19 de outubro de 2008

O caminho



Não sei como em Portugal se escreve o nome que em tempos se escrevia como “Lao Tsé”, que hoje em inglês se escreve “Laozi” e até recentemente se escrevia “Lao-tzu”. Também não sei como se escreve em Portugal o nome do livro que lhe é atribuído, que dantes se chamava Tao Te Ching, e hoje em inglês se chama Daodejing. Se alguns leitores portugueses ou brasileiros forem sinólogos, poderiam esclarecer estes aspectos. 

Em qualquer caso, saiu esta nova tradução de Edmund Ryden (Universidade de Fujen, Taiwan), na Oxford University Press, juntando-se à de Philip J. Ivanhoe (Hackett) nas traduções académicas recentes desta obra ímpar do pensamento chinês.

Laozi viveu no séc. VI a.C. e foi o fundador do taoismo, uma das mais influentes religiões chinesas. Este livro apresenta os princípios fundamentais do taoismo, sendo a ideia de harmonia natural uma das centrais, assim como o elogio do silêncio, algo de que precisamos urgentemente no mundo moderno. O tao é o caminho ou modo de fazer ou encarar as coisas. O tao, contudo, é inexprimível e só o silêncio místico o capta verdadeiramente. Os estudiosos de Heidegger ou outros pensadores de pendor místico irão com certeza gostar de conhecer esta obra singular do pensamento chinês. Uma versão popular do Daodejing em inglês pode ser lida aqui. Na Crítica temos um artigo sobre Laozi e Zhuangzi, do professor André Bueno. A SEP tem um artigo de Alan Chan sobre Laozi

2 comentários:

  1. "Mao Tsé Tung" ou "Mao Zedong"?

    Será uma reedição da mesma querela?

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  2. Tanto quanto sei, há regras novas de transliteração do mandarim para a língua inglesa. Mas de nada sei quanto à língua portuguesa, nem se essas novas regras se aplicam a nós.

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