12 de outubro de 2008

Filosofia e humor

Uma das coisas que na primeira década do século passado Bertrand Russell discutiu no ensaio On Denoting foi a semântica de afirmações como «O actual rei de França é calvo». Será a afirmação verdadeira ou será falsa? Ficou célebre o seu comentário de que para os hegelianos, tão dados a sínteses dialécticas, o problema tinha uma solução óbvia: ele usava peruca.

Russell usava uma prosa simples, elegante e sem adornos desnecessários (nada que se pareça com a bolorenta tradução portuguesa de Problemas da Filosofia, de António Sérgio). E, quando se justificava, não evitava uma pitada de humor no que dizia e escrevia. Só descobri isto, com alguma surpresa, muito depois de terminar o meu curso de filosofia. Até parecia que não se tratava de um filósofo a sério!

Quando estudei filosofia na universidade, o humor era um sinal inequívoco de superficialidade filosófica. O verdadeiro candidato a filósofo tinha de ter um ar taciturno e devia estar permanentemente concentrado no problema do esquecimento do Ser, o que exigia algum treino e um certo número de adereços. Vestir desleixadamente roupa escura, calçar botas de camurça, fumar um cigarrito pensativo e ver filmes sem história também podiam contribuir para entrar mais facilmente na clareira do Ser. E, claro, falar de sobrolho franzido e olhos semi-cerrados, como quem está a escavar o cérebro à procura de minério, também ajudava a compreender melhor que o Homem é um ser para a morte. Rir estava completamente fora de questão. Um sorriso condescendente ainda se tolerava. Mas rir com vontade é que não! Pior do que isso só as anedotas. A verdadeira face do filósofo, dura austera e sisuda, estava estampada na capa de um dos últimos volumes da História da Filosofia, de Nicola Abbagnano: era a face carrancuda de Martin Heidegger.

Esta ideia da filosofia não é, pelos vistos, exclusiva das universidades portuguesas. Estive na semana passada num encontro de trabalho com professores de vários países europeus e duas colegas espanholas, professoras de línguas, manifestaram grande surpresa quando descobriram que eu era professor de... Filosofia. Porquê? Porque eu mostrava apreciar uma boa piada, pois ria bastante e com vontade. Disseram-me que os colegas de Filosofia delas estavam quase sempre absortos nos seus pensamentos, ocupados que estavam com problemas que davam mais para a angústia do que para o riso. Bom, talvez os seus colegas de filosofia fossem simplesmente todos existencialistas.

Vem tudo isto a propósito de quê? Da relação entre filosofia e humor e do livro Platão e um Ornitorrinco Entram num Bar..., de Thomas Catchcart e Daniel Klein. Algumas pessoas podem olhar com desdém para este livro e achar que é indigno do verdadeiro espírito filosófico. Mas convém não ter preconceitos e manter a boa disposição, dado que nem só de clareiras do Ser se alimenta a filosofia.

A verdade é que o livro nos permite dar umas boas garagalhadas. E muitas dessas gargalhadas são a manifestação de um verdadeiro insight filosófico. De tal modo que, para rir, é frequentemente preciso ter algumas noções prévias acerca das questões filosóficas aludidas pelos autores. Não se trata de um livro de filosofia. Quem quer aprender filosofia tem de procurar noutro lado. Mas pode-se aprender mais filosofia com este livro de piadas filosóficas do que em muitos livros de filosofia que estagiam nas prateleiras das livrarias portuguesas. Muitas das piadas funcionam como contraexemplos caricatos a posições filosóficas genericamente apresentadas e como argumentos por redução ao absurdo. Se, num caso ou noutro, se nota que a relação entre a filosofia e as piadas é algo forçada, isso não acontece na maior parte dos casos. Além disso, os autores mostram ter uma sólida e actualizada formação filosófica (apesar do erro de palmatória na caracterização dos argumentos dedutivos) e uma imaginação prodigiosa para inventar situações filosoficamente hilariantes.

