Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2008

O melhor de 2008

Respondendo à sugestão do Rolando, aqui vai a minha lista dos melhores livros de filosofia publicados em Portugal neste ano de 2008 (era bom que o mês que falta para o ano terminar trouxesse boas surpresas neste campo, mas isso não costuma acontecer).

A lista inclui apenas um livro de autores portugueses, pois é o único que conheço (ainda não li o livro do Pedro Galvão, pelo que não me posso pronunciar, se bem que tenha muito boas razões para acreditar que deve ser filosofia de excelente qualidade).

Dada a escassez de bons livros de filosofia publicados no nosso país, a lista que elaborei deve ser algo relativizada: alguns deles só aparecem na lista por falta de competição. A lista não está ordenada de forma rigorosa, mas os que considero mais importantes estão nos primeiros cinco.

1. Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia(Ed. 70, trad., introd. e notas de Desidério Murcho).
Este é um clássico que já estava a merecer uma tradução que fizesse jus ao estilo de Russell e à subtileza fil…

2008 - Os melhores

Estamos praticamente a findar mais um ano, o de 2008. Não nos prende razão especial alguma para assinalar esta convenção, mas é uma boa altura para fazermos o balanço de actividades. Uma coisa que resolvemos fazer é a nossa lista dos melhores livros de filosofia do ano de 2008. Cada um dos colaboradores do blog apresentará a sua lista, mas o blog é também o apêndice da revista Crítica onde a interactividade com os leitores é possível de modo que convidamos os nossos leitores a enviar-nos as suas listas que teremos gosto em publicar em post no blog. Precisamos apenas da lista sem que esteja sujeita a quaisquer regra restritiva e do nome do autor de cada lista. Ficamos a aguardar e enquanto isso vamos nós próprios pensando nos livros de filosofia que mais nos entusiasmaram durante o ano que agora termina.
Enviem as vossas listas para: rolandoa@netmadeira.com

Indução e filosofia da ciência, de Stephen Law

A filosofia da ciência é uma das mais velhas subdivisões da filosofia, remontando pelo menos a Aristóteles. Está hoje em rápido crescimento, uma vez que os grandes avanços científicos do último século têm levado os filósofos a pensar mais cuidadosamente sobre a ciência. Estes filósofos poderão vir a influenciar o futuro da ciência. Ler mais...

Pós-graduação lato sensu em Filosofia

Estão abertas as inscrições para o curso de pós-gradução lato sensu em Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto. O curso oferece uma qualificação intensiva de nível superior, de caráter informativo e reflexivo, sobre os problemas, teorias e argumentos da filosofia antiga, moderna e contemporânea. Os destinatários são graduados em áreas afins e professores da rede pública e privada das áreas de Ciências, Humanas e Artes. Ultimamente temos tido uma afluência particularmente feliz de professores de filosofia do ensino médio que procuram actualizar os seus conhecimentos.

Carga horária: 360 horas. Número de vagas: 30. O curso decorre em dois meses apenas: Janeiro e Julho, em regime intensivo nos dois meses, de segunda a sexta-feira, das 08 às 12h e das 14 às 18h.

O curso decorre no centro da cidade histórica de Ouro Preto, MG, no Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, que alberga o Departamento de Filosofia da UFOP. Mais informações...

desafio aos leitores

Esbarrei aqui numa "aporia" da tradução.

Tenho a expressão "pushingone's buttons", que explicado contextualmente, significa algo do género: quero ir ao cinema com Fulano, que não tem vontade de sair de casa. Sei que Fulano tem uma inveja danada de Sicrano e uma forte compulsão a imitar tudo o que Sicrano faz. Então digo-lhe: "Eh pá, Sicrano disse-me que foi ontem ver o filme tal-e-tal, não queres vir?"
Pronto, "premi os botões certos" para obter uma reacção psicológica (e física) que pretendo, da parte de Fulano.
À partida os candidatos óbvios em português são: "puxar os cordelinhos" ou "tocar na ferida". Mas isto não funciona porque se pode "puxar os cordelinhos" sem estar a manipular psicologicamente (por exemplo, manipulação política ou financeira, em que o manipulado está perfeitamente conscicente do que lhe fazem mas não tem alterantiva). Por outro lado "tocar na ferida" tem um significado demasiado …

Determinismo

Se o determinismo fosse verdadeiro, tal que todas as acções estivessem fixadas desde o momento inicial do universo pelas leis da natureza, estaria a moralidade posta em causa? Seria Hitler moralmente equivalente a Gandhi, na medida em que ambos foram determinados para agir como agiram? Deve esta constatação afectar a indignação que sentimos por pessoas «imorais»?

