24 de junho de 2009

Lógica e argumentação

Acabo de publicar o capítulo "Lógica e Argumentação", o primeiro capítulo do meu livro O Lugar da Lógica na Filosofia (Plátano, 2003). Espero que seja útil. Deste livro está também disponível online o apêndice "Como Fazer Exercícios de Lógica".

2 comentários:

  1. Desidério, só gostaria de colocar uma dúvida. Na leitura de livros de lógica, nomeadamente de Newton Smith, defende-se a ideia de que só os argumentos dedutivos são válidos, pelo facto de se poder partir do pressuposto que se as premissas forem verdadeiras, a conclusão será também verdadeira. Assim ensino aos meus alunos. Contudo, há manuais que defendem a validade de argumentos indutivos. Porém, a conclusão de um argumento indutivo é sempre provável: a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão. Não é assim? Gostaria de saber a sua opinião. Obrigado!

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  2. É uma questão apenas de terminologia. Podemos reservar o termo “validade” para a validade dedutiva; ou podemos usar o termo aplicando-o à validade dedutiva e à validade indutiva. No primeiro caso, diremos que os argumentos indutivos nunca podem ser válidos — podem apenas ser fortes, por exemplo. No segundo caso, diremos que os argumentos indutivos podem ser válidos, mas que a sua validade é diferente da validade dedutiva. Eu explico algumas das propriedades centrais que distinguem os dois tipos de validade no meu livro. Não vejo vantagem na primeira opção, e vejo vantagem na segunda (que é também a opção seguida por filósofos como Russell).

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