28 de maio de 2009

James Rachels

O facto de se considerar frequentemente que estes problemas [da filosofia] não passam de questões de opinião pessoal constitui uma fraqueza da cultura contemporânea. Afinal, diz-se, ninguém pode provar que Deus existe ou que não existe, nem que a vida tem sentido ou que não tem. No entanto, é melhor entender estes problemas como questões de investigação racional. Ainda que os problemas sejam tão complexos que não podemos ter a expectativa de chegar a um acordo a seu respeito, devemos perguntar no que é mais razoável acreditar em vez de agarrarmos as ideias que nos pareçam mais atraentes, sejam elas quais forem. Como qualquer outra investigação humana responsável, a filosofia é, do princípio ao fim, um exercício da razão. As ideias que devem prevalecer são aquelas que tiverem as melhores razões do seu lado.

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