23 de março de 2009

léxico

À semelhança do que já vimos no caso do termo «fisicalismo», que é um anglicismo, visto que o nosso adjectivo é «físico» e não «fisical», contrariamente ao que sucede no inglês «physical», também os termos «externalismo» e «internalismo», em circulação no léxico filosófico, não passam de decalques impensados a partir do inglês, visto que nunca escrevemos «externalizar» ou «internalizar», e sim «internar / interiorizar» e «externar / exteriorizar». Tão-pouco «internal» ou «external» são adjectivos do português, contrariamente ao que sucede no inglês «internal» e «external», e sim «externo» e «interno».

Por estas razões, sugiro que se páre de usar estes decalques e se use os termos «externismo» e «internismo». São razões suficientemente evidentes para obviar a objecções de fricção auditiva ou suposta «consagração» dos decalques, isto é, o facto de terem aparecido numa ou noutra publicação revista à pressa ou sem qualquer revisão decente, o que, reafirmo, nada tem a ver com a genuína consagração das palavras, que é um processo natural que ocorre a longo prazo. Uma palavra só está consagrada quando se torna amplamente aceite e usada pelo público em geral.

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