18 de janeiro de 2009

O sofrimento dos animais anumanos

Matheus Silva apresenta aqui três filmes sobre o sofrimento dos animais nonumanos.

7 comentários:

  1. No texto utilizei incorretamente animais não-humanos porque as pessoas que traduzem corretamente o termo por animais inumanos como o Vitor e o Desidério são muito chatas : )

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  2. Na verdade, estou cada vez mais convencido de que o correcto será "animais anumanos" porque:

    a) o non é o prefixo de negação mais abrangente possível, ao passo que "in" é restrito.

    b) "an" é usado como prefixo de negação - anarquia, analfabetismo, anafrodisíaco... E corresponde a esta negação mais abrangente.

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  3. Não creio que venha algum mal ao mundo por escrevermos "não-humano". Simplesmente acho que se é possível ter um prefixo natural, sem hifenizar, é preferível.

    Não quero que as pessoas recuem de horror perante o "não-" e passem a achar que a minha mania de procurar os prefixos naturais é que é! O que eu quero é que me deixem usar os prefixos à minha maneira e o público depois é que decide se usa o não- ou se usa esses.

    ... ao contrário da tendência portuguesa normal, genética, para centralizar e achar que se não escrevem todos pela mesma bitola é o caos.

    Claro que eu falo acidamente contra aquilo que não gosto e darei os meus argumentos. Quem pensa o contrário tem bom remédio: mostra que eu sou um palerma e que estou enganado, escreve o contrário... E o público logo decide.

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  4. Animais anumanos?

    Vitor, isso é o fim do mundo, você está passando dos limites : )

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  5. Estou a pensar no assunto... mas como não sou uma Maluca Casteleira, não vou a correr ao governo fazer um acordo para obrigar os leitores a escrever como gosto, nem puxo dos galões a afirmar que tenho uma autoridade especial para o ditar, por pertencer ao grémio dos pensadores autorizados.

    Só me liga quem tiver pachorra. Caso tenha razão e influencie mesmo os hábitos de escrita, tanto melhor... SE tiver razão. Mesmo que nada disto dê em seja o que for, aprendemos uma data de subtilezas no uso dos prefixos, e não vamos escrever da mesma maneira da próxima vez que tivermos de traduzir "unbelief", "disbelief" e "nonbelief"... Antes desta discussão estávamos vacinados ou neutralizados para ver as subtilezas. Há quem ache que isto é ir "direct to the point" e deixar-se de "minudencias". Eu não acho. Uma das razões da nossa idiotia filosófica nacional está na idiotia dos nossos hábitos linguísticos, onde vinga o formalismo e escasseia a liberdade e sentido crítico. Compreenderíamos isto se não passássemos a vida a fazer o que os nossos professores primários e secundários nos martelaram na cabeça: "o menino traduza por palavras suas isto" - é o que fazemos mesmo na filosofia analítica nacional: traduzir por palavras nossas o que disseram os "grandes". A diferença não é muita relativamente ao "continental". Pois não.

    Mudar de posição é perfeitamente natural quando se procura a melhor resposta. As Malucas Casteleiras não hesitam porque não têm respostas para coisa alguma, só um ridículo desejo de imortalidade.

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  6. Por falar nessas sutilezas de tradução estou com uma dúvida aqui. O Desidério traduz "truth-functional logic" por "lógica verofuncional". No Brasil a tradução mais comum para os mesmos termos é "lógica veri-funcional" com hífen. O que você acha disso? Qual é a melhor tradução no caso?

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  7. verofuncional é a opção óbvia.

    "vero" é um adjectivo perfeitamente normal em português, masculino de "vera".

    Os italianos até dizem "vero" para "verdadeiro".

    Podemos perfeitamente usa-lo como base para construir a palavra.

    Onde é que usamos "veri" como adjectivo?

    Isso lembra-me os pruridos em usar "sobrevir" porque não se quer abandonar a sensação de "fixe" linguístico que é dizer "supervenir". É um problema de poder: repara que os putos do hip hop não andam nos bairros do Porto e de Lisboa com boina verde e bigode à bimbo. O que fazem? Imitam as calças largueironas e a antimúsica descerebralizada dos putos americanos. Se os gajos lá andassem de boina e bigode, estes aqui faziam o mesmo para se "revoltarem" isto é, para se conformarem à norma - a moral vem de onde brota o poder.

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