9 de novembro de 2009

Peter Kivy

A magnum opus de Schopenhauer era, essencialmente, uma teoria de tudo, à maneira solene da antiga especulação filosófica que já não é considerada produtiva ou respeitável. Mas o facto de as suas pretensões cósmicas não serem hoje levadas muito a sério não significa que Schopenhauer não tivesse coisas esclarecedoras a dizer sobre muitos dos tópicos particulares em que reflectiu. Em particular, a sua abordagem da música, e do lugar desta nas belas artes, foi recebida com simpatia por muitos filósofos e teóricos da música com inclinação filosófica. À parte os seus embaraçosos alicerces metafísicos, a filosofia da música de Schopenhauer faz bastante sentido: pelo menos, coloca a teoria da expressividade musical numa direcção nova e frutuosa.

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