E isto também faz falta para estimular o espírito crítico e para mostrar que a filosofia é uma coisa de seres humanos e não apenas de zombies.

15 comentários:

  1. Rolando

    Desde que o conheço não o vi mudar de ideias. Também me aconteceu o mesmo. Conservo as mesmas ideias há vários anos.

    Devo concluir que nos falta aos dois espírito crítico e que nos comportamos como zombies?

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  2. Parente,
    Confundiu o nome do autor do post que é Aires Almeida e não Rolando Almeida. Mas aproveito para lhe contar uma história em relação aos zombies. Uma vez apresentei um trabalho à minha turma, quando era estudante de filosofia. Como não me identificava com o pedantismo da generalidade dos estudantes de filosofia, procurei usar uma linguagem clara e sem forçar muito o trabalho com coisas que eu não compreendia. Uma colega, algarvia, no final fez uma observação. Achou o trabalho diferente e já tinha notado que eu era uma pessoa diferente, que até me vestia muito de escuro (na altura todos se vestiam muito de escuro como disse o Aires e todos, apesar de iguais, se achavam diferentes). Sabe qual a resposta que dei à colega? Que sim, me vestia de escuro, mas não por razões filosóficas, ideológicas ou de cultura. É que, como sou de Castelo de Paiva e vivia em Lisboa sózinho, era eu quem lavava a minha roupa e as nódos notam-se menos na roupa escura que na clara!!! A reacção foi espantosa: toda a gente a olhar para mim com um ar de decepcionados. Afinal eu era um toino!Felizmente, hoje em dia, dou-me ao luxo de poder ter umas t-shurts brancas e sempre limpas pois já ganhei dinheiro para uma boa máquina de lavar roupa a dar aulas de filosofia.
    abraço

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  3. Para ser muito sincero, este blog parece-me ser cada vez mais apenas um repositório de "botaabaixismo". Caracterizam-se de forma cada vez mais genérica grupos de pessoas bastante heterogéneos (vd. professores de filosofia das universidades portuguesas). Seria bem mais interessante para quem vem aqui a procura de Filosofia encontrá-la de facto e não ter de levar com mais uma invectiva contra "os que não riem", "os que vestem de amarelo", "os que são malucos", como métodos para o blogger expor a sua posição.

    Quer-me parecer que a ansia que tem em desacreditar modos diferentes de entender a filosofia pode contribuir para a sua própria "desacreditação".

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  4. Caro Pedro Sargento,

    Para ser também muito sincero, parece que essas acusaçõs de «botaabaixismo» são muitas vezes uma estratégia para silenciar as opiniões dos outros. A verdade é que eu sou um dos autores deste blog e quer-me parecer que posso exprimir as opiniões que bem entender. Se não concordar com elas, podemos discutir isso, mas a sua conversa é tipicamente a conversa de quem quer pressionar os outros a não dizerem aquilo que não lhe apetece ouvir. Mas se não lhe apetece não leia.

    Seja como for, ou eu não consegui ser claro ou o Pedro Sargento não estava atento, pois este post visava elogiar um livro. E começou com um «botaaciismo» em relação a Bertrand Russell.

    Por favor, não me peça para escrever apenas o que gosta de ouvir. Para isso é melhor criar o seu próprio blog ou enviar um artigo para este, que nós publicamos, mesmo que seja a deitar-nos abaixo.

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  5. Este blog é da revista Crítica, que tem mais de mil artigos publicados sobre as diversas áreas da filosofia. O blog em si é jovem, mas tem mais de 50 posts publicados por mês, desde Agosto. A esmagadora maioria dos posts são divulgação de livros ou de artigos, desafios filosóficos lançados aos leitores, e algumas notícias de colóquios. Que me lembre há talvez uns quatro posts que dizem algo sobre o que o autor do post considera uma tolice. Portanto, a acusação do Pedro Sargento só pode ser entendida como fez o Aires: uma tentativa de silenciamento porque o Pedro não gosta de ler certas coisas. Mas é bom ler certas coisas de que não se gosta. Ajuda a fazer a digestão.

