12 de dezembro de 2008

Empirismo e filosofia da mente, de Wilfried Sellars



Acaba de ser publicado no Brasil o livro Empirismo e Filosofia da Mente, de Wilfried Sellars, pela Vozes, com tradução de Sofia Stein (Universidade de Caxias do Sul).

5 comentários:

  1. Não encontrei mais nenhum sítio pra esclarecer esta dúvida, portanto aqui vai:

    Os argumentos indutivos fortes podem ter premissas falsas?
    Por exemplo:

    Todos os cavalos documentados até agora são pretos.
    Logo, o próximo cavalo que eu vir será preto.

    Este argumento indutivo é válido/forte ou inválido/fraco?

    P.S.:existe alguma diferença entre argumentos informais e argumentos indutivos ou são expressões sinónimas?

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  2. Se por “argumento indutivo forte” quer dizer “argumento indutivo válido”, sim, um argumento indutivo forte pode ter premissas falsas — tal como um argumento dedutivo válido pode ter premissas falsas.

    Todos os argumentos indutivos são informais mas nem todos os argumentos informais são indutivos.

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  3. Obrigado pela resposta.
    Argumento informal e argumento indutivo não são sinónimos?

    Pelo que me foi ensinado, existem três tipos de argumentos indutivos.No entanto, de facto, não se identifica claramente os indutivos com os informais.1) Qual é a diferença entre os dois? 2) É suposto eu sabê-la (como aluno do 11º ano)?

    Além disso, um argumento indutivo válido não é sinónimo de argumento indutivo forte?E argumento indutivo fraco de argumento indutivo inválido?Ou os diferentes graus de força servem para distinguir os vários argumentos indutivos válidos?

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  4. Não, argumento informal e indutivo não é a mesma coisa. Mesmo que todos os argumentos informais fossem indutivos — e não são — as duas expressões não seriam sinónimas. Pois “argumento informal” quer dizer “argumento cuja validade ou invalidade não pode ser determinada recorrendo apenas à forma lógica”; ao passo que “argumento indutivo” quer dizer “previsão ou generalização”. Os argumentos informais que não são indutivos são argumentos analíticos, por exemplo: “O João é casado; logo, não e solteiro”.

    A expressão “argumento indutivo válido” pode ser ou não usada como sinónima de “argumento indutivo forte”. É apenas uma variação na terminologia. Alguns autores reservam o termo “validade” para a validade dedutiva, preferindo então falar de argumentos fortes ou fracos no caso das induções. Outros autores, como Russell e eu, falam de argumentos indutivos válidos ou inválidos, que poderão depois ser mais ou menos fortes, tal como os dedutivos podem ser mais ou menos fortes, consoantes se baseiam em premissas mais ou menos plausíveis.

    Quais são os três tipos de argumentos indutivos que lhe foram indicados?

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  5. Analogias, generalizações e previsões.

    Fiz a última pergunta, pois o meu livro apresenta os argumentos informais compreendendo estes dois tipos de argumentos: os de autoridade e os indutivos. Os argumentos analíticos de que fala foram omitidos.

    Mais uma vez obrigado pela resposta

    João Silva

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