25 de novembro de 2008

A Filosoficamente oferece livros

Para assinalar o lançamento em Portugal de Introdução à Estética, de George Dickie, a Bizâncio resolveu oferecer três exemplares desta obra aos autores das três melhores respostas a esta pergunta: “O que é afinal uma obra de arte?”

Regras do passatempo: 1) o passatempo está aberto até às 00:01 do próximo dia 28, sexta-feira; o que conta é a data e hora do comentário; 2) o passatempo está aberto apenas aos residentes em Portugal, para onde o prémio será enviado gratuitamente pela Bizâncio; 3) sou eu que avalio as respostas, sem recurso, e escolho as três melhores.

A Filosoficamente é a nova aposta da Bizâncio na filosofia. A colecção publica obras de carácter introdutório e avançado sobre todas as áreas da filosofia. Inaugurada em 2007, publicou já livros de McGinn, Warburton, Pojman e Dickie.

21 comentários:

  1. “O que é afinal uma obra de arte?”

    Não é possível definir o que é, ou não é, uma obra de arte!
    Esta é uma pergunta do passado, do presente, e será do futuro.
    A arte está no visível mas também no invisível.
    Como defendeu Weitz, procurar a essência da arte é um erro lógico.

    O importante não é definir a (ou a obra de) arte. O importante é apreciá-la, senti-la, pensá-la, "viajar" e crescer com ela.

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  2. Uma obra de arte é um artefacto produzido pelo homem, fruto da criatividade e génio humanos. Esse artefacto, não necessariamente tangível, será objecto de fruição e valorização diferentes de acordo com a heterogeneidade do indivíduo (e.g., em termos de preferências e interesses). Todavia, convém realçar que a obra de arte terá sempre per se algum valor - e esse valor decorre da contribuição do artefacto criado para a expansão da cultura civilizacional.

    FJMS
    (filipejmsousa@netmadeira.com)

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  3. Saberás encontrar a arte nos estímulos que te dá o coração… Se ele palpita… te emociona ou horroriza… há arte dentro de ti.

    (ffilipe.pinto@gmail.com)

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  4. Para mim a obra de arte é qualquer criação que da maneira mais sublime mas também mais intensa consegue traduzir o intraduzível, dizer o indizível, fazer sentir aquilo que ainda não tinha sido sentido, pelo menos daquela maneira até à confrontação ou contacto com ela. É uma ajuda à descoberta de nós próprios, o que muitas vezes nos permite dar aquele passo que pressentíamos algures no nosso âmago mas que por qualquer razão ainda não o tínhamos conseguido dar. A obra de arte vai às profundezas do nosso ser e faz-nos aprender, eleva-nos a outro patamar. Para mim, seja num quadro, num texto, em cinema, em teatro, pela escultura ou artes plásticas, é a maior forma de solidariedade humana, diz: vamo-nos ajudar, todos, aqui está outro caminho, mais um caminho, para sermos melhores. Do íntimo do autor para chegar ao íntimo de quem contacta com ela, a obra de arte é a possibilidade da novidade, a intimação mais sincera (eventualmente até cruel, mas não necessariamente) para um novo eu ou um eu diferente.

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  5. O que é afinal uma obra de arte?
    É um produto da acção humana, “físico” ou “espiritual”, que mostra a realidade, o comum ou o simbólico, de tal forma que:
    - Conseguimos ter um entendimento sobre esse produto (racional ou emocional);
    - Torna visível uma dimensão do mundo até então insuspeita e da qual nos surpreendemos (por nunca a termos percebido, ou por reivindicarmos a possibilidade de ser os seus autores);
    - Conforta a nossa “mundovisão” extraindo-a à rotina ou, pelo contrário, constitui uma objecção às nossas convicções que não podemos ultrapassar ignorando-a.
    Renato P. M. Ribeiro

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  6. Uma obra de arte, na minha perspectiva, é o produto de uma metamorfose de um algo de um plano, para um outro plano. É o produto de como alguém vê o que a rodeia. É a alma, as ideias e o estado emotivo do seu criador. É para mim a porta de entrada para o seu mundo íntimo e mental. É a sua perspectiva de algo. Cabe a quem a vê, decifrar o que o criador queria transmitir. Se pudemos, de facto, pegar nos nossos sentimentos, desejos e emoções e passar de algo abstracto, para algo físico, é sem dúvida através das obras de arte.


    Rui Peres ( sauron.is.alive@gmail.com )

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  7. Uma obra de arte, na minha perspectiva, é o produto de uma metamorfose de um algo de um plano, para um outro plano. É o produto de como alguém vê o que a rodeia. É a alma, as ideias e o estado emotivo do seu criador. É para mim a porta de entrada para o seu mundo íntimo e mental. É a sua perspectiva de algo. Cabe a quem a vê, decifrar o que o criador queria transmitir. Se pudemos, de facto, pegar nos nossos sentimentos, desejos e emoções e passar de algo abstracto, para algo físico, é sem dúvida através das obras de arte.


