19 de setembro de 2008

Wittgenstein e o dogmatismo

Marie McGinn faz, em NDPR, uma recensão informativa do livro The Struggle Against Dogmatism: Wittgenstein and the Concept of Philosophy, de Oskari Kuusela. 

Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein parece defender uma tese radical, e dogmática, de que não está a defender quaisquer teses filosóficas de que possamos discordar, pelo que sempre que alguém discorda dele isso é mera incompreensão destituída de sentido por violar as regras da linguagem. Esta tese é irritante e deixa em muitos de nós a sensação de que é uma perda de tempo estudar as ideias de Wittgenstein, precisamente porque não parece tratar-se de um conjunto de teses argumentadas, das quais possamos discordar, mas antes de A Verdade Insofismável relativamente à qual toda a discordância aparente é apenas incompreensão. 

Esta leitura dogmática de Wittgenstein foi defendida por exegetas célebres como o par Hacker e Baker. Contudo, é hoje posta em causa por muitos exegetas de Wittgenstein (incluindo Baker, que mudou de ideias). Este livro é uma interpretação alternativa das ideias de Wittgenstein, evitando a ideia irritante de que ele não está a defender teses filosóficas que possam ser discutidas e rejeitadas. A ler. 

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