11 de abril de 2009

O mais recente de Peter Kivy


Antithetical Arts: On the Ancient Quarrel Between Literature and Music constitui uma defesa do formalismo musical contra aqueles que colocariam as interpretações literárias no cânone da música absoluta. Na Parte I, expõe-se as origens históricas da interpretação literária da música absoluta e do formalismo musical. Na Parte II, examina-se e critica-se tentativas específicas de colocar interpretações literárias em várias obras do cânone da música absoluta. Finalmente, na Parte III, levanta-se a questão daquilo em que consiste o significado humano da música absoluta, se não reside no seu conteúdo representacional ou narrativo. A resposta é que, até agora, a filosofia não tem qualquer resposta e que esta deve ser considerada uma questão importante para os filósofos da arte nela reflectirem e lhe procurarem responder sem apelar ao conteúdo representacional ou narrativo.

240 páginas
OUP, 26 de Março de 2009
ISBN13: 978-0-19-956280-0
ISBN10: 0-19-956280-6

Peter Kivy é professor de filosofia na Rutgers University, Nova Jérsia. A sua área de especialização é a estética e a filosofia da arte. Dedica uma parte substancial da sua obra à filosofia da música, na qual se destacam os títulos Introduction to a Philosophy of Music, The Fine Art of Repetition e Essays on Musical Understanding.

3 comentários:

  1. Ainda não li, mas já tenho lido noutros sítios o Kivy a defender o formalismo musical. Durante muito tempo pareceu-me a melhor teoria acerca do significado (ou conteúdo) musical. Mas há algum tempo que penso que esta teoria está errada e não capta aspectos importantes da compreensão musical. O problema principal da teoria é basear-se numa noção demasiado restrita de representação. Por exemplo, referes, de acordo com Kivy, o «conteúdo representacional ou narrativo». Ora, uma peça musical pode ter conteúdo representacional e não ter qualquer conteúdo narrativo. Acho que se trata de um erro sistemático, este de confundir representação com narratividade. Há representação não narrativa.

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  2. O texto não é meu, é da apresentação do livro que tirei do site da OUP

    Abraço

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  3. O Kivy tem uns parágrafos acerca dessa confusão, se não erro, no The Fine Art of Repetition. Vou ver isso e depois faço um post sobre o assunto.

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