5 de julho de 2009

Aquecimento global: o outro lado da discussão

A questão do aquecimento global alimenta grandes paixões. Mas se estivermos realmente interessados na verdade, convém olharmos para as coisas com alguma calma e distanciamento crítico, ouvindo com atenção todas as opiniões e os argumentos que as sustentam, sem fecharmos os olhos ao que não nos apetece ver.

Em certo sentido, a ciência também se faz com paixão. Mas aqui a paixão não é um método nem uma justificação para o que se afirma; é apenas a motivação que nos impele para a procura da verdade. Ora, na discussão sobre o aquecimento global (sim, a discussão existe) também é importante distinguir a paixão religiosa da pesquisa científica.

Dado que não há ciência sem confronto de ideias e de teorias, sugiro aos leitores que vejam o recente documentário sobre a polémica do aquecimento global, produzido para o Channel 4 britânico, o confrontem com outros documentários sobre o assunto e tentem tirar as suas próprias conclusões.

Aguardamos os comentários.

15 comentários:

  1. Obrigado por ter partilhado este documentário. Até o ter visto, era-me difícil duvidar de que o Homem, devido à emissão de CO2 para a atmosfera, seria o principal responsável pelo aquecimento global.

    O documentário apresenta argumentos muito convincentes. Achei especialmente impressionante a maneira como eles associaram o aumento da temperatura com o aumento do CO2 na atmosfera.
    Infelizmente na escola nunca nos explicaram que a temperatura poderá ser a causa do aumento do CO2 e não o contrário, mesmo que seja (pelo menos) igualmente plausível.

    É difícil tirar conclusões baseadas em informação duvidosa, afinal tanto um lado da discussão como o outro tem interrese (político ou económico) em mostrar que eles é que têm razão e assim poderem recorrer à manipulação dos dados.

    Mesmo assim, acho que o Homem é responsabilizado exageradamente pelo aumento da temperatura e que Ele não tem assim tanto poder sobre o clima quando comparado, por exemplo com aquele que o sol tem.

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  2. Sempre pensei que a questão relativa ao aquecimento global não estava relacionada com causas antropogénicas do próprio aquecimento, mas com a aceleração que as emissões de gases com efeito de estufa (e não só CO2 que, perto do metano libertado pela indústria pecuária, não sei quantas vezes mais prejudicial ao equilíbrio atmosférico, é apenas uma parte importante, mas apenas uma parte da equação)com origem nas actividades humanas provocaram nesse aquecimento. Por outro lado, qualquer análise séria tem que ter em conta que a relação inversa entre o aquecimento global e o decréscimo da industrialização está relacionada com a progressiva desflorestação do planeta ao longo da intensificação da industrialização, diminuindo a capacidade de retenção de CO2 pelas plantas. Em períodos de menor industrialização, os níveis de CO2 anteriormente emitidos não diminuem, permanecendo na atmosfera e encontrando uma menor capacidade fotossintética por todo o planeta. Assim, a questão não é a alteração climática, mas a aceleração dos seus processos pelo factor humano, não dando tempo para que os equilíbrios e processos naturais, normalmente lentos, se instalem e permitam uma adaptação progressiva não só das espécies, mas dos próprios ecossistemas. Embora menos mediática, a grande questão ambiental do nosso tempo é a decadência da biodiversidade, pois só as diferentes soluções e estratégias naturais permitem uma resposta multifacetada e eficaz a uma alteração climática em aceleração. Por outro lado, é evidente que esta é uma questão ético-política. Num momento em que, para o bem e para o mal, começámos a agir na natureza e a desencadear processos que alteram os seus equilíbrios de forma irreversível, mal seria que não nos sentíssemos responsáveis por manter as condições o mais próximas de como as encontrámos. Independentemente da verdade ou não da influência da acção humana na alteração climática, o facto é que os nossos comportamentos e padrões de vida alteraram significativamente a natureza e os seus equilíbrios, conduzindo à extinção de muitas espécies (aqui, não há dúvida nenhuma acerca da qualidade da acção humana). Quero acreditar - e a ciência assim parece indicar - que nem uma abordagem ao catastrofista e mediática ao estilo Al Gore, nem a abordagem despreocupada e um pouco desintegrada típica do especialista que só vê um dos aspectos da questão e negligencia todos os outros estão certas. Como é costume, é no meio que a virtude se encontra.