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  6. Rolando Almeida

    Peço desculpa por o ter confundido com o Aires Almeida.

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  7. A boa filosofia sabe usar o humor. Estou cada vez mais certo disto.

    Só um apontamento ao texto do Desidério: pareceu-me existir uma associação entre o ar carrancudo/triste/angustiado e o existencialismo. Isso não é completamente justo. Alguns filósofos da tradição existencialista possuíam sentido de humor. Sartre e Camus, por exemplo, têm obras (sobretudo de literatura) em que isso é notório.

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  8. Desidério,

    O mais curioso é que o Pedro Sargento utilizou a caixa de comentários como um repositório de «botaabaixismo» em relação a este blog. Ou seja, exemplificou na perfeição aquilo que queria criticar, em vez de falar mesmo de filosofia.

    Mais, as generalizações abusivas de que nos acusa são também por ele exemplificadas. Basta ler os últimos dez posts antes do meu (dando de barato que estou a exercitar o «botaabaixo», o que é falso) para se perceber imediatamente que o Pedro Sargento está a fazer uma generalização abusiva.

    Em suma, o Pedro Sargento queria no fundo dizer não gosta deste blog e não gosta de ouvir certas opiniões. Está no seu pleno direito.

    Para terminar. Botar abaixo o que é inautêntico e pernicioso, é uma coisa positiva. Ou estou errado? Não será antes uma espécie de bota acima?

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  9. Oooops: peço desculpa a ambos!! Trata-se efectivamente de um texto do prof. A.A. O lapso foi cometido por ter lido primeiro o post abaixo desse, relativamente às saídas profissionais, esse sim da autoria do prof. D.M. Estarei mais atento da próxima vez! :)

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  10. Caro Aires,

    Supor que a minha nota obedeceu a uma estratégia para “silenciar as opiniões dos outros” (palavras suas) é interpretá-la de uma forma muito forçada. Explico-me: ao dizer isto supõe imediatamente uma finalidade para o meu comentário que ele não tem. Se tem esta crença, então é porque terá acesso as minhas intenções, o que é impossível pois a nossa relação resume-se ao que deixei aqui escrito. Isto é uma crença injustificada.

    Se tivesse interpretado o meu comentário a letra não teria chegado tão longe e poderia ter lido nele apenas o que está expresso e quis exprimir: uma crítica ao modo como frequentemente são retratadas pessoas que estudam e/ou ensinam filosofia, e na minha opinião alguns filósofos, com o qual não partilha as ideias gerais ou os métodos.
    Em particular, critico que se procurem atingir grupos de pessoas denunciando-lhe características que não determinam o seu valor enquanto filósofos, como o ter ou não sentido de humor, a cor com que predominantemente se vestem, ou qualquer tipo de comportamento

    (diz, por exemplo, “ (…)o que exigia algum treino e um certo número de adereços. Vestir desleixadamente roupa escura, calçar botas de camurça, fumar um cigarrito pensativo e ver filmes sem história também podiam contribuir para entrar mais facilmente na clareira do Ser.”

    Se eu der livre curso a minha imaginação imagino que um jovem ou uma qualquer pessoa interessada em iniciar-se na filosofia, com um sentido crítico ainda em formação, capaz de aceitar facilmente o que um blog especializado como este publica, tendo como redactores filósofos profissionais, - essa pessoa – tenderá a subvalorizar o que quer que seja dito por uma pessoa que corresponda a essas descrições. Isso não é justo para um eventual bom filósofo que tenha a particularidade da sisudez.


