pleno da palavra, então ele seria capaz de produzir estados como crenças; mas simplesmente não é literalmente verdade que ele processa informação. Assim, nós ficamos devidamente nos perguntando como atividade eletroquímica pode gerar estados genuinamente informacionais como conhecimento, memória e percepção. Como tantas vezes, o linguajar homunculista dissimulado gera uma ilusão de compreensão teórica."

Colin McGinn, Homunculism
Resenha de “How to Create a Mind: The Secret of Human Thought Revealed” de Ray Kurzweil (21 de Março 2013)
(Agradecemos a tradução de Lauro Edison)

9 de Outubro de 2013

Democracia à venda é o fim da Democracia?

Nesta palestra Michael Sandel refere-se à passagem de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado, em que tudo vai estando à venda e depende do nosso poder de compra: a saúde, a justiça, a educação, a política, etc.




Numa mudança desta natureza, para além da óbvia acentuação da desigualdade, Michael Sandel aponta motivos para não se colocar um preço em certos bens morais e cívicos. E o nosso leitor, o que pensa?

8 de Outubro de 2013

Teoria do conhecimento



Publicado recentemente, a Introdução à Teoria do Conhecimento, de Dan O'Brien, é um livro acessível,  informado, rigoroso e actual. O autor começa por apresentá-lo assim:


Ao longo do livro usei vários exemplos retirados da literatura e, em especial, do cinema. As histórias dos filmes e dos livros são frequentemente do conhecimento geral, o que pode dar origem a animadas discussões nas aulas acerca dos aspectos filosóficos do enredo ou da caracterização das personagens de uma obra em particular. Este tipo de interdisciplinaridade deve ser incentivado. A filosofia não deve ser vista como uma disciplina árida e académica divorciada da vida quotidiana. Tempos houve ao longo da sua história em que tal aconteceu: ocorre-nos imediatamente o estereótipo dos filósofos medievais esgrimindo argumentos enigmáticos para determinar quantos anjos caberiam numa cabeça de alfinete. Ainda hoje, se atentarmos em certas revistas filosóficas, podemos observar que muitos artigos de investigação são igualmente idiossincráticos e inacessíveis. Existe o perigo de a filosofia se tornar inacessível e desinteressante para as pessoas que vivem fora dos departamentos de filosofia das universidades. Os problemas filosóficos que iremos examinar neste livro são aqueles que dizem respeito ao conhecimento — uma noção que faz parte do nosso dia a dia. Esses problemas vêm sendo debatidos há milhares de anos e podem ser iluminados quer pela leitura de grandes filósofos do passado como Platão, Descartes e Hume, quer pela interpretação das obras de escritores e cineastas que são eles próprios confrontados, ainda que indirectamente, pelas mesmíssimas questões. 

25 de Setembro de 2013

Ensinar bem e mal filosofia

Especialmente para professores de filosofia, vale a pena ocasionalmente espiar o blogue de Adonai Sant` Anna, onde já publiquei este artigo sobre educação. A realidade apontada pelo autor do blogue no artigo que aqui destaco não é muito diferente do contexto científico de produção da filosofia em Portugal. Para bom entendedor escusado será dizer que em Portugal, como no Brasil como em qualquer parte do mundo, há casos isolados de excepção, mas que não traduzem o funcionamento geral dos cursos de filosofia. Creio que em Portugal será até um pouco pior. No artigo que aqui se destaca, Adonai reproduz uma parte de um mail recebido de um estudante de filosofia brasileiro que ingressou numa universidade americana.

"[s]into uma diferença imensa no método americano em relação ao qual fui ensinado no Brasil. Apesar de sempre ter gostado de filosofia analítica, o que era exigido de mim na graduação era simplesmente interpretação de textos; nunca me pediram para escrever se algo era certo ou errado. Nunca interessou se eu poderia construir um argumento a favor ou contra um problema filosófico. Sou Teaching Assistant de Intro to Philosophy e exijo de meus alunos (mesmo quem está no primeiro semestre) que argumentem a favor e contra o fundacionalismo de Descartes, por exemplo, e que mostrem alternativas."


