23 de Dezembro de 2009
Lógica, filosofia e o seu ensino no secundário
"A Lógica e o Lugar Crítico da Razão" é o título do artigo de Aires Almeida que acabo de publicar. O que está em causa é saber que papel tem ou deve ter a lógica no ensino da filosofia; e se tem um papel instrumental, como por vezes se defende, o que implica isso para o modo como deve ser integrada no ensino da filosofia?
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4 COMENTÁRIOS:
Aires,
Tocas em aspectos muito importantes no teu texto. Eu teria feito uma distinção que me parece relevante: uma coisa é extinguir a disciplina de filosofia como formação geral, outra é extingui-la por completo. Isto afectaria a primeira parte do teu texto, muito embora se perceba que estás o tempo todo a pensar na disciplina como obrigatória na formação dos cursos gerais.
Que te parece?
Caro colega, Aires Almeida, obrigado pelo seu texto. Não vou entrar em problemas técnicos, mas vou dizer-lhe, com toda a sinceridade, que com colegas como o Aires e outros, encontro balões de oxigénio para as minhas práticas lectivas. Apesar de reconhecer as minhas limitações, encontro no vosso site forças e motivações científicas para melhorar cada vez mais, pois promove uma espécie de «formigueiro» que nos impele a evoluir. Desculpem este sentimentalismo.
Faço minhas as palavras do António Daniel.
Rolando: a primeira alternativa que referes é sinistra e já há muito tempo se teme uma reforma parecida. A prazo, significaria a extinção de milhares de postos de trabalho, sobretudo entre os contratados.
No entanto, já cá ando há 16 anos e sempre a ouvir falar dessas possibilidades. Convirá ter presente que, como refere o Aires, a preocupação dos professores de filosofia em auto-justificar a sua disciplina é tal que, provavelmente, são mais os receios próprios do que as intenções alheias. E esperemos que não se passe disso.
Obrigado, António e Sérgio, pelas vossas simpáticas palavras. Este sítio é importante não só para quem lê o que aqui se publica, mas também para quem escreve. Um dos grandes problemas da cultura académica portuguesa (ou antes, da falta dela) é quase não haver oportunidade de se discutir realmente aquilo que se escreve nem se submeter isso à crítica aberta dos pares.
Rolando, transformar a filosofia (seja na formação geral ou outra) em educação para a cidadania, em área de integração ou em outra coisa qualquer equivale a extinguir efectivamente a filosofia do ensino secundário.
Acho que, se a filosofia faz parte da formação geral do secundário, ela deve ser para todos os alunos. Qual é, afinal, a vantagem de substituir a filosofia pela área de integração nos cursos profissionais? A ideia é que esta disciplina é mais prática e mais acessível. Disparate! Basta olhar para os programas para se ver que a área de integração é uma treta vaga, obscura e desinteressante para os alunos. O que vale é que muitos professores acabam por suavizar o disparate, tornando aquilo um pouco mais preciso e acessível.
O que devia haver era filosofia para todos, mas com um programa muitíssimo mais curto e centrado em meia dúzia de problemas filosóficos formulados de forma precisa.
Abraços e bom ano novo.
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