    E que meios teria eu para “pressionar os outros a não dizerem aquilo que não me apetece ouvir”? O máximo que eu posso fazer é escrever aqui comentários. Não seria mais fiel a verdade e “despreconceituoso” supor que pretendo apenas dar uma opinião crítica acerca do que por vezes aqui se escreve? Só entendo como razoável o uso do termo “pressionar” se se referir a um seu uso retórico, pelo qual qualquer crítica pode ser vista em última análise como uma tentativa, numa cadeia de outros estratagemas, de levar o nosso interlocutor a aceitar a nossa opinião. Se for assim tudo bem, mas mesmo assim é uma definição muito transviada dessa palavra. Ou pensava que eu iria recorrer a uma qualquer “alta instancia”?!

    Se se sente pressionado “retoricamente” não parta para a acusação: faça valer as suas capacidades argumentativas.


    Num comentário posterior diz:

    “O mais curioso é que o Pedro Sargento utilizou a caixa de comentários como um repositório de «botaabaixismo» em relação a este blog. Ou seja, exemplificou na perfeição aquilo que queria criticar, em vez de falar mesmo de filosofia.”

    Permita-me enveredar pelo monthypythoniano exercício de definir “botaabaixismo”. Seria aceitável algo como:

    “relevar aspectos não-essenciais de uma personalidade ou actividade camuflando-os de essenciais e tendo como finalidade o seu descrédito”?

    Se aceita esta definição, então repare que eu não o fiz, pois acenei no meu comentário que este modo de descrever professores de filosofia dá azo ao preconceito contra quem NAO cumpre certos requisitos que não são essenciais para o bom filosofar. E o Aires faz um paralelo entre estas características pessoais e a falta de qualidade filosófica. Ora, tendo em conta que a erradicação deste tipo de preconceitos é benéfica e contribui para o bom filosofar, o meu comentário refere algo essencial. Ao mesmo tempo que refere algo essencial a Filosofia, faz Filosofia, cumprindo o que é necessário para que não seja “botaabaixismo”.

    É engraçado como a esta luz o seu próprio comentário, embora todo ele exprimindo uma falsidade, contenha pelo menos uma contribuição para que não seja em toda a medida um exercício de “botaabaixismo” (e já começo a imaginar uma “Cambridge Companion to botaabaixismo”) contra mim: é que ele contém também uma ideia vaga do que o Aires entende que deva ser a Filosofia.

    E depois diz “Para terminar. Botar abaixo o que é inautêntico e pernicioso, é uma coisa positiva. Ou estou errado? Não será antes uma espécie de bota acima?”

    Se o Aires fizer algo de pernicioso e inautentico, é bota abaixo. Se um seu crítico argumentar que o que o Aires faz é bota abaixo, então isto é bota acima. Tal é o caso.

    Para terminar, agora eu: não é verdade nem se pode concluir do que disse no meu primeiro comentário que não gosto do vosso blog, como disseram o Aires e o Desidério. Não havia no meu post informação suficiente para colocar a minha crítica ao nível de todo o conteúdo do blog ( e o Desidério ainda a quis colar ao conteúdo do site da revista Crítica!). Assim que apontei a minha crítica a uma certa forma de retratar pessoas, deveria ser claro que excluí um número grande de posts. Destes, encontro interesse especificamente filosófico na grande maioria, e aprecio muito todo o trabalho de divulgação (que se abstenha de atacar preconceituosamente outros modos de praticar filosofia).

    E uma ultimíssima “coisa”:
    “se não gostar, não leia”,

    ou: “é bom ler coisas que não se gosta. Ajuda a digestão”

    são o fruto de quem pretende divulgar o pensamento crítico (no primeiro caso) ou de quem quer promover a tolerância no quadro de uma argumentação racional (no segundo caso)? Como leitor deste blog, preferiria pensar que os seus responsáveis sabem que estou consciente da possibilidade de não o ler. Receber uma crítica com frases deste género mostra, ironia do destino, exactamente que não se gosta do que se le. E, ainda, que se prefere pensar que o leitor ignora para que serve a cruzinha vermelha no topo do browser, em vez de se preferir pensar que o feedback de um leitor pode ajudar-nos a reconsiderar o que publicamos.