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  3. (Cont.) Mas, tal como o grande Aristóteles percebeu melhor que ninguém, o espaço de mediação que pode integrar estas diferentes perspectivas é o espaço da ética e da política, pois antes de qualquer preocupação com a verdade das afirmações científicas, que hoje são apodícticas, para amanhã se tornarem meras curiosidades históricas, está a preocupação com o nosso lugar de habitação. Ora, esse é, senão o fundamento, pelo menos o ponto de partida para qualquer reflexão ou acção ético-política.

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  4. Excelente referência. Já conhecia este documentário e acompanho a discussão sobre o tema em inúmeros blogs - mitos climáticos, por exemplo. Partilho, a respeito deste tema - e do documentário -, um episódio que vivi no ano lectivo 2006/07.
    Quando lecciono o programa de Filosofia 11º - na temática do conhecimento científico - abordo o problema da formulação "de consensos" e o problema da indução, da verificabilidade/falsificação de hipóteses científicas e, desde o aparecimento deste documentário, peço aos meus alunos que o visionem e analisem criticamente. Especialmente quando todos os alunos já conheciam o filme de Al Gore. Ora, quando uma colega de Geografia - que integrou este filme de Al Gore no seu programa - soube que eu estava a fazer este trabalho com os meus alunos, prestou-se a uma atitude que é, no meu entender, o espelho da natureza do "consenso" em torno deste tema. Respondeu aos meus alunos, quando eles a bombardearam com muitas questões sobre as (supostas) alterações climáticas provocadas pelo homem: "Mas vocês sabem que os professores de filosofia estão noutro planeta, são pessoas diferentes. Não devemos levar a sério aquilo que eles dizem..."
    Deixo de parte considerações sobre aquilo que um professor não deve fazer nestas circunstâncias e face ao trabalho de outro colega.
    Mas o exemplo é um bom exemplo de como se tem manipulado: alunos, cidadãos e governos. Como diria Mcginn: uma psicofoda (quase) global!
    E sabem que mais? Voltou a acontecer, este ano lectivo, um episódio semelhante! E envolve também uma professora de Geografia... com uma resposta ao mesmo nível: "Mas, desculpe, sou professora de Geografia e sei do que falo! Há Aquecimento Global..." e por aí fora.
    Saudações a todos,
    Luís Vilela.

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  5. Aconselho todos a visitarem a página da Wikipédia sobre as polémicas em torno deste documentário, que vão desde indivíduos que aparecem no documentário como professores em departamentos climatologia em universidades que nunca tiveram departamentos de climatologia, cientistas que participaram no documentário que acusam o realizador de ter distorcido as suas declarações, condenações do regulador dos media britânicos etc...


    http://en.wikipedia.org/wiki/The_Great_Global_Warming_Swindle

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  6. Bom, cautela com a wikipedia...
    No entanto, as eventuais polémicas são também tratadas em alguns blogs - veja-se supra - e não refutam a ideia que fica: há investigadores que sentem os seus lugares em risco por tomarem posição cautelosa (céptica) relativamente ao A.G.Antropogénico. Daí a pedir que as suas declarações sejam retiradas do dito documentário é um salto! Parece que perdem verbas para os seus projectos de investigação, ou lá o que é.
    Não obstante, e para lá destes detalhes, há parece-me - como não-especialista em climatologia - muito de nebuloso na investigação que procura suportar o dito A.Global.. E que se diz científica.
    Valha pelo menos uma coisa - que não será pouca, já que são cada vez mais os sinais de que se questiona a tese central do IPCC - a possibilidade de colocar em dúvida alguns procedimentos da comunicação e aplicação do saber científico. Julgo que não será pouco e evitam-se os argumentos de autoridade (nada consensuais) e a manipulação pura e simples, em especial das gerações mais jovens.
    Saudações,
    Luís Vilela.

