18 de setembro de 2008

Nomeações


A SEP acaba de publicar um bem-vindo artigo de Sam Cumming sobre nomes — o tipo de problema central da filosofia da linguagem que não tem realmente interesse excepto para filósofos. O irritante problema central é o seguinte: o nome “Sócrates” refere evidentemente Sócrates. Mas como? Isto é tão óbvio e banal que nem nos damos conta do problema. Mas como pode um som que pronuncio hoje referir uma pessoa que existiu há 2500 anos e que nunca conheci? Durante muito tempo aceitou-se a chamada “teoria descritivista dos nomes”, que em versões diferentes foi defendida por Russell e Frege. Depois veio Kripke e Putnam e estragaram a festa, apresentando versões mais próximas da ideia original de J. S. Mill. A teoria descritivista dos nomes afirma que os nomes referem o que referem por via das descrições associadas. “Sócrates” refere Sócrates através da descrição “o professor de Platão que bebeu a cicuta”. As teorias mais próximas de Mill, como a de Kripke, defendem que os nomes referem directamente as coisas que referem, e não através de descrições, existindo cadeias sociais da referência que me permitem falar de Sócrates apesar de eu não estar em contacto directo com ele.

25 comentários:

  1. É vergonhoso citar-se a si mesmo, mas é que os dois posts estão tão próximos, que não evitarei fazê-lo:

    «[...] parte dos filósofos dito analíticos erra ao não conhecer melhor a história da filosofia, etc.).»

    O artigo citado sobre nomes é de fato muito bom. Mas faz parecer que a questão tem no máximo um século de existência...

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  2. Falácia da supressão de provas. Este problema em particular não é realmente discutido de maneira relevante por filósofos mais antigos, daí a ausência de referências históricas mais antigas. Mas se leres muitos outros artigos da mesmíssima enciclopédia, encontras várias referências a filósofos antigos. Eis apenas uma amostra:

    http://plato.stanford.edu/entries/philosophy-religion/

    http://plato.stanford.edu/entries/moral-arguments-god/

    Eu poderia dar muitos outros exemplos. Assim, cometeste a falácia da supressão de provas: sem olhar para indícios ou provas que contrariam o que afirmas, pensas confirmar o que pensas porque apareceu mais um artigo que é favorável ao que pensas. Mas a existência deste artigo é irrelevante. A tua posição só seria sustentável se não houvesse uma grande percentagem de trabalhos analíticos que referem e discutem as ideias dos filósofos tradicionais.

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  3. Peço que reconsidere a réplica acima à luz desse fato novo:

    « parte dos filósofos dito analíticos erra ao não conhecer melhor a história da filosofia ».

    Que analiticidade é essa que não lê correta e honestamente?

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  4. (não está dando para ver direito, mas acima "parte dos filósofos" vai em negrito.)

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  5. «parte dos filósofos ditos analíticos erra ao não conhecer melhor a história da filosofia»

    Caro Adriano,

    Esta afirmação é completamente desinteressante, dado que se aplica aos analíticos, aos continentais, aos sintéticos, aos místicos, etc.

    Veja lá se não concorda também com a seguinte afirmação:

    "Parte dos filósofos ditos continentais erra ao não conhecer melhor a história da filosofia."

    Qual é, afinal, o seu ponto? Onde quer chegar?

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  6. Pois, Desidério.

    Acho que se o Adriano te pode acusar de alguma coisa é de excesso de caridade ao interpretar as palavras dele.

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  7. (Hm. Aires Almeida também faz parte do rol de articulistas desta Crítica. Isso explica os mútuos elogios.)

    Onde quero chegar? Será que não entendeu? Em que quando escrevem um artigo sobre a questão dos "nomes" não poderiam deixar de lado todo um debate que antecede os analíticos em muito.

    Os continentais, como Deleuze ou Foucault, por piores que sejam têm consciência da origem das questões de que tratam.

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  8. Em primeiro lugar, seria necessário que os filósofos mais antigos tivessem não apenas falado do tema mas que tivessem algo de relevante a dizer sobre o tema. Tens conhecimento disso? Aristóteles ou Platão ou outro qualquer tem alguma teoria relevante sobre a referência dos nomes?

    Em segundo lugar, é pura e simplesmente falso que os filósofos continentais quando falam seja do que for têm conhecimento do debate anterior a eles. Sartre fala do livre-arbítrio sem parecer conhecer o debate sobre o livre-arbítrio anterior a ele, e não dá sequer mostras de compreender as posições alternativas à sua.

    Em terceiro lugar, mesmo sendo verdade que por erro se pode ignorar contribuições históricas importantes numa dada área, cedo ou tarde um historiador da filosofia chama a atenção para isso e passamos a ter conhecimento disso. O trabalho funciona assim: cada qual faz a sua parte do trabalho e corrigimo-nos mutuamente. Ninguém é perfeito nem há métodos perfeitos. Há apenas métodos melhores uns que outros.

