25 de outubro de 2008

Andam os filósofos nas nuvens?


Heidegger, Tales, Platão e Sara Raposo dão uma resposta interessante aqui.

5 comentários:

  1. Este post é muito informativo e constitui um grande alívio: nem o Desidério se converteu ao pós-modernismo e à filosofia continental(uma grande perda para a filosofia pois os seus posts ficariam ininteligíveis) nem mudou de sexo.

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  2. Fascinante o facto de o comentário de Heidegger assentar num desprezo hierárquico pela pobre trácia. Mas vai daí... é próprio dos nazis não se conseguirem conter nestas coisas.

    Poderíamos modificar um pouco a boca deste boche para a adequar ao desprezo aristocrático dos cultores contemporâneos da obscuridade em filosofia: "é o modo de usar as palavras acerca da qual os pretos se riem", sendo que aqui os "pretos" somos nós, que preferimos uma frase lúcida a dois parágrafos de delírio verbal pretencioso.

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  3. Heidegger associa involuntariamente o desinteresse pelas ideias a profissões humildes, o que é disparatado. Na vida académica não é assim tão comum encontrar pessoas que tenham interesses teóricos genuínos. E não acredito que as coisas fossem diferentes no tempo de Heidegger e na sua universidade. O que o fazia não ver o desinteresse teórico dos seus colegas, mas ser tão sensível ao desinteresse teórico da trácia?

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  4. Sempre que leio aspectos biográficos de Heidegger lembro-me logo de duas coisas:
    1) o heil heidegger da faculdade onde estudei. O controlo era de tal ordem que alguém que colocasse em causa heidegger era logo chumbado. No curso havia dois tipos de estudantes: os que entendiam heidegger e os estúpidos. Eu estava do lado dos estúpidos que nem entendia heidegger nem os que diziam entender heidegger
    2) a segunda coisa que me lembra é aquele skecth dos gato fedorento "sou o maior da minha aldeia". Os heidegerianos da minha faculdade eram todos "os maiores da nossa aldeia".
    Observações: eu fui um estúpido que até falava bem com os profundos entendidos no dasein, porque até dissertava bem sobre músicas menos conhecidas e cinema underground. Ah e devo a Heidegger e aos heidegerianos horas a fio a beber cervejas no bairro alto para esquecer a filosofia não era bem aquele catecismo. Eu devia escrever o meu testemunho: Heidegger Versus Super Bock. E já agora! Nunca que senti menor por ser considerado estúpido por não entender heidegger. É que, ao meu lado estavam aquelas miúdas que vinham para Lisboa estudar e que eram do interior do país e que lá calhou estudarem filosofia (no Kremlin) porque não entraram em Direito, mas também figurava ao lado de ilustres estúpidos como Bertrand Russell, Quine, etc... Peter Singer ou Simon Blackburn ou Richard Swinburne foram nomes que nunca ouvi falar durante toda a licenciatura, nem por estudantes, nem por professores. A malta queria era mesmo o Heidegger e o Walter Benjamin com muitas pitadas de Husserll + Kierkgaard versão cocó.
    abraços

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