Hesitei neste comentário já que gostaria de evitar palavras menos agradáveis, mas o mais certo é que esta realidade soe um pouco estranha para uma comunidade como a portuguesa. A diferença é que a maioria dos cursos de filosofia no que chamas "mundo civilizado" nada tem a ver com os cursos de filosofia, por exemplo, em portugal. E em termos breves, a diferença é que nesses cursos, do mundo civilizado os estudantes aprendem a pensar pela própria cabeça, realidade muito distante da nossa em que os estudantes pouco mais aprendem que a imitação do pavão que discursa obscuridades dando ares de intectual com capacidade de penetração no ser, distinguindo-se dos demais pelo seu dom de genialidade, atributo que só deus lhes pode conferir. E enquanto a filosofia for a montra de pavões, a imagem pública degrada-se já que as pessoas cada vez mais gostam é de gente que trabalhe. A desculpa dos pavões refelcte-se nas milhares de páginas escritas que mais não são do que uma justificação estúpida de que o mundo tecnologica não incorpora a reflexão filosófica e demais discursos da decadência humana e degradação do ser. Ainda por cima esta cena passa-se num ambiente de pura pimbalhada filosófica.
Tudo isso é verdade. Quando falo em "mundo civilizado" não estou apenas a referir-me aos empregadores. Estou bem ciente de que o ensino da filosofia em portugal é o triunfo da barbárie sobre a civilização. A pior espécie de barbárie: a barbárie da calinice presumida.
Vitor, A verdade é que nós vivemos sempre de excepções. Também na filosofia que se vai ensinando e aprendendo nas academias lusas aparece gente que realiza um bom traballho. O problema é sempre o mesmo: são muito poucos, são excepções, contam-se pelos dedos da mão direita. E devia ser ao contrário. Temos por hábito pensar que se trata de um problema de mentalidade. Eu não sei se é, mas deve ser. Se não for de mentalidade é de quê? Também não sei se resolvemos estas coisas em blogs, mas talvez a informação ajude a mudar alguma coisa. Um exemplo: aqui há uns anos eu praticamente não teria qualquer hipõtese de pensar que na filosofia se estudam problemas mais importantes que o ser para a morte, que também se estuda o ser para a vida, com maior pertinência até. Hoje em dia, um pouco de curiosidade, um eeepc e gente com boa vontade como o Desidério urcho, permite-me sair do casulo onde imperam os pavões vaidositos. Gabarolices a parte estou crente que o trabalho que fiz a desmontar as tretas que aparecem nos manuais de filosofia produz efeito significativo. Bem, pelo menos nós, da filosofia, sabemos dos problemas que se levantam em matéria de argumentação e outra saída não temos senão apresentar às pessoas razões para estudarem e se deixarem de contos catequistas. Talvez a idade me traga uma espécie de trauma pós guerra, mas bolas, não consigo deixar de pensar como é que praticamente não tenho referências do curso de licenciatura em filosofia. Claro que isto ofende muita gente, mas paciência. Não tenho nada contra o ser para a morte, mas o ser para a morte não é, sequer, a base do que se deve começar por aprender quando se quer pensar críticamente. A maior parte dos estudante do ser para a morte mais não sabem fazer do que papaguear umas tolices adornadas com umas palavras em grego e em alemão (intraduzíveis, não vá a simplicidade do Zé entendê-las). Basicamente penso que as pessoas que coordenam os cursos de filosofia em portugal os pensam erradamente e com péssimos fundamentos e que são os principais responsáveis pela degradação do ensino da filosofia
Hesitei neste comentário já que gostaria de evitar palavras menos agradáveis, mas o mais certo é que esta realidade soe um pouco estranha para uma comunidade como a portuguesa. A diferença é que a maioria dos cursos de filosofia no que chamas "mundo civilizado" nada tem a ver com os cursos de filosofia, por exemplo, em portugal. E em termos breves, a diferença é que nesses cursos, do mundo civilizado os estudantes aprendem a pensar pela própria cabeça, realidade muito distante da nossa em que os estudantes pouco mais aprendem que a imitação do pavão que discursa obscuridades dando ares de intectual com capacidade de penetração no ser, distinguindo-se dos demais pelo seu dom de genialidade, atributo que só deus lhes pode conferir. E enquanto a filosofia for a montra de pavões, a imagem pública degrada-se já que as pessoas cada vez mais gostam é de gente que trabalhe. A desculpa dos pavões refelcte-se nas milhares de páginas escritas que mais não são do que uma justificação estúpida de que o mundo tecnologica não incorpora a reflexão filosófica e demais discursos da decadência humana e degradação do ser. Ainda por cima esta cena passa-se num ambiente de pura pimbalhada filosófica.
ResponderEliminarRolando,
ResponderEliminarTudo isso é verdade. Quando falo em "mundo civilizado" não estou apenas a referir-me aos empregadores. Estou bem ciente de que o ensino da filosofia em portugal é o triunfo da barbárie sobre a civilização. A pior espécie de barbárie: a barbárie da calinice presumida.
Vitor,
ResponderEliminarA verdade é que nós vivemos sempre de excepções. Também na filosofia que se vai ensinando e aprendendo nas academias lusas aparece gente que realiza um bom traballho. O problema é sempre o mesmo: são muito poucos, são excepções, contam-se pelos dedos da mão direita. E devia ser ao contrário. Temos por hábito pensar que se trata de um problema de mentalidade. Eu não sei se é, mas deve ser. Se não for de mentalidade é de quê? Também não sei se resolvemos estas coisas em blogs, mas talvez a informação ajude a mudar alguma coisa. Um exemplo: aqui há uns anos eu praticamente não teria qualquer hipõtese de pensar que na filosofia se estudam problemas mais importantes que o ser para a morte, que também se estuda o ser para a vida, com maior pertinência até. Hoje em dia, um pouco de curiosidade, um eeepc e gente com boa vontade como o Desidério urcho, permite-me sair do casulo onde imperam os pavões vaidositos. Gabarolices a parte estou crente que o trabalho que fiz a desmontar as tretas que aparecem nos manuais de filosofia produz efeito significativo. Bem, pelo menos nós, da filosofia, sabemos dos problemas que se levantam em matéria de argumentação e outra saída não temos senão apresentar às pessoas razões para estudarem e se deixarem de contos catequistas. Talvez a idade me traga uma espécie de trauma pós guerra, mas bolas, não consigo deixar de pensar como é que praticamente não tenho referências do curso de licenciatura em filosofia. Claro que isto ofende muita gente, mas paciência. Não tenho nada contra o ser para a morte, mas o ser para a morte não é, sequer, a base do que se deve começar por aprender quando se quer pensar críticamente. A maior parte dos estudante do ser para a morte mais não sabem fazer do que papaguear umas tolices adornadas com umas palavras em grego e em alemão (intraduzíveis, não vá a simplicidade do Zé entendê-las). Basicamente penso que as pessoas que coordenam os cursos de filosofia em portugal os pensam erradamente e com péssimos fundamentos e que são os principais responsáveis pela degradação do ensino da filosofia