    Se o que defendes é que alguns filósofos analíticos conhecem menos bem a história da filosofia do que deveriam, com certeza que podes dizer exactamente o mesmo de alguns filósofos continentais.

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  9. «Onde quero chegar? Será que não entendeu? Em que quando escrevem um artigo sobre a questão dos "nomes" não poderiam deixar de lado todo um debate que antecede os analíticos em muito.

    Os continentais, como Deleuze ou Foucault, por piores que sejam têm consciência da origem das questões de que tratam.»

    Agora esta tudo mais claro. O que o Adriano está a dizer é o seguinte:

    Os continentais têm SEMPRE consciência da origem das questões de que tratam, ao passo que os analíticos ÀS VEZES não têm consciência das questões de que tratam.

    Bom, afirmar isto não custa nada. O mais difícil é prová-lo, sobretudo no que diz respeito aos continentais.

    E, já agora, cabe também perguntar: por que razão é indispensável ter consciência da origem histórica das questões tratadas para a sua discussão?

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  10. Aires Almeida,

    é melhor você se tornar honesto antes de discutir qualquer questão factual. Ser honesto significa não criar "espantalhos" do que o interlocutor diga.

    De onde tirou que eu afirmei que todos os continentais têm consciência da história das questões de que tratam?

    (depois disso continuamos.)

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  11. Adriano,

    Antes de mais, agradecia-lhe que parasse com esse triste espectáculo de fazer considerações sobre o meu carácter, dado que mal me conhece. E peço-lhe que, se for o caso, mostre que estou errado ou que o estou a compreender mal, em vez de fazer considerações sobre o meu perfil moral. Ao contrário do que parece pensar, isso costuma ser sinal de menoridade. De resto, não me interessa rigorosamente nada esta espécie de luta de galos para ver quem fica com a dama.

    E se achar os meus comentários indignos de acompanhar a sua verve, pode simplesmente ignorá-los.

    Pergunta-me onde afirmou que todos os continentais têm consciência da história das questões de que tratam. Pois bem, já lho mostrei e volto a citá-lo:

    «Os continentais, como Deleuze ou Foucault, por piores que sejam têm consciência da origem das questões de que tratam»

    «Os continentais», diz. Não é mesmo uma afirmação universal, ainda que continue exemplificando com os casos de Deleuze e Foucault?

    De resto, o Adriano estava inicialmente a contrapor os analíticos aos continentais. Não se dá conta que não existe qualquer contraposição se não estiver a falar de todos os continentais?

    Se o Adriano estiver a falar apenas de alguns continentais, tal como se referiu apenas a parte dos analíticos, o que diz não tem qualquer interesse.

    Por que não disse apenas que alguns filósofos (analíticos ou continentais, tanto faz) não têm consciência da origem histórica dos problemas tratados?

    Afinal onde quer você chegar? Irra!

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  12. Caro, entenda que quando digo "os continentais" não estou falando do "universal" aristotélico. Por "os continentais", portanto, não entenda cada um daqueles que se poderia identificar como sendo um filósofo europeu ocidental não-insular que tenha vivido em torno do século XX.

    Só para que a frase fique mais palatável, peço que a entenda como uma espécie de fórmula: calha que continentais saibam com mais freqüência a história das questões de que tratam. Deleuze e Foucault são exemplos disso. Teríamos ainda os Gueroult, os Goldschmidt, os Brunschwig, os Gilson, os J.-L. Marion, ou seja, todos aqueles filósofos continentais, menos conhecidos, mas que lidaram com a questão da metodologia filosófica de uma maneira tal que jamais qualquer outro analítico teria conseguido, porque calha da filosofia analítica, por mais clara que seja (embora às vezes a técnica excessiva pareça substituir a clareza), ser, com freqüência, bastante superficial, caindo em erros que poderiam ser evitados acaso fizessem a história das questões de que tratam.

    E a "história da questão" aí não é algo inútil. É uma preparação técnica para que se faça o teste para simplesmente não se repetir [os erros já corrigidos d]o passado.

    Quanto à questão específica dos nomes, temos o Crático de Platão, temos muitíssimas partes da obra aristotélica, inclusive, se não me engano, na Metafísica e nos Analíticos Posteriores, temos toda a filosofia helenística, pós-socrática, temos Agostinho (os próprios Solilóquios), e tudo isso para pôr de lado toda a riquíssima discussão escolástica a respeito.