Ler o artigo todo clicando AQUI

19 de Setembro de 2013

Novos Livros Introdutórios em Filosofia do Direito






Livros introdutórios são imprescindíveis para o bom ensino e aprendizado da filosofia. A filosofia do direito já conta com algumas obras de caráter introdutório (por exemplo, aqui, aqui e aqui ), mas duas novas obras prometem preencher algumas lacunas das obras passadas e fornecer um material mais completo para professores e alunos. A primeira é a de Stefan Sciaraffa denominada The Nature of Law: A Philosophical Inquiry. Como de costume, essa obra trata primariamente do problema da natureza do direito, mas inova ao estender alguns dos argumentos sobre esse tema para explicar alguns problemas associados aos sistemas jurídicos internacionais e ao raciocínio jurídico. O livro, apesar de introdutório, também promete avançar uma posição original acerca da natureza do direito, o que talvez não seja tão recomendável de se fazer em um livro introdutório, mas ainda assim não necessariamente torna o livro inapto para ser usado em aulas de graduação. A segunda obra é a de Jeffrey Brand-Ballard, autor do interessantíssimo Limits of Legality - The Ethics of Lawless Judging, e é denominada Philosophy of Law: Introducing Jurisprudence. Essa obra introdutória abrange uma série de tópicos distintos do usual debate acerca da natureza do direito, tais como a punição, a causação e a legitimidade de os juízes se desviarem das leis (que é o tema central do primeiro livro do autor). Ambos os livros ainda não estão disponíveis para a compra, mas devem ser comercializados em breve. Vale aguardar para conferir esse material novo.

18 de Setembro de 2013

Sobre o Conceito de Direito

Eis os vídeos completos de uma série de palestras comemorativas do aniversário de 50 anos do lançamento do livro The Concept of Law de H. L. A. Hart.  As palestras são ministradas por alguns dos filósofos do direito mais destacados da atualidade, tais como Frederick Schauer, John Gardner e Leslie Green. Para aqueles interessados em filosofia do direito vale perder algumas horas vendo o conteúdo. 

Montage of Presenters


5 de Setembro de 2013

Stephen Mumford e Rani Lill Anjum em Lisboa

A convite do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, Stephen Mumford e Rani Lill Anjum farão as seguintes conferências no próximo dia 12, quinta-feira, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sala 8.2.10.:

11h - "Powers, Causation and Probability"
15h - "Metaphysics, Logic and Science".



Stephen Mumford is Professor of Metaphysics and Dean of the Faculty of Arts at the University of Nottingham and Professor II at the Norwegian University of Life Sciences (UMB). He is the author of Dispositions (Oxford 1998), Laws in Nature (Routledge 2004),David Armstrong (Acumen, 2007), Watching Sport (Routledge 2011), and co-author of Getting Causes From Powers (Oxford 2011) and Metaphysics - A very short introduction (Oxford, 2012), Causation – A very short introduction (Oxford 2013).

Rani Lill Anjum is Researcher of Philosophy and Director of the 4 year research project CauSci – Causation in Science – funded by the Research Council of Norway and hosted by the Norwegian University of Life Sciences (UMB). She is the co-author of Getting Causes from Powers (Oxford 2011) and Causation – A very short introduction (Oxford 2013).


3 de Setembro de 2013

Rebater um argumento por 20 mil dólares


Eis o argumento:

“A moral e os valores dependem da existência de mentes conscientes — e especificamente do facto dessas mentes poderem experimentar várias formas de bem-estar e de sofrimento neste universo. 

Mentes conscientes e os seus estados são fenómenos naturais, totalmente delimitados pelas leis do universo (sejam elas o que vierem a ser). 

Portanto, as questões de moral e dos valores devem ter respostas certas e erradas no âmbito da ciência (em princípio, se não na prática). 

Consequentemente, alguns povos e culturas estarão certos (em maior ou menor grau), e alguns estarão errados, no que diz respeito ao que consideram ser importante na vida.”

Este argumento é apresentado por Sam Harris no seu livro "The Moral Landscape" e aqui é lançado o desafio para que o rebatam.

A melhor resposta será publicada e receberá um prémio de 2 mil dólares e quem o convencer que está errado, receberá um prémio de 20 mil dólares.

E o nosso leitor, aceita o desafio?

27 de Agosto de 2013

Boa nova



Acaba de sair pela Loyola, os dois volumes (I e II) de Apt Belief and Reflective Knowledge (2007; 2009, Oxford UP), de Ernest Sosa. Boa oportunidade para os leitores lusófonos entrarem em contato com a epistemologia contemporânea, mais especificamente com a epistemologia das virtudes. O leitor encontrá aqui uma resenha do primeiro volume, e aqui uma do segundo.