11 de junho de 2009

Sorte moral

A sorte ou a fortuna ou os acasos da vida levantam uma importante questão ética: é a vida boa o que se obtém quando se domina ou limita ou elimina tais acasos, ou é a vida humana indissociável da fortuna, sendo algo como uma contradição nos termos pensar que é possível uma vida boa plenamente humana num paraíso?

Este é o tema principal da reflexão histórico-filosófica de Martha Nussbaum, no livro A Fragilidade da Bondade, aqui apresentado por Lucca Otoni.

4 comentários:

  1. Mesmo que não exista, é irrelevante porque não é epistemicamente possível 1) conhecer todas as cadeias causais e 2) controlá-las todas de modo a que não possam interferir negativamente na vida humana.

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  2. Há coisas que acontecem que não dominamos, há coisas que acontecem por que dominamos e há a resposta a dar àquilo que nos acontece (Savater). Talvez a vida boa seja essa mesma resposta. É ela que nos contrói. A questão do acaso corresponde ao que o Desidério disse, embora, durante a vida, procuramos controlar a situação. O acaso verifica-se pela nossa incapacidade de prever as situações. Como seríamos se conseguíssemos prever toda a nossa vida? Como seríamos se quiséssemos ultrapassar no tempo os acasos, principalmene os negativos? Simplesmente a memória não existia e, consequentemente, nós também não.

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  3. O novo link para o texto: http://criticanarede.com/bondade.html

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