    P.S.: como pesquisador sobre o realismo aristotélico sei o quanto é importante a bibliografia produzida por gente de formação analítica. A maior parte esmagadora da bibliografia com que lido em minha pesquisa é anglófona, e de muitíssima qualidade. O problema é muito mais o que fazem os analíticos tout court, como é o caso de um dos mais brilhantes deles, John Searle. Não faz idéia de que como é riquíssima a filosofia da mente aristotélica (cf. Aristotle on Perception, Stephen Everson). Aliás, se quiserem saber qualquer coisa sobre "nomes" em Aristóteles, podem explorar o Order in Multiplicity de Christopher Shields. Todos pesquisadores envolvidos direta ou indiretamente com a tradição analítica.

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  13. A SEP, aliás, tem um bom artigo sobre o Crátilo, como geralmente é de seu feitio [ter bons artigos e tal].

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  14. Ok, já vi que por muitas voltas que dê ao texto, acaba sub-repticiamente por voltar ao mesmo. Ok, já percebi e não vale a pena continuar a mastigar o assunto. Quanto ao resto, continuo exactamente na mesma: não conseguiu provar rigorosamente nada do que afirma.

    Intriga-me apenas por que razão a esmagadora maioria das leituras na sua investigação filosófica é de autores de formação analítica.

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  15. Porque há bibliografia recente abundante provinda da Oxford UP na biblioteca da USP, e porque a pesquisa mais recente em Aristóteles (aliás, há uma revolução em curso) é analítica.

    Porém há também vários francesas de tradição estruturalista muito bons (Brunschwig, Pellegrin, etc.).

    Qual ponto não provei? Posso ser prolixo por vezes... mas parece está claro que aqueles analíticos que estão no "core" da filosofia da linguagem, da mente, etc., ignoram solenemente os grandes problemas da filosofia nos filósofos clássicos.

    Há um enorme preconceito contra a história da filosofia... o que a sua posição, a de Desidério, etc., parecem demonstrar.

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  16. Adriano, devias ter mais ponderação nas coisas que escreves. Passas a vida a ofender as pessoas, apesar de isso não ser talvez propositado. Repara no meu artigo:

    http://criticanarede.com/fil_historicidade.html

    Como podes dizer que desprezo a história da filosofia?

    A tua ideia de que há uns analíticos que são umas bestas por isto ou por aquilo é perfeitamente legítima. Eu sou uma dessas bestas, e também por muitas outras razões. Sou uma besta absoluta, um analítico empedernido que ignora a história da filosofia e só sabe falar com pês e quês e setas. Reduzo a filosofia à matemática e sou um ignorante em história da filosofia. Ficaste feliz?

    Óptimo.

    Agora passa à frente e escreve coisas informativas, simpáticas, cuidadosamente pensadas, que permitam um debate interessante de ideias.

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  17. «Eu sou uma dessas bestas, e também por muitas outras razões. Sou uma besta absoluta, um analítico empedernido que ignora a história da filosofia e só sabe falar com pês e quês e setas. Reduzo a filosofia à matemática e sou um ignorante em história da filosofia. Ficaste feliz?»

    Não, não fiquei. Você está criando um espantalho de si mesmo e eu jamais acusei você de nada disso que disse.

    Se eu passei a adotar um tom mais forte é só porque em algum momento foi suposto (ali atrás, quando da questão do Lukasiewicz) que eu ignorava bibliografia básica. Achei aquilo de uma injustiça muito grande. Seja como for, não gosto nem um pouco do tom que as discussões foram adquirindo.

    Nem acho minimamente plausíveis essas analogias malucas que o Vitor estabelece com a música, com a física, etc. Parece que se trata tudo da mesma gosma, como se a filosofia não tivesse uma enorme especificidade frente a qualquer outra disciplina, campo do saber ou atividade que seja.

    (não é porque algo se dê desta ou daquela maneira na física, na música, etc., etc., que portanto a filosofia deva ser assim.)

    Esperava, porém, que essas questões mais pessoais, de tom, etc., pudessem ser discutidas em privado.

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  18. Qual é o problema de ignorar bibliografia básica? Trocar informações bibliográficas é um dos objectivos do blog, ou na verdade de qualquer actividade académica, porque ninguém conhece toda a bibliografia nem todos os assuntos. Mas é evidente que irás encarar qualquer indicação bibliográfica como uma ofensa se o teu objectivo ao estudar filosofia é exibir a tua superioridade perante os outros e não aprender com os outros e dar a partilhar com os outros o que tu conheces.

    O problema é quase todos os teus comentários parecem ter por objectivo mostrar que eu sou uma besta ou que os filósofos analíticos são umas bestas, ou que alguns deles o são. Só que isto é trivial. Claro que eu sou uma besta, assim como muitos filósofos analíticos. Faço erros e idiotices, ignoro carradas de bibliografias, não domino montes de assuntos, assim como os meus colegas de qualquer universidade. E depois?

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  19. «Mas é evidente que irás encarar qualquer indicação bibliográfica como uma ofensa se o teu objectivo ao estudar filosofia é exibir a tua superioridade perante os outros e não aprender com os outros e dar a partilhar com os outros o que tu conheces.»

