16 de setembro de 2008

James Ladyman

Um dos maiores problemas que as artes e as humanidades enfrentam é a prevalência de pessoas que pensam que se dedicam a ideias filosóficas quando de facto não passariam do primeiro ano de uma graduação em filosofia devido à incapacidade para serem claros, para formular um argumento, para separar uma questão epistemológica de uma questão ontológica, e assim por diante. 

1 comentário:

  1. Os disparates da formação filosófica nacional vêem-se bem quando transpostos para o domínio musical: percebe-se imediatamente o ridículo de pensar que não pode haver músicos, que o último compositor só pôde estar vivo no tempo de Beethoven e ser um genial louco, vagamente místico e incompreendido, que pretender fazer música é uma veleidade e que no máximo só podemos fazer umas variações sobre temas clássicos, muito contidas e respeitosas. Aquele de entre nós que fizer mais variações sobre temas clássicos torna-se capataz da escrita dos outros.

    É um pouco este cenário ridículo, imbecil e idiota que medra na cultura "humanística" nacional.

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