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  7. Seria de esperar que o documentário gerasse grande polémica. Não acho que isso, só por si, seja mau. O documentário do Al Gore também foi bastante polémico. Basta ver os livros que se publicaram a denunciar carradas de erros no filme. De facto, por muito que se queira esconder, a polémica está instalada há já bastante tempo (e não começou com o Lomborg).

    Para quem, como eu, não é especialista nestas áreas e não tem convicções fortes num ou noutro sentido, tem mais a aprender seguindo a polémica e ouvindo opiniões diferentes em vez de fingir que a polémica não existe. O artigo da wikipédia começa, aliás, muito mal precisamente ao dizer que o documentário visa pôr em causa o consenso científico sobre o aquecimento global antropogénico. Há um aparente consenso, isso sim.

    É verdade que um dos participantes (só um e não vários, ao contrário do que o leitor Silvestre sugere no seu comentário), Carl Wunsch, afirma que as suas palavras apareceram fora de contexto e que não se revê nas teses defendidas no documentário. Dei-me ao trabalho de ver novamente o documentário e, em particular, a participação de Carl Wunsch. Simplesmente não percebo como podem as suas palavras ter sido distorcidas. Creio que o que lá diz é perfeitamente transparente e não se imagina que outro contexto poderia ter alterado o sentido das suas afirmações, que têm um carácter meramente técnico.

    Em relação aos "indivíduos que aparecem no documentário como professores em departamentos climatologia em universidades que nunca tiveram departamentos de climatologia", trata-se sinceramente, de um lapso insignificante. O professor de climatologia da Universidade de Winnipeg (Canadá), Tim Ball, é apresentado na legenda como professor do departamento de climatologia da mesma universidade. A verdade é que é mesmo doutorado e ensinou climatologia (já se reformou) nessa universidade, mas no departamento de estudos do ambiente. Puxa, deve haver algo mais substancial para pegar!

    O parecer da ERC britânica também não é muito claro, dando uma no cravo e outra na ferradura. Mas uma das coisas que diz a Ofcom (a ERC lá do sítio) é que o documentário não visa enganar os espectadores.

    De qualquer modo, o documentário também já ganhou vários prémios, o que não significa grande coisa. E há uma nova versão, em que pequenos pormenores foram corrigidos e de que as declarações de Carl Wunsch foram retiradas.

    Sinceramente, levo mais a sério este documentário do que o de Al Gore, pois aqui vejo os cientistas da área, perfeitamente identificados, a argumentar. Daí não se segue que ache este documentário indiscutível, claro.

    Para terminar, compreendo muito bem o que o Luís Vilela diz sobre o que se passa na sua escola. Infelizmente.

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  8. Do meu ponto de vista a questão fundamental é o papel deletério que tem o activismo, a propaganda e a atitude geral de querer empurrar o mundo numa dada direcção. Nada há de errado em querer empurrar o mundo numa dada direcção em vez de noutra, mas há muito de errado nos métodos que se escolhem para fazer tal coisa. E quando os métodos incluem a mentira, a ocultação de provas e de argumentação e o uso da autoridade dos cientistas, o problema torna-se politicamente grave.

    Eu não sei se há aquecimento global, nem sei se, havendo esse aquecimento, este é provocado pela actividade humana; e nem sei se, se houver aquecimento global e este for provocado pela actividade humana, se há algo que se possa ou deva fazer que seja razoável, sem que os custos sejam demasiado elevados para milhões de pessoas pobres. Repito, não sei. E não sei porque a partir do momento em que alguns cientistas desatam a fazer propaganda e activismo eu deixo e confiar neles. Como não sou cientista e não posso avaliar por mim os dados, tenho de rejeitar a histeria activista, ainda que possa ser verdade o que dizem.