R
PETER LIPTON: É uma grande questão, mas vou contar-lhe apenas uma história familiar a aos filósofos que trabalham nesta área. Um homem é acusado e condenado por ter cometido um crime, sendo-lhe permitido fazer um pequeno discurso antes de ser decidida a sentença. Ele admite ter cometido o crime, mas alega ser não só criminoso, como também filósofo, um filósofo que está plenamente convencido da verdade do determinismo. Uma vez que tudo o que faz é determinado por causas que decorreram antes de ele próprio ter nascido, segue-se que não poderia ter feito outra coisa que não cometer o crime, o que faz com que, seguramente, não me…

A Filosoficamente oferece livros

Para assinalar o lançamento em Portugal de Introdução à Estética, de George Dickie, a Bizâncio resolveu oferecer três exemplares desta obra aos autores das três melhores respostas a esta pergunta: “O que é afinal uma obra de arte?”

Regras do passatempo: 1) o passatempo está aberto até às 00:01 do próximo dia 28, sexta-feira; o que conta é a data e hora do comentário; 2) o passatempo está aberto apenas aos residentes em Portugal, para onde o prémio será enviado gratuitamente pela Bizâncio; 3) sou eu que avalio as respostas, sem recurso, e escolho as três melhores.

A Filosoficamente é a nova aposta da Bizâncio na filosofia. A colecção publica obras de carácter introdutório e avançado sobre todas as áreas da filosofia. Inaugurada em 2007, publicou já livros de McGinn, Warburton, Pojman e Dickie.

Joelson Santos Nascimento: Epicteto, Testemunhos e Fragmentos

Mais uma vez o Grupo de Pesquisa em Filosofia Clássica e Helenística, Viva Vox (DFL/UFS), agora em parceria com o Mnemosyne (DHI/UFS), Grupo de Estudos de História Intelectual e das Idéias, traz à baila o filósofo romano Epicteto. Após a tradução do Manual de Epicteto, temos a tradução bilíngüe (em grego, latim e em português do Brasil) dos fragmentos epictetianos apresentada neste opúsculo, organizado por Aldo Dinucci, doutor em filosofia clássica pela PUC-RJ e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe, e Alfredo Julien, doutor em História pela USP e professor adjunto do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe. Ler mais...

Fazer filosofia é fazer coisas

Frequentemente sou confrontado com uma observação que me causa algum incómodo, a de que determinada pessoa até gosta de filosofia, mas que precisa de fazer algo mais prático e, em razão disso, prefere estudar psicologia ou medicina. A perplexidade que me causa este tipo de observação é só uma: é que escolhi estudar filosofia precisamente por me considerar uma pessoa muito prática. Penso que é bom procurar definir aquilo que estamos a pensar quando nos referimos ao que é e não é prático. No sentido comum em que esta afirmação é feita, a característica de “prático” não pode ser atribuída a quase nenhum saber. Por prático entendem as pessoas, “fazer coisas”. Ora, na filosofia aquilo que fazemos é pensar como fazer coisas, por exemplo, como fazer ciência na filosofia da ciência. Claro que enquanto estamos a pensar como fazer coisas, não estamos, na verdade, a fazer coisas. Mas o que cabe aqui perguntar é se é possível fazer coisas sem antes pensar como as fazer? Claro que é, mas tem de ex…

Aires Almeida na Visão

Padres, revolucionários de esquerda e poetas lunáticos

Nunca mais me esqueço do que, há muitos anos, um colega mais velho de Matemática, entretanto reformado, me disse na sala de professores da escola onde ainda ensino. Esse colega era conhecido por assumir frequentemente uma atitude provocadora e até politicamente incorrecta, como agora se diz. Estava então eu a lamentar-me baixinho pelo facto de tantas pessoas pensarem que os filósofos são aqueles que procuram saber tudo sobre coisa nenhuma quando o colega se virou para mim e disse: «olha lá, pá, ainda não cheguei a perceber se tu és dos padres, dos revolucionários de esquerda ou dos pseudo-poetas lunáticos.» Leia mais aqui.