    Rui Peres ( sauron.is.alive@gmail.com )

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  8. Peço desculpa pelo duplicado, a minha internet é péssima e não tinha a certeza se já tinha enviado.


    Rui Peres

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  9. Uma obra de arte é uma criação humana que tem como principal objectivo proporcionar ao observador uma sensação de beleza, identificada com a forma, proporção e harmonia do objecto observado.

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  10. Sou da opinião de que estamos mais perto do que é a arte quando não falamos disso. Qualquer argumento seja ele clássico ou romântico, essencialista (Bell) ou simbolista (Goodman) cai infalivelmente no relativismo e pode ser contra-argumentado muito mais facilmente do que formulado. A pergunta "o que é a arte?" não tem provavelmente resposta, a não ser quando nos encontramos em frente de algo que sentimos que, com a nossa emoção estética e juízo estético subjectivos, podemos dizer "Isto é arte, mas não sei porquê".

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  11. O que é a arte? É o que o artista diz que é arte. O que é o artista? É quem produz arte.

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  12. Não existe definição consensual de Arte e Goodman prevê antes o "Quando há arte?". Geralmente quanto mais estrita é uma definição mais coisas ela deixa de fora e quanto mais consensual mais genérica se torna.
    Assim, se eu tentar definir arte provavelmente deixarei manifestações que são arte de fora da minha definição. Se eu não deixar nada de fora, então provavelmente dei uma definição tão, mas tão genérica que se calhar tem pouco interesse.

    Alem de que a definição não é estanque. Historicamente evoluiu de acordo com critérios que foram sendo alargados. O belo, o ser imitação da natureza, etc, etc, foram deixando progressivamente de ser suficientes para conter todas as manifestações do que se queria arte.

    No panorama actual, eu tendo a poder dizer que uma obra de arte é aquilo que é reivindicado como tal por alguém. Parto do princípio que é um fenómeno consciente (e como tal, até ver, humano) e intencional. Assim, é arte aquilo que o meu cérebro (por qualquer motivo) descodifica como arte. Mesmo que mais ninguém do mundo o faça. Se eu olhar para X e entender no meu íntimo que X é arte, então X é arte e o artista sou eu. Exemplo: O urinol. Duschamps não fabricou o urinol. Mas viu-o, assinou-o e reivindicou-o como arte.
    Por outro lado se eu produzir algo com intenção de o tornar arte, já estou a fazer arte. Exemplo: eu pintar um quadro.
    De realçar aqui que um macaco pode fazer quadros. Um pássaro pode emitir sons. A cascata também emite sons. Mas isso não é arte porque não há intenção nem consciência do fenómeno artístico. Por outro lado se EU ser consciente, vir essa tela do macaco ou registar esses sons do pássaro ou da cascata e os entender como arte, então transformo-os em arte. Mas mais uma vez, o artista sou EU, que fui eu a primeira pessoa a institucionalizá-los. Dickie, aliás, penso ser defensor desta perspectiva.

    Judd clamava: "A arte só precisa de ser interessante".

    Em resumo, actualmente, obra de arte é aquela que é reivindicada e reconhecida como tal por alguém e, eventualmente, institucionalizada.

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  13. Expressão é arte. Arte é a linguagem usada para comunicar algo que a língua só por si não permite transmitir. A tal da expressão artística é, portanto, uma linguagem com vários dialectos, tantos que ninguém se pode dizer capaz de os dominar a todos e, logo, ninguém é capaz de excluir nenhum.

    Tiago Sousa Garcia

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  14. Uma obra de arte é beleza e conhecimento.
    Beleza enquanto algo que nos espanta, comove e deslumbra.
    Conhecimento enquanto algo que simboliza o homem e o seu tempo. Olha-se para um templo grego e vemos harmonia, a simetria a racionalidade; olha-se para uma catedral gótica que se lança para o céu, e vemos a busca pelo infinito, a religiosidade, o sagrado; olha-se para muita arte contemporânea e não se vê nada

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  15. 0 – Antes de responder à pergunta “o que é afinal uma obra de arte?” farei previamente uma introdução para enquadramento da resposta. Assim, parto do entendimento primário do valor potencial intrínseco que as obras de arte têm de proporcionar experiências recompensadoras. Desta base não fazem parte preocupações, nem com a distinção do que é para cada um, artisticamente, belo ou feio, ou bom ou mau, nem com o estatuto dos críticos ideais como legitimadores do veredicto da obra de arte como tal. Também não entra no estatuto de obra-prima, legitimada pela passagem do teste do tempo.

