Se levarmos a sério a ideia de que o valor de uma vida humana não diminuiIsto é o que afirma Peter Singer, entre outras coisas, no artigo "A Vergonha da América", acabado de publicar (em inglês) em The Chronicle of Higher Education, e no qual se cita Portugal. Concorda?
quando passamos fronteiras nacionais, então deveríamos dar uma muito maior
prioridade à redução da pobreza mundial. O que tenho em mente é uma reconcepção
do que andamos a ensinar nas escolas.
7 de Março de 2009
Peter Singer e a pobreza
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2 comentários:
As pessoas têm relutância em encarar esses problemas de frente porque propor uma solução para esses problemas exige trabalho e dedicação, o que é incoerente com uma vida pautada por atividades frívolas. O interessante é que o politicamente correto hipócrita que está na boca de grande parte dos países ocidentais é: devemos ajudar os países pobres, combater a poluição etc. Mas na prática só uma minoria irrisória espelhada pelo mundo tenta fazer algo a respeito. A maioria não dá a mínima, pois está muito preocupada assistindo jogos de futebol, comentando besteiras da internet e futilidades da moda.
Eu faço trabalho voluntário numa instituição que cuida de deficientes mentais e físicos (APAE). Esta instituição recebe parte do financiamento do estado e de resto sobrevive de doações. Se não fosse pelo estado já teria fechado as portas. O que acontece é que a APAE aceita a inscrição de qualquer deficiente mental sem cobrar um centavo, mas sugere que é importante receber doações devido ao custo. Resultado: a APAE não recebe nenhuma doação dos familiares dos deficientes. Isto é assustador porque a instituição oferece diversos tipos de tratamento médico para os inscritos, além da alimentação, os familiares sabem disso, mas pensam que tem que ser tudo de graça. O engraçado é que quando falo o que faço na APAE a maioria das pessoas me elogia, dizendo que esse é um gesto muito bonito, mas quando digo que elas poderiam ajudar com alguma coisa não doam nem um pacote de macarrão. É assim que as coisas funcionam.
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