13 de novembro de 2009

Anarquia, Estado e Utopia


A defesa filosófica clássica do estado minimalista, de Robert Nozick, foi já publicada nas Edições 70, em tradução de Vítor Guerreiro e com introdução de João Rosas (Universidade do Minho). Uma das mais importantes obras de filosofia política pode agora ser estudada em língua portuguesa de Portugal. Havia uma edição brasileira desta obra, há muito esgotada.

4 comentários:

  1. Este é um clássico da filosofia política e a sua tradução para português é um verdadeiro acontecimento editorial. Ainda por cima com tradução do Vítor e introdução de quem sabe do que fala. Vamos ver como recebem a novidade os críticos dos nossos pasquins.

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  2. Bom, há aqui um problema. Apesar de se tratar de um livro central, ele não é assim tão central nos curriculos dos cursos de filosofia portugueses, pelo menos a pensar no tempo em que tirei o curso. Espero que as coisas tenham, entretanto, mudado, mas central nas academias portuguesas são uma meia dúzia de autores não centrais e de preferência sem tradução, que é para os lermos no original, coisa e tal. Sei que isto é bater outra vez na mesma tecla, mas a verdade é que conheci este livro de Nozick alguns anos após ter concluído a licenciatura e não fosse a capacidade de auto formação com a internet e alguns livros como a introdução à filosofia política de Wolf, e ainda hoje provavelmente nem me ocorreria que este livro é central. E o mesmo se passa com John Rawls. Nunca ouvi falar dele em filosofia política. Aliás, em filosofia política, note-se bem o que estudei: Fustel de Coulanges, a cidade antiga e algumas enciclicas papais. Falou-se brevemente e de forma atabalhoada de Maquiavel e, segundo me recordo, não se falou mais nada. E, que me lembre, o meu professor, eminente catedrático, adormeceu enquanto eu apresentava um trabalho qualquer sem qualidade alguma. As universidades podiam motivar a discussão destes textos centrais, mas não fazem. A verdade é que estou a bater na mesma tecla, mas irrita-me pensar que jovens estudantes de filosofia passem um curso inteiro sem sequer ouvir falar num nome como Robert Nozick.

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  3. Infelizmente nas licenciaturas me Filosofia (pelo menos na minha, que em 2011 terminei) pouca filosofia contemporânea é abordada. No referente à Filosofia Politica os autores abordados são os clássicos, Platão, Aristóteles, Maquiavel, Hobbes, Locke, Rousseau, Montesquieu, Kant, Hegel, Marx e Rawls. No meu primeiro ano, altura em que tinha Filosofia Politica ouvi o nome de Nozick, e um breve comentário, muito breve, que não se aproximava nada do que está presente na obra Anarquia, Estado e Utopia.
    Nozick é um autor clássico no seio da Filosofia Politica contemporânea, infelizmente tenho que concordar com o professor Rolando Almeida.
    Cumprimentos,
    Jóni Coelho

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  4. Link actualizado para o livro: http://www.edicoes70.pt/site/node/3?pesquisa=Anarquia%2C+Estado+e+Utopia

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