Um argumento de Alexandre Machado

Alexandre Machado, colega e amigo da UFBA, apresenta aqui um argumento simples e certeiro contra a ideia de que é possível defender um realismo robusto, como Quine quereria, e ao mesmo tempo defender a subdeterminação das teorias pelos factos (ou verdades observacionais, para fugir da metafísica dos misteriosos factos).

A natureza da filosofia e o seu ensino, de Desidério Murcho

Neste artigo defende-se duas idéias principais. Primeiro, que compreender a natureza aberta e especulativa da filosofia é uma condição necessária para uma compreensão fecunda do seu ensino. E segundo, que para se ter uma compreensão fecunda do ensino da filosofia é necessário distinguir cuidadosamente as competências estritamente filosóficas da informação histórica, e a leitura filosófica ativa dos textos dos filósofos da sua mera compreensão. Ler mais...

Mário Santos: Por Que Escrevo e Outros Ensaios, de George Orwell

George Orwell (1903-1950) é fundamentalmente recordado como autor de duas famosas alegorias políticas do século XX: os romances Mil Novecentos e Oitenta e Quatro e A Quinta dos Animais. Mas foi também um fértil ensaísta (acolhendo aqui esta designação os mais variegados artigos jornalísticos). Foi sobretudo um comprometido publicista (como antigamente se dizia). Essa qualidade é evidente no volume que a editora Antígona acaba de publicar. Ler mais...

Popper e a verdade

Há dias estava eu de viagem quando apanhei alguém na rádio a dizer o seguinte: «como Popper mostrou, uma teoria científica é verdadeira até se provar que é falsa». Não é primeira vez que ouço alguém atribuir isto a Popper.
Trata-se, contudo, de uma grande incompreensão daquilo que Popper defende e Popper não poderia ter afirmado uma coisa tão manifestamente falsa. É daqueles comentários que revelam falta de subtileza filosófica e que consiste em tratar uma questão epistémica como se fosse uma questão metafísica. O que Popper defende é que temos boas razões para acreditar que uma teoria é verdadeira enquanto não se provar que ela é falsa, caso o tentemos fazer seriamente. Ora, ter boas razões para acreditar que P não é o mesmo que P ser verdadeiro. Popper nunca diria que a teoria geocêntrica foi verdadeira enquanto não se provou que era falsa. A teoria geocêntrica sempre foi falsa, mesmo quando acreditávamos justificadamente que era verdadeira.

Custa entender por que razão este tipo de …

O Básico da Filosofia, de Nigel Warburton

Tive uma boa surpresa ao passar pela livraria: a José Olympio acaba de publicar no Brasil o excelente O Básico da Filosofia, a que em Portugal dei o título Elementos Básicos de Filosofia. Trata-se de uma introdução muito simplificada à filosofia, ideal para o ensino médio (Brasil) ou secundário (Portugal). Infelizmente, a tradução agora publicada vem com atraso: é a tradução da terceira edição inglesa, ao passo que já saíu entretanto uma quarta edição, que deu origem à segunda edição portuguesa.

Na badana do livro afirma-se que a mesma editora publicou o Pensar de A a Z, do mesmo autor, mas deve ser um erro, pois não encontrei o livro no site do editor, nem nas principais livrarias. Presumo todavia que será publicado em breve.

Promoção FNAC

As livrarias FNAC estão a fazer uma promoção aqui, vendendo Os Problemas da Filosofia, de Bertrand Russell, por apenas 27,30 reais (o preço normal é de 39 reais). (Agradeço a Mário Nogueira a informação.)

contra a psicofoda linguística

Hoje apresento uma proposta simples para obviar à manipulação mental tácita que se transmite através da linguagem, nem sempre conscientemente (aliás, na maioria dos casos não é consciente, creio). Hoje venho embirrar com uma palavrinha que há muito faz carreira no modo ideológico de oprimir o pensamento das pessoas, forçando-as a concordar implicitamente com coisas que elas, caso pensassem claramente no assunto e sem fantasmas na imaginação, jamais aceitariam. Essa palavrinha é a expressão "povo" e o seu plural, "povos".
Na sequência do texto do Desidério, sobre a linguagem mistificadora do "Outro", com que se transformam as pessoas em anúncios de uma etnia, credo ou instituição, venho aqui partilhar um hábito que adoptei há algum tempo: evito à força toda a palavra "povos" a menos que a omissão implique infidelidade gritante com o original. Ao invés, uso a palavra "população" e "populações". Passo a explicar.
Um "povo&quo…

Os Problemas da Filosofia, de Bertrand Russell

Está já à venda em Portugal (no Brasil está à venda desde Agosto, se não estou em erro) a minha tradução (com introdução e notas) deste saboroso livrinho de Bertrand Russell, originalmente publicado em 1912.

