31 de julho de 2009

Algumas ideias de Russell

A minha introdução a Os Problemas da Filosofia (Edições 70), de Bertrand Russell, está agora disponível aqui.

30 de julho de 2009

Nick Bostrom e David Pearce

Eis uma das minhas mais recentes traduções, para o filósofo inglês David Pearce.

http://www.hedweb.com/transhumanism/portugues.html

Trata-se de uma entrevista a Nick Bostrom e David Pearce, sobre o movimento transumanista, ou um projecto de abolição do sofrimento humano através da alta tecnologia, por oposição às panaceias tradicionais da revolução política e do desenvolvimento económico. Aqui se discute alguns argumentos pessimistas acerca do desenvolvimento tecnológico e a noção de «humanidade» que encontramos nesses argumentos.

29 de julho de 2009

O Caminho para a Servidão

O Caminho para a Servidão, de Friedrich Hayek, foi um livro que fez furor aquando do seu lançamento original, em 1944. O pensamento socialista estatista era então comum; Orwell, por exemplo, sendo um exímio defensor da liberdade, considerava que a economia teria de ser socialista, nacionalizando-se toda a rede produtiva. Eis que surge Hayek, defendendo de modo intransigente a liberdade, incluindo a liberdade económica, e procurando mostrar como a servidão resulta dos controlos estatais, incluindo sobre a economia. Este clássico está agora disponível em Portugal, nas Edições 70, com tradução de Marcelino Amaral e prefácio de João Carlos Espada. Na Crítica temos uma recensão de Amartya Sen, aquando dos 60 anos da publicação original do livro de Hayek.

27 de julho de 2009

Escolha um título, ganhe um livro

Eis um repto lançado pelas Edições 70, editora portuguesa de Cambridge Companion to Atheism, que acabei de traduzir: que título português escolheria o leitor? Faça a sua sugestão e se alguma for escolhida pelo editor, este oferece-lhe um exemplar da edição portuguesa. Aqui estão mais informações sobre o livro original, para o ajudar a pensar.

26 de julho de 2009

Cambridge Companion to Atheism

Acabei de rever hoje a minha tradução do Cambridge Companion to Atheism, org. Michael Martin (Cambridge University Press, 2006), a publicar em breve nas Edições 70. Trata-se de um volume que estuda o ateísmo e a religião do ponto de vista histórico, filosófico, antropológico, sociológico e psicológico. Publiquei na Crítica um dos capítulos mais interessantes, que descreve a investigação antropológica actual sobre a religião: "Teorias Antropológicas da Religião," de Stewart E. Guthrie. Ao contrário do que se afirma por vezes, a teoria antropológica de Durkheim está longe de ser hoje consensual entre antropólogos, havendo razões para pensar que é falsa, nomeadamente porque a distinção entre sagrado e profano não ocorre em todas as religiões.

Julian Dodd

Ao contrário de filósofos que consideram infeliz a filosofia da arte fazer-se «mais do lado da filosofia do que da arte» (por exemplo, Aaron Ridley, na série de entrevistas de Nigel Warburton a diversos filósofos britânicos, publicada com o título New British Philosophy), Julian Dodd apresenta-nos um trabalho de metafísica da música que parte deliberadamente da filosofia e das suas preocupações tradicionais: Works of Music: An Essay in Ontology, um título de 2007, da OUP. Eis uma recensão deste texto, por Franklin Bruno.

20 de julho de 2009

António Gedeão

Poema do Homem Novo

Niels Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade inteira saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.

Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até os pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão de vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.

Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.

Cá de longe, na Terra, num borborinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.

Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.

Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.

Mais um passo.
Mais outro.
Num sobrehumano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.

18 de julho de 2009

Fanatismo por crenças justificadas e discussão racional


Num interessante texto do excelente blog Problemas Filosóficos, Alexandre Machado argumenta contra o fanatismo por crenças justificadas, alegando que a justificação e o dogmatismo podem coexistir na mesma pessoa. Alexandre Machado aponta duas condições para o fanatismo por crenças justificadas: a crença na infalibilidade da justificação e a necessidade de se combater quem pensa de modo diferente.

Concordo com a conclusão de Alexandre Machado, pois alguém que acredite justificadamente que P pode, ainda assim, ser dogmático quanto à infalibilidade da justificação de que P.

É, de resto, essa possibilidade que alimenta uma parte importante da discussão filosófica. Se os filósofos procuram a verdade e se a justificação, só por si, garantisse a verdade das nossas crenças, grande parte dos filósofos teriam talvez de encontrar outra ocupação, pois o que não falta aí são crenças justificadas sobre praticamente tudo. O cepticismo metodológico característico da actividade filosófica pode por vezes parecer frustrante, mas tem a vantagem de prevenir qualquer tipo de fanatismo.