    Este é o problema político do activismo: numa sociedade em que precisamos de informações muitíssimo especializadas de outras pessoas, e que não temos meios de saber se são fidedignas ou não, temos de manter padrões de probidade intelectual. Se não o fizermos, tudo se torna mera manipulação. É dever dos académicos e dos intelectuais dar à sociedade o melhor do seu trabalho honesto, em vez de usarem a sua prerrogativa como cientistas para mentir, trapacear e empurrar o mundo numa dada direcção.

    O papel do académico, do especialista, tem de ser como o de um juiz. Tem de pelo menos procurar ser imparcial — ainda que não o consiga — e tem de se afastar dos activismos; tem de evidenciar probidade intelectual; e tem de investigar cuidadosamente e generosamente as ideias e hipóteses de que não gosta, por esta ou aquela razão. Se isto não for feito, teremos politicamente mais do mesmo: manipulação, mentira política e uma sociedade pior do que poderíamos ter se houvesse probidade intelectual e seriedade.

    Escrevi sobre este tema aqui, entre outros posts: http://dererummundi.blogspot.com/2008/10/empurrar-o-mundo.html

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  9. Ainda a propósito do documentário, sugiro um bom livro gratuito sobre aquecimento global de John Harte, professor em Berkeley, onde se desmitificam grande parte das meias verdades e falsidades que foram ditas ao longo do documentário.

    http://www.cooltheearth.us/

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  10. Paulo, li uma boa parte do livro e achei decepcionante. Sobretudo quando, a dada altura, me deparo com tiradas em que se diz que os cientista que não concordam com ele trabalham para as companhias de petróleo. Não é o tipo de discussão que aprecie, pois não a acho esclarecedora.

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  11. A todos peço paciência. Mas não resisto a colocar aqui o texto - não consigo colocar apenas a ligação - que considero corresponder à ideia que o Desidério já referiu de "empurrar o mundo" num sentido. Eu volto a lembrar a "psicofoda" de McGinn. Ora, então:

    Uma criativa taxa de carbono
    (por Jorge Pacheco de Oliveira)

    "Estive há dias num hotel do Algarve e quando, à saída, a conta me foi apresentada no balcão, observei que em cada um dos dias se encontrava debitada uma parcela de 2 Euros com a singular designação de “Neutro Carbono”.

    Passado o instante inicial de surpresa, imediatamente me apercebi de que estava a ser vítima de uma tentativa de extorsão no âmbito do global warming.

    Formulado o inevitável protesto, a resposta meio constrangida do senhor por detrás do balcão foi a de que se tratava apenas de uma contribuição para uma campanha de protecção do ambiente promovida pela entidade proprietária do hotel. Mas, sendo facultativa, o cliente só pagava se quisesse.

    Eu não quis, claro. Mas a verdade é que a insidiosa parcelazinha de 2 Euros/dia já lá estava metida na factura ainda antes de me perguntarem fosse o que fosse. Isto é legal? Ou antes, isto é honesto? E se eu não tivesse dado conta?

    Ora, quem era então a entidade proprietária do hotel ? Nem mais nem menos do que o banco BES!

    Percebi tudo. Um banco! Uma daquelas instituições em que antigamente costumávamos confiar! Para mais, o banco que, em parceria com o Semanário Expresso, trouxe a Portugal o líder oficial da fraude do global warming, o chairman do IPCC, Rajendra Pachauri, para um almoço conferência no Convento do Beato, assunto já abordado neste blog aqui, aqui e aqui.

    Mas este episódio acabou por me divertir, na medida em que me trouxe à memória um outro, já lá vão uns bons anos. Com efeito, durante uma estadia de trabalho de uma semana em Stuttgart, eu e alguns colegas descobrimos, logo no primeiro dia, uma fantástica e bem animada cervejaria, onde passámos a jantar quase exclusivamente.