Agradeço ao editor das 70, Pedro Bernardo, o amável convite para fazer esta tradução, que tanto prazer me deu: traduzir um clássico de um dos maiores filósofos de sempre é um privilégio. Traduzi com muito carinho, e procurei explicar alguns aspectos mais profundos, na introdução, que está articulada com várias notas que espero sejam oportunas.

O livro de Russell permite duas leituras: como obra introdutória à filosofia e como obra de autor. É sobretudo quanto a este segundo aspecto que procurei apresentar alguns esclarecimentos.

O livro é excelente para quem quiser compreender o que é a filosofia, pois ao invés de Russell fazer listas algo anódinas das ideias dos outros, apresenta com vivacidade alguns problemas centrais da filosofia (sobretudo da teoria do conhecimento e da metafísi…

Logosfera

O Logosfera é um blog da autoria de Carlos Marques e Helena Serrão e que tem despertado a atenção, sobretudo pela quantidade de textos muito úteis ao ensino da filosofia e inéditos em língua portuguesa, traduzidos para o blog. É curioso que o panorama da blogosfera nos últimos tempos, para a filosofia, tem dado passos significativos, tirando da caverna muitos autores com qualidade.

Desobediência civil

O recurso à desobediência civil por parte dos professores é um cenário cada vez mais provável. A desobediência civil é, por definição, uma ilegalidade. Mas será que devemos obedecer a toda e qualquer lei? O Dúvida Metódica em boa altura lançou a discusssão. Vale a pena acompanhar e mostrar mais uma vez que a filosofia e os filósofos são fundamentais no esclarecimento e na discussão de problemas com consequências tão práticas como este.

Quem quiser seguir a discussão sobre como deviam os professores ser avaliados, pode ver o post de Carlos Pires, também no Dúvida Metódica.
Na imagem acima pode ver-se Bertrand Russell apelando à desobediência civil.

Sugestão

Alguns leitores passaram pela má experiência de escrever um comentário com alguma articulação que, infelizmente, acabaram por perder porque a Internet ou o servidor falhou. A minha sugestão é que os leitores escrevam as respostas num processador de texto, como o Word ou outro, fazendo depois Copiar & Colar na caixa de comentários. É mais prático também porque o Word ou outro processador de texto que seja bom tem correctores ortográficos e outras ajudas que tornam a escrita mais rápida e eficiente, o que torna o processo de comentar mais rápido. Fica a sugestão!

I Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFOP

O I Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFOP é uma iniciativa dos alunos da graduação do curso de Filosofia e conta com o apoio do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, do Departamento de Filosofia e da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O encontro ocorrerá entre os dias 10 e 14 de novembro de 2008 no IFAC, localizado na Rua Coronel Alves 55 Centro, Ouro Preto, Minas Gerais. O encontro reune graduandos, graduados e pós-graduandos, estimulando o debate filosófico e promovendo a interação entre universidades. O evento consiste em palestras ministradas por professores convidados, mini-cursos, debates sobre temas filosóficos e apresentações de comunicações em mesas redondas temáticas.

Calendário

Segunda-Feira, 10/11/2008

10:00 - Inscrições Finais
14:00 - Comunicações - ÉTICA 1
16:00 - Comunicações - METAFÍSICA 1
19:30 - Palestra: Necessidade, Factividade e Negação
Com o professor Desidério Murcho

Terça-Feira, 11/11/2008

10:00 - ÁGORA debates: Filosofia Analítica e Filosofia Co…

O paradoxo dos corvos

O "Paradoxo dos Corvos", um dos mais conhecidos paradoxos da Teoria da Confirmação, será o tema da primeira MLAG Lecture (Mind, Language and Action Group) a realizar-se no Estúdio de Videoconferência da Universidade do Porto. Acontece já no próximo dia 7 de Novembro de 2008, pelas 17h30, no Edifício da Reitoria, à Praça Gomes Teixeira. O conferencista convidado é António Zilhão, da Universidade de Lisboa. A conferência será transmitida online. Mais informações...

