31 de janeiro de 2009

William K. Clifford

Aprestamo-nos a rir do hábito do australiano que continua a amarrar o machado ao cabo, embora o serralheiro de Birmingham lhe tenha feito propositadamente um buraco para aí inserir o cabo. Os do seu povo amarram assim os machados há gerações: quem é ele para se opor à sua sabedoria? Desceu tanto que não consegue fazer aquilo que alguns deles tiveram de fazer no passado distante — pôr em causa um uso estabelecido e inventar ou aprender algo melhor. No entanto aqui, no amanhecer do conhecimento, onde a ciência e a arte são uma só, encontramos apenas a mesma regra simples que se aplica às mais elevadas e às mais profundas ramificações daquela Árvore cósmica; aos seus mais imponentes ramos floridos bem como às mais profundas das suas raízes escondidas; a regra, nomeadamente, de que quem faz um uso apropriado daquilo que foi acumulado e que nos transmitiram é quem age da mesma maneira que os criadores agiram, quando o acumularam; os que o usam para levantar mais questões, para examinar, para investigar; que procuram com honestidade e seriedade descobrir qual a maneira correcta de ver as coisas e de lidar com elas.

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