Quando a ciência fica politizada, deixo de crer na ciência em causa. É o que acontece com o debate sobre o aquecimento global. Há tanta mentira associada ao debate que nenhum cidadão ponderado e informado pode saber de que lado está a verdade: se realmente há ou não aquecimento global, se este é antropogénico e, caso o seja, se há algo que realmente se possa fazer para resolver o problema que não seja pior do que aprender a viver com ele. A politização da ciência tem como resultado a retirada da confiança que qualquer cidadão ponderado dá aos cientistas que dizem saber coisas que o cidadão não pode saber por si mesmo.
Quando desconfio que há manipulação política da ciência, paro de acreditar na ciência em causa; quando há comissões pretensamente científicas mas de nomeação política ou associadas às Nações Unidas, paro de confiar nos seus relatórios, porque sei que são muito políticos e pouco científicos. É isso precisamente que ocorre com o aquecimento global. De modo que quanto mais estridentes são os gritos histéricos dos ecologistas, quantos mais manifestações violentas fazem nas ruas, quantos mais golpes publicitários fazem, associando tudo isto à ciência, mais eu desconfio que a ciência está a ser prostituída e eu estou a ser enganado pelos cientistas. E por isso suspendo o juízo.

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