14 de agosto de 2009

Reflexão e aquecimento local



Nos últimos dias não tem faltado calor em Portugal, tendo as temperaturas ultrapassado mesmo os 40º C em alguns sítios. Será isto mau para os filósofos? Será que o calor é um obstáculo à reflexão filosófica?

Há quem defenda que as temperaturas baixas são mais favoráveis ao pensamento, com o argumento de que o frio, desde que não seja excessivo, convida ao recolhimento e à concentração. Mas será isto verdade? Se o for, então a filosofia está mesmo de férias por estas bandas.

O que acham os leitores que, apesar do calor, ainda conseguem pensar?

2 comentários:

  1. Ó Aires,
    Eu aconselharia aos filósofos a viverem todos na ilha da Madeira. Ao menos por cá a temperatura, seja inverno ou verão é sempre amena, com excepção das montanhas e picos altos onde neva no inverno e no verão é quente. Mas que dirá o nosso colega Desidério? Será que ele tem reflectido bem em Copacabana? Creio que as condições culturais são mais restritivas para a reflexão que as naturais. Mas resta pensar a relação que existe entre condições culturais e naturais. Nada que um aparelho barato de ar condicionado não possa resolver :-) Eu gostaria mnais de tentar responder ao problema: como é possível dedicar-nos à filosofia com uma criança pequena para educar? Pelo menos a mim tem-me parecido bem mais complicado :-)

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  2. Rolando, na verdade acho que a história do calor ser incompatível com a reflexão filosófica é uma treta que algumas pessoas gostam de repetir. A filosofia nasceu numa região com verões bem mais quentes do que os portugueses.

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