1.º Workshop Luso-Brasileiro de Filosofia Analítica

1.º Workshop Luso-Brasileiro de Filosofia Analítica Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa Instituto Filosófico de Pedro Hispano

Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa LanCog: Language, Mind and Cognition Group

21 de Novembro de 2008
Departamento de Filosofia da FLUL Sala Mattos Romão
09:00 -- Adriana Silva Graça, Universidade de Lisboa e LanCog, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Os Nomes da Ficção: Solução na Pragmática ou na Semântica? Nesta apresentação, irei debruçar-me sobre qual a melhor solução para o problema
dos nomes vazios (em particular, dos nomes da ficção) não subscrevendo qualquer
forma de fregeanismo relativamente ao sentido de nomes próprios nem qualquer
versão da admissão de um terceiro reino de entidades. Irei discutir duas
alternativas viáveis, uma de índole semântica, outra de índole pragmática, ambas
as quais apelativas, analisando os seus custos e benefícios. 10:20 -- Marco Ruffino, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Componentes Proposicionai…

Lançamento de Manual de Filosofia Política

Está marcado o lançamento público do livro Manual de Filosofia Política, org. João Cardoso Rosas (Universidade do Minho), em Lisboa no dia 12 de Novembro, na Livraria Almedina Atrium Saldanha, às 18h, em Lisboa. A apresentação da obra será feita por Diogo Pires Aurélio, da Universidade Nova de Lisboa.

O objecto deste manual é a filosofia política contemporânea. Enquanto outros livros optam por uma visão histórica, este guia os leitores pelos meandros da filosofia política tal como ela é praticada nos dias de hoje. Por um lado, são apresentados os principais paradigmas teóricos, como o utilitarismo, o liberalismo igualitário, o libertarismo, o comunitarismo, o republicanismo e a democracia deliberativa. Por outro lado, são analisados problemas específicos, como a pobreza, as migrações, a multiculturalidade, a política ambiental, a guerra e o terrorismo. Esta é uma obra fundamental para professores, investigadores e estudantes, mas também para todos aqueles que se interessam por uma refl…

Filosofia e literatura

Tenho a sorte de ter feito a minha profissonalização como professor de filosofia na Universidade Aberta. A avaliar pelo que vários colegas me garantiram, fui muito provavelmente poupado a tarefas pedagógica e filosoficamente tão excitantes como elaborar tabelas com planificações minuciosas de aulas, conceber muitas transparências coloridas, colar cartolinas nas paredes para dinamizar a escola e sobretudo dar um ar de grande azáfama pedagógica.
Assim, tinha umas quantas aulas através da TV - que, tal como fiz no meu longínquo ano propedêutico, nunca vi - e um exame final em cada disciplina. A minha nota mais baixa foi em Didáctica da Filosofia. Havia uma espécie de manual com muitos textos em que se destacavam os nomes de Lyotard e Cerqueira Gonçalves. Lyotard defendia basicamente que a reflexão filosófica é essencialmente um exercício solitário de recolhimento. Cerqueira Gonçalves defendia não haver uma distinção essencial entre o texto literário e o texto filosófico, sendo didacticame…

Problemas da filosofia, Bertrand Russell

Acabei de ver no site das Edições 70 que a obra Os Problemas da Filosofia, de Bertrand Russell, traduzida pelo Desidério Murcho, chega finalmente ao mercado português depois de ter passado pelo brasileiro.

Frase, expressão e proposição

É comum traduzir erradamente o inglês "phrase" por "frase". Uma "phrase" não é uma frase, mas apenas uma expressão, como "animal peludo". Uma frase é uma unidade semântica mínima de sentido, como "Todo o animal peludo é mau tradutor". O Houaiss define frase assim: Construção que encerra um sentido completo, podendo ser formada por uma ou mais palavras, com verbo ou sem ele, ou por uma ou mais orações; pode ser afirmativa, negativa, interrogativa, exclamativa ou imperativa, o que, na fala, é expresso por entonação típica e, na escrita, pelos sinais de pontuação.O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora define frase assim: Unidade linguística com sentido completo, geralmente constituída por um sujeito e um predicado, delimitada na escrita por letra maiúscula, no início, e, no fim, por um sinal de pontuação.Por sua vez, o inglês "sentence" deve traduzir-se por "frase" e não "sentença", apesar de um d…