    Desembaraçado dessas dificuldades e disputas, direi o seguinte:

    1 – Uma obra de arte é um artefacto cultural original criado pelo homem, de cariz arquetípico e universal, cuja autenticidade é revelada por uma verdade estranha às leis que governam o conjunto do mundo. Essa verdade é o seu carácter original e inovador, provocador de felizes surpresas, que desperta prazer emocional e intelectual, harmonizando a sinergia do cosmos com os comoventes sentimentos que se manifestam através da excitação sensorial e imaginação cognitiva.

    2 – O juízo estético legitimador da obra de arte é suportado por uma inteligibilidade transcendental universal, não circunscrito a um contexto cultural ou histórico. É esta inteligibilidade, mediadora entre a fruição do prazer que o objecto artístico proporciona e a verdade estética, que faz distinguir a obra de arte do artesanato. É o regresso desta inteligibilidade transcendental no século XXI que vai fazer prosseguir o curso evolutivo do património biológico estético primordial, temporariamente suspenso pela ilusão culturalista pós-moderna, numa desenfreada arbitrariedade relativista extrema que havia encalhado a arte do século XX.

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  16. A arte parece ser o reconhecimento de um padrão resgatado à entropia, cuja forma imita a integridade de um corpo vivo de ser, oposto ao caos.

    Fazer arte será comparável à tentativa de construir a integridade do amor entre as forças da indiferença.

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  17. Uma obra de arte é um objecto mediador de um modo particular de comunicação humana, entre um sujeito criador e um sujeito contemplador. É o resultado de uma necessidade, individual ou colectiva, de expressão de algo, um sentimento, uma crítica, uma emoção, um objectivo ou até nada em particular, transmitidos com uma linguagem nem sempre explicita. Tende a ser consciente de si enquanto tal.

    Flávio Verdier

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  18. Quando é que estamos perante uma obra de arte?
    Primeiro convém que definamos “arte”. E antes disso, podemos perguntar se tal definição é possível.
    Vamos supor que é possível definir “arte”. Para definir arte temos que encontrar um conceito que consiga fundamentar todas as obras que consideramos artísticas. Então esse conceito tem que nos dar os parâmetros e critérios segundo os quais podemos afirmar: “x é uma obra de arte”, “y não é uma obra de arte.”
    Temos dois caminhos: observamos todas as obras que consideramos artísticas que existem no mundo e retiramos os pontos comuns, ou fazemos suposições sobre algumas características que julgamos essenciais para definir uma obra de arte e em seguida observamos em que medida se coadunam com as obras que consideramos artísticas.
    Empresa esta que é ou infinita ou impossível.
    Vejamos a primeira hipótese: considerar todas as obras de arte no mundo. Se optarmos por esta via temos que pressupor que todas as obras de arte no mundo são consensualmente obras de arte por uma espécie de intuição universal do ser humano para as encarar como tais. Temos que pressupor, por exemplo, que um Picasso é uma obra de arte para todo o ser humano e que todo o ser humano o considera como tal. Temos que considerar que uma suite de Bach é uma obra de arte para todo o ser humano. Temos que considerar que uma obra de Schoenberg é de facto uma obra de arte e não uma cacofonia lunática.
    Como vemos, por aqui só temos duas alternativas: se aceitarmos este pressuposto, a tarefa é desmontar esta intuição humana que permite destrinçar uma obra artística de uma obra não artística. Isto é, temos que admitir que o que há de essencial numa obra de arte é algo de objectivo e universal. Se não aceitamos este pressuposto, então estamos a dizer que o critério que permite tal destrinça é subjectivo e por isso não pode ser conceptualizado porque não haveria nenhum critério que permitisse afirmar que a “obra x é de facto uma obra de arte”. Outra resposta à negação deste pressuposto é afirmar que a obra de arte é de facto objectivamente e universalmente artística mas o que há de artístico numa obra de arte é alcançável apenas a um número restrito de seres humanos. Por aqui temos duas alternativas: ou aceitamos que existe uma casta superior de seres humanos que alcançaram essas faculdades, e essas faculdades são objectivamente admitidas por todos como faculdades especiais, ou não aceitamos essa distinção de seres humanos e a faculdade de aprovar a artisticidade de uma obra torna-se arbitrária, e, novamente, subjectiva e sem qualquer possibilidade de formulação.
    Isto está bicudo.
    Vamos tentar outra via.
    Admitamos, simplificando grosseiramente a questão com esperança de encontrar alguma coisa de jeito, por hipótese, que existe uma obra consensualmente artística. Por exemplo, admitamos que a Paixão Segundo São Mateus de Bach é realmente uma obra de arte. (Esta hipótese parece ser pacífica no ocidente, mas com toda a certeza que existem pessoas espalhadas por este mundo fora que não concordam com ela)
    O que faz dela uma obra de arte?
    A sua estrita obediência às regras harmónicas tonais? A adequação de uma ordem acústica à sensibilidade de uma mente desenvolvida? A indução de estados de alma de austeridade e rigor? Enfim, a conjugação de todos esses factores? Ok, que seja tudo isso válido e mais uma série de coisas.
    Poderia lançar alguns termos de relevo para a caracterização da artisticidade da obra: ordem, rigor, organização, consonância, resolução.
    Agora admitamos que a Noite Transfigurada de Schoenberg é também admitida como uma obra de arte.
    Que temos aqui? O que caracteriza esta obra enquanto progressão na artisticidade na história da música? Transgressão total do tonalismo? Integração da dissonância irresolvida? Tensão contínua? Colisão da série harmónica?
    Lancemos novamente termos de relevo à artisticidade: destruturação, histerismo, dissonância, ruptura.
    Podem alguns argumentar: “os termos parecem antónimos e inconciliáveis, mas no fundo obedecem a uma espécie de estrutura de nível superior que os coloca no estatuto de obra artística para além de que apesar das contradições, existem similitudes universalmente reconhecidas”. Pois bem. Desafio quem quer que seja a demonstrar tal equivalência e o essencialismo de tais similitudes sem incorrer a um modo puramente subjectivo de atribuição de superioridade formal. Como se justifica de modo objectivo a equivalência consonância-dissonância, resolução-tensão, tonalismo-atonalismo. Notem: estes pares de palavras só sobrevivem enquanto contrapontos entre si.
    Podia, para acabar com as dúvidas, dar um exemplo de uma banda de death metal (que para muitos é um modo superior de arte) e os termos seriam: medo, escuridão, sombra, morte, decadência, negritude, agressividade, violência, monstruosidade. Mais uma vez: façam vocês mesmos a equivalência.
    Ultimo argumento de conciliação: a arte como “expressão intensa”. E nestes três exemplos há de facto uma tentativa de expressão. Ora bem, mas “expressão” de quê? Dos sentimentos subjectivos do artista? Expressão de um sentimento universal da condição humana? Isso seria um bom argumento se por aí não tivéssemos que recorrer mais uma vez à subjectividade quer da pessoa que expressa e calcular a medida de adequação dessa sensibilidade subjectiva com aquilo que expressa, quer da capacidade do receptor para legitimar aquilo que seria uma expressão alheia, sem que para isso a forçasse a ser um expressão do seu próprio sentimento e o admitisse como sentimento potencialmente universal, anulando assim a hipótese de alguém rejeitar a artisticidade do seu autor favorito sem cair numa espécie de menoridade mental.
    Como podem ver, por muito que creiamos que a “obra de arte” é uma conceito com sentido, procurar a sua definição é tarefa inglória.