    Pois na conta do jantar vinha imputada uma parcela extra de dois marcos, que associei, por antinomia, à parcela de dois euros do hotel “besiano”. A contradição estava no facto de pagarmos a taxa de dois marcos com muito gosto, justificada que era pela actuação de uma banda, por sinal excelente, abrilhantada por duas cantoras muito sugestivas que reproduziam quase fielmente as canções dos Abba. Faz toda a diferença."

    A acompanhar o blog mitos climáticos, portanto!

    Saudações,
    Luís Vilela.

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  12. É provável que o incremento da temperatura média global seja devido ao aumento dos gases de efeito-estufa pelas atividades humanas, que supostamente elevaram a concentração de CO2 a 379 ppmv em 2005, ultrapassando seu limite natural(300ppmv) E, ainda, é muito provável que o aumento médio de temperatura, para a concentração de CO2 dobrada, esteja entre 2 e 4,5°C e que uma das conseqüências seria o aumento do nível do mar de até $,6 metros.No entanto tais estudos carecem de bases científicas sólidas, e que as projeções catastróficas elaboradas pelo IPCC foram baseadas em resultados de modelos de clima (MCG), cujas equações matemáticas não representam adequadamente os processos físicos que ocorrem na atmosfera, particularmente a cobertura de nuvens e o ciclo hidrológico. Ou seja, as projeções futuras dos MCG, resultantes de cenários hipotéticos, são meros exercícios acadêmicos, não confiáveis e, portanto, não utilizáveis para o planejamento das atividades humanas e o bem-estar social.

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  13. Salve!

    Há muito que sei que toda unanimidade é burra. Entretanto nunca me imaginara puxando carga em uma delas.
    O que o documentário mostra de fundamental não é a verdade ou falsidade do papel do homem no aquecimento global, mas como um parecer científico não passa de mais um mito, que pode ser travestido de verdade na forma mais conveniente.
    Não me sai da cabeça o texto em que Popper cita a invenção da constante G por Galileu e "O Analista" onde Berkeley critica Newton por "desconsiderar" partes de uma equação para chegar ao cálculo diferencial.
    Enfim, a ciência contemporânea inventa o mundo a partir de seus mitos, cabe aos críticos desvelá-los.

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  14. É possível analisar o "problema" do aquecimento global dividindo-o em 4 partes:

    1º O verdadeiro problema; Muitos países subdesenvolvidos apresentam um quadro favorável ao seu crescimento. Isso resultaria em uma melhor qualidade de vida para suas populações, aumento do consumo dos recursos naturais e concorrência, em vários setores, com as nações poderosas. Como impedir que isso aconteça?

    2º Cria-se um problema de brincadeirinha; Inventa-se um problema que poderia levar a humanidade ao apocalipse, e coloca a culpa nos combustíveis fósseis, mais exatamente no CO2 produzido por eles.

    3º Apresenta-se o problema de bricadeirinha à humanidade; Cria-se todo o circo necessário, líderes importantes, jornalistas conhecidos e cientistas altamente credenciados, que, mais apoiados em seus títulos e diplomas do que em fatos concretos, tentam, armados com muitos termos técnicos, gráficos tendenciosos e falácias matemáticas, de tudo para convencer a opinião pública de que a terra está mesmo aquecendo. A imprenssa dissemina a informação, mostrando apenas um lado da moeda. As pessoas, sem conhecimento do assunto, recebem as informações e assimilam o engôdo como verdade. Qualquer um com opiniões distintas é automaticamente desacreditado ou mantido na obscuridade. Questões como, por exemplo, não haver nem uma comprovação científica de que o CO2 realmente contribui para o aumento da temperatura mais do que o vapor d'água existente na atmosfera, sequer são postas em pauta. Estudos que mostram, no passado, a temperatura do planeta já ter subido enquanto os níveis de CO2 eram baixos, ou caído, quando eram altos, não são cogitados. Utilizam-se apenas estudos, normalmente dirigidos, que favorecem os seus argumentos esdrúxulos. Esse unilateralismo é inadmissível na ciência, sendo, portanto, produto de uma pseudociência que nada tem a acrescentar, mas que, embora pérfida e mentirosa, é tida pela grande maioria como única e verdadeira.