    A bibliografia era para principiantes. Fazer aquilo naquele momento só podia ser encarado como um ataque, uma tentativa de minorar o interlocutor.

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  20. Ou seja: para ti ser principiante é encontrar-se num estado de menoridade. O que só reafirma a ideia que estás a discutir numa base de hierarquia e não por puro prazer na discussão e na filosofia. Que mal tem ser principiante e por que razão pressupões ser assim tão avançado? Se as pessoas tivessem mais gosto pela bibliografia básica, "principiante", não se deixavam seduzir por tanto disparate.

    Mas é tão engraçado que tu e o edson quando estão enrascados façam precisamente aquilo que nos outros vos parece ser "minorar" o interlocutor. Sabes por que sentem isso? Porque quando se põem com remissões bibliográficas é esse o vosso propósito, de modo que não conseguem imaginar outra motivação nos outros quando referem bibliografia.

    Por que te preocupas tanto em deixar bem vincado o facto, perfeitamente trivial e desinteressante, (a nao ser para quem está ralado com hierarquias) de seres ou não um principiante. Honestamente, achas que alguém se está nas tintas ao ponto de considerar isso ofensivo? Só na cabeça de quem usa citações pomposas, "non sequiturs" e "noéticos" e "pleonásticas certezas" e listas de autores-autoridades para ver se desencorajam os outros de os criticar.

    Fazendo eco do Desidério: consolem-se. Somos todos umas bestas redutoras, fascistas da racionalidade, ou o que quiserem. Rendemo-nos à sofisticação "imprincipiante". Eu por mim considero-me um principiante, e depois? É de bradar aos céus.

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  21. Pois, Adriano. O teu problema é mesmo esse: considerares que ser principiante é ser menor. Não é. Nunca tratei nem trato os meus alunos como menores. São apenas pessoas inteligentes e interessadas que andam nisto há menos tempo do que eu e conhecem menos bibliografais que eu, e eu tenho o dever de lhas dar a conhecer. Tal com agradeço que me dêem a conhecer bibliografia a mim, e não me interessa se é bibliografia de principiante ou de génios. Na verdade, aprendo muito com boa bibliografia de principiantes e a primeira coisa que faço quando estudo um assunto qualquer é precisamente começar por aí. Se amanhã tiver de dar um curso de hermenêutica a primeira coisa que vou fazer é ler um ou dois livros o mais introdutórios possível que encontrar. Não me sinto nada menor por isso porque para mim a filosofia, a universidade, os livros, não são uma extensão de uma vontade de oprimir os outros, de alardear superioridades sociais; é apenas uma manifestação da minha curiosidade sobre as coisas, e essa curiosidade alimenta-se melhor quando os outros me ajudam.

    É só porque tens uma atitude arrogante perante a filosofia, os livros, a erudição, que estás sempre a projectar isso sobre os outros pensando que eles são assim também. Eu sei que muitos colegas meus são assim, mas comigo enganaste-te. Eu sou uma besta e assumo que sou uma besta: desconheço a maior parte das coisas e estou sempre a aprender. E todos os semestres aprendo muito, mas muito mesmo, com os meus alunos mais modestos. Principiantes, mas nada menores. E muito mais dignos do que quem faz da filosofia uma feira de exibição de vaidades.

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  22. Desidério,

    acho difícil encontrar uma pessoa mais amável que você nos meios filosóficos lusófonos.

    No mais, só acho uma pena que você me veja com tão maus olhos.

    E não, o meu problema não é que eu considere que ser iniciante é ser menor. O meu problema é suporem que eu sou burro e ignorante, como você pareceu fazer, quando o que está a acontecer é que não entenderam os pressupostos da questão.

    A distinção naquele caso entre planos lógico e ontológico é clássica em filosofia e você supôs que eu fosse um ignorante que estivesse criando algo que não existia de fato (mas o estranho é que você ignorava a distinção mesma).

    Agora pare de dizer-se uma besta, oras! Passa por suposto que todos somos bestas, ignoramos rencas de bibliografia, etc. — o fato de você ser uma besta, Aristóteles ser uma besta, todos sermos bestas tem apenas a ver com o fato da natureza humana ser falível, então não se considere um privilegiado em ser besta, senhor Desidério!

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  23. Esquece privilégio e a superioridade. Não sou privilegiado por ser uma besta, nem quero ser um privilegiado nem superior. O pensamento hierárquico não me interessa. Interessa-me discutir ideias com simpatia e cordialidade, isenção sofisticação. Vê como a Teresa me refutou no post sobre o relativismo. Isso é que conta. O resto são tolices sociais que não deveriam ter lugar na vida académica.

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  24. «Não sou privilegiado por ser uma besta, nem quero ser um privilegiado nem superior.»

    Era uma piada...

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