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  11. Pior: é hipócrita. Um gajo tem uma ideia clara acerca de um assunto ou prática e vai dizer o contrário do que pensa ou simplesmente cala-se para não "mandar abaixo". É reminiscente do "direito à liberdade de expressão mas com responsabilidade" com que os nossos progressistas de todas as cores e raças políticas querem fazer a democracia baixar as calças e alçar o rabo a fundamentalistas e fanáticos de todas as estirpes.

    Proponho um exercício: imaginem um cabrão das SS nazis a queixar-se de "bota abaixismo". Estou a exagerar? Sim, nem todos os imbecis académicos são nazis, mas o que interessa é que o argumento pode ser usado para tudo. É extremamente flexível. Qualquer crítica austera é um bota abaixo. E depois? Abaixo a calanzice dos intelectuais portugueses, abaixo a mediocridade, abaixo o pedantismo, abaixo o que não presta, abaixo, abaixo, abaixo. Acima a universidade que eu não tive e acima aquela que quero que os meus putos um dia tenham.

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  12. Caro Pedro Sargento,

    Quer dizer que de cada vez que eu acho uma opinião ou atitude má ou inautêntica ou errada ou falsa e o disser ou denunciar claramente, estou a criticar essas opiniões ou as pessoas que partilham essa atitude? Mas é claro que sim! Como poderia ser de outra maneira? O Pedro Sargento conhece alguma maneira de criticar sem criticar ou d denunciar sem denunciar? E conhece alguma maneira de criticar algo sem algo que seja criticado? Ou acha que devo criticar antes aquilo com o que concordo?

    A questão é simples e parece-me que o contéúdo do meu post é muito fácil de interpretar. Nas nossas universidades cultiva-se muito a pose e há muita gente a passar pelo que não é. Posso estar enganado. Mas, se não estiver (e não se referiu a isso), não será algo criticável e que merece ser apontado.

    O Pedro Sargento vem com essa de criticar as pessoas por se vestirem desta ou daquela cor. Sinceramente, lamento que não tivesse percebido o sentido do que eu disse. Ou então, a interpretação possível é que não gostou do que eu disse acenou com o fantasma de que os autores deste blog se estavam a descredibilizar ao dizer tais coisas.

    De resto, é verdade que não tenho acesso directo aos seus conteúdos mentais, mas fico com uma ideia a partir daquilo que diz e que escreve. Ou não diz e escreve o que pensa?

    Uma última nota. Pode criticar sempre que quiser o que se escreve neste blog. Mas não espere que estejamos obrigados a concordar consigo, sobretudo quando não justifica o que diz.

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  13. Caro Rolando,

    também acontecem comigo dessas situações engraçadas em que minhas preferências e costumes frustam as expectativas esperadas em um "grande intelectual".

    Quando digo a meus professores e colegas de universidade que aprecio video-games e que adoro jogar futebol o espanto é geral e notório.

    Dúvidas sobre minha capacidade de fazer filosofia são levantadas instântaneamente. Pois, afinal de contas, como um filósofo pode ser um futebolista ou um "game-maníaco"?

    Inclusive este tipo de espanto é geral entre as pessoas, não só na universidade. Comumente as pessoas associam à filosofia e ao filósofo todas aquelas propriedades como ser muito inteligente, ser imcompreensivel e obscuro, ser distraído, ser sisudo, não gostar de festas, e tudo mais.

    É uma situação cômica, para não dizer trágica.

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  14. Penso que a tradução deste livro é péssima. Acho que o livro é bom, seria até um óptimo recurso para o ensino da Filosofia, por exemplo (eu sou professora do secundário), mas ler a versão portuguesa, para mim, é uma experiência muito dolorosa.

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