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  19. Uma obra de arte é uma expressão estética intencional de um conteúdo mental.

    nunomaltez@hotmail.com

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  20. Obrigado a todos os que participaram neste desafio com as vossas reflexões sobre a arte. Os três contemplados são os seguintes: “jorDas” (comentário do dia 27, 23:28), “Musicologo” (comentário do dia 25, 21:47), e “ART” (comentário do dia 25, 11:02). Os contemplados devem enviar-me o nome e endereço por email, para eu dar ao editor.

    É curiosa a reacção de alguns comentadores. Alguns, sem se aperceberem, dizem simultaneamente que a arte é indefinível e depois definem-na (mal). Outros cantam hinos líricos à arte, porque é isso que estão habituados a ver os outros fazer. Outros ainda não se apercebem que do facto de diferentes pessoas poderem ter diferentes critérios de arte isso não resolve o problema central, pois mesmo para uma só pessoa e num só tempo histórico é muito difícil definir a arte. Outros consideram irrelevante, em termos práticos e artísticos definir a arte — mas quem disso que isso era relevante, excepto em termos filosóficos e teóricos? Também não é relevante saber definir alface quando tenho fome e me apetece uma salada de alface. O interesse teórico na realidade começa muitas vezes onde acaba o interesse prático. Detectei também uma curiosa tendência em alguns comentários para entender a arte como um instrumento de descoberta da nossa interioridade — sem se aperceberem que isto é uma posição romântica, fruto do nosso tempo, e particularmente difícil de defender porque pressupõe que há infinitos interessantes no nosso interior, quando na realidade no nosso interior só há praticamente intestinos, pulmões, veias e muita carne boa para cozinhar com alcachofras. A posição muito comum de entender a arte de maneira aristocrática é uma psicofoda do nosso tempo.

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  21. Olá

    fiquei muito contente por ter sido um dos contemplados...

    já agora, por falha minha, não me apresentei na devida altura, mas o meu nome é Tiago Sousa

    um abraço!

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