    4º Apresenta-se a solução; O Desenvolvimento Sustentável, que não é nada mais que uma forma de manter as coisas como estão, impedindo os países subdesenvolvidos de usarem o petróleo para crescerem. Imagine um país africano não podendo usar o seu petróleo para produzir energia elétrica barata, tendo que investir, "para o bem do planeta", em energia eólica ou solar, que é 300 vezes mais cara e produz 50 vezes menos. Dessa forma fica fácil manter os países pobres subdesenvolvidos e no terceiro mundo, que é o lugar deles. Todos se sacrificando para o bem do planeta, enquanto os americanos consomem um terço dos recursos naturais do mundo.

    Não existe nada que comprove a relação de CO2 com o aquecimento do planeta. A quantidade de CO2 produzida pelo homem não é nada se comparada com o que a própria natureza produz. Aquecimento global não é nada mais que terrorismo global, criado para manter as pessoas assustadas e dispostas a aceitar uma vida de privações, para que outros possam esbanjar os recursos.

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  15. Leiam O Artigo THE PHYSICAL PRINCIPLES ELUCIDATE NUMEROUS ATMOSPHERIC BEHAVIORS AND HUMAN-INDUCED CLIMATIC CONSEQUENCES de acesso livre para todos em

    http://www.scirp.org/journal/PaperInformation.aspx?paperID=25758

    para entenderem que o ser humano é sim capaz de interferir no clima, mas não do jeito que dizem e independente das variações da radiação solar recebida (depois do link, clicar em “Open Access” para abrir o artigo).

    Esse artigo muda o mundo, isto é, muda a atual “ciência” sobre mudanças climáticas e do chamado aquecimento global, a qual é quase totalmente empírica (só se dedica aos limitados, variáveis, isolados e confusos dados experimentais, que sozinhos não estabelecem rumos) e vive de fazer adivinhações para o longínquo futuro, além de que muitos dos poucos conceitos teóricos que ela usa são errados e assim não segue os rumos definidos pelos corretos princípios físicos.

    Nesse artigo também está incluída a demonstração física e matemática (jamais feita) do antigo e do NOVO CICLO HIDROLÓGICO que descobri e agora está registrado mundialmente. Este novo ciclo das águas muda todo o conhecimento do mundo sobre o ciclo hidrológico natural ou convencional que sempre foi ensinado e aprendido desde os estudos básicos e os cientistas usam até hoje bem como era considerado um conhecimento estabelecido e imutável da humanidade. Se tivesse sido um estadunidense a descobrir esse novo ciclo o mundo todo já estava agitado e era prêmio Nobel na certa.

    Eu preferia poder provar que o ser humano não é capaz de causar mudanças climáticas, mas, a meu contragosto, a verdadeira ciência que aplico desde o começo não permite fazer isso. Um exemplo didático: em lugares ou estações secas as pessoas costumam colocar uma bacia com água no quarto para umidificar o ar do mesmo. Pronto, quem fez isso já mudou o clima daquele quarto! Lá fora é a mesma coisa, só que com mais detalhes e mais potência devido a certas atividades humanas. Mas, há soluções tecnológicas e colaborativas, na própria superfície da Terra, que possibilitam evitarmos ou reduzirmos muito dessas causas e consequências que mudam a velocidade, a quantidade, a regularidade e a distribuição geográfica e temporal dos ciclos naturais.

    Sabem aquela representação do efeito estufa onde aparece o planeta rodeado por uma camada de CO2 e onde apenas a radiação alimenta o efeito estufa ou a representação da estufa agrícola sem água onde também é só a radiação que alimenta o efeito estufa? Isto tudo também está errado, entre muitas outras coisas. Quem ler o artigo verá tudo isto e muito mais bem demonstrado.

    Mais infos em http://sartori-aquecimentoglobal.blogspot.com



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