Nisto estou inteiramente de acordo com Alexandre e vou até mais longe: mesmo que dispuséssemos de justificações infalíveis, isso não justificaria a nossa intolerância em relação às pessoas que defendem crenças manifesta e objectivamente (seja isso o que for) erradas. As pessoas não devem ser perseguidas, silenciadas ou estigmatizadas apenas por estarem erradas, têm o direito ao erro e à ilusão, a não ser que isso interfira directamente com direitos de terceiros. Aliás, a própria ideia de que as pessoas com crenças opostas às nossas podem não estar completamente erradas torna impossível – ou, pelo menos, enfraquece – a nossa tolerância relativamente a essas pessoas. O tolerante não é aquele que pensa para consigo: “o melhor é ser tolerante com ele, pois sabe-se lá se ele não está certo”; é, pelo contrário, aquele que pensa: “ele está completamente errado naquilo que diz, mas tem o direito de o estar”.

Mas a minha concordância com Alexandre termina aqui, dado que a segunda condição por ele apontada, bem como os exemplos que dá, me parecem falhar completamente o alvo. A não ser que o Alexandre dê um significado estritamente bélico à palavra “combater”. Combater as ideias que nos parecem erradas é natural e aceitável, desde que se trate de um combate de ideias racional e civilizado. Apesar de não o afirmar explicitamente, o que o Alexandre afirma parece implicar que a alternativa ao fanatismo é uma espécie de relativismo prático. Mas combater ideias que se considera erradas não equivale a considerar essas ideias um mal intolerável e muito menos a tentar silenciar tais ideias. Se não combatemos racional e civilizadamente (o que exclui a troça, a agressividade e as acusações de má-fé) as ideias que consideramos falsas, fazemos o quê em relação a elas? Serve para quê a discussão de ideias, nesse caso?

Além disso, há crenças erradas que, efectivamente, dão origem a males intoleráveis, como a crença na superioridade da raça ariana e na bondade do extermínio de judeus. O mesmo se aplica à crença de que ter escravos é um direito dos senhores ou à crença de que a melhor maneira de curar uma pneumonia é ir ao bruxo em vez de ir ao hospital. Ter crenças erradas é frequentemente fatal, daí que a vigilância filosófica, embora não o pareça, seja tantas vezes vital.

É certo que só quem não está realmente interessado na verdade se pode dar ao luxo de ser fanático, mas também não pode dispensar a discussão de ideias e o combate a crenças que se acredita justificadamente serem erradas. A não ser que sejamos relativistas e que achemos que isso de crenças erradas não existe. De resto, pensando no exemplo dos teístas e dos ateus, dado pelo Alexandre, é verdade que há fanáticos de ambos os lados. Essa é uma afirmação trivial. Mas não se é fanático por se tentar mostrar que o opositor está enganado, como parece sugerir. Isto significa que há teístas e ateus que procuram mostrar que o opositor está errado e que não são fanáticos.

Termino com uma pequena, mas cordial, provocação. Quando o Alexandre diz, a propósito do teísta e do ateu fanáticos, que “ambos são igualmente insuportáveis e estão igualmente errados no seu fanatismo” não estará a ser fanaticamente anti-fanático, ainda que a sua crença de que o fanático está insuportavelmente errado seja justificada?

16 de julho de 2009

Deus, presciência e liberdade

Acabo de publicar o artigo "Será a onisciência divina realmente incompatível com o livre-arbítrio?", de Rafael Alberto S. d'Aversa . Trata-se de uma proposta de solução para um problema importante no âmbito da filosofia da religião: será compatível a suposta omnisciência do deus teísta com o nosso suposto livre-arbítrio? Se Deus sabe tudo a todo o momento, sabe agora o que farei amanhã depois do almoço; mas se ele sabe agora o que eu farei amanhã depois do almoço, amanhã não poderei escolher livremente fazer uma coisa diferente. Parece que ou temos de admitir que Deus não é omnisciente ou nós não temos livre-arbítrio, não sendo possível comer o bolo e ficar com ele ao mesmo tempo. Mas o Rafael defende precisamente isso: que podemos comer o bolo e ficar com ele ao mesmo tempo. Terá ele razão? Fica aberta a discussão.

Oliver Sacks


A perda de certas formas de memória é frequentemente um indício precoce de Alzheimer, e pode acabar por se desenvolver até às formas de uma amnésia profunda. Mais tarde, pode manifestar-se na incapacidade verbal e, através da afecção dos lobos centrais, poderão também perder-se as capacidades mais subtis e profundas, como a de julgar, de prever e de planear o comportamento. Posteriormente ainda, uma pessoa com Alzheimer pode perder alguns aspectos fundamentais da consciência de si e, em particular, a consciência das suas incapacidades. Mas a perda de consciência de si, ou de certos aspectos da própria mente, constituirá uma perda do "eu"?

12 de julho de 2009

11 de julho de 2009

Tento na língua

Sou só eu ou o leitor também considera uma tolice que se fale sistematicamente do ocidente (às vezes até com maiúscula!), quando na verdade se quer falar apenas (de partes) da Europa e dos Estados Unidos da América, esquecendo-se 1) a África, que tem países mais ocidentais do que muitos países europeus, e 2) o Japão, que lá por estar no oriente é mais parecido com a Europa e os Estados Unidos do que muitos países africanos? Não seria melhor deixar de usar um termo geográfico quando temos em mente uma classificação política e económica e social e cultural?

9 de julho de 2009

Christian Plantin em Coimbra

O grupo de investigação Ensino de Lógica e Argumentação (LIF / FCT) ─ a entidade organizadora do colóquio internacional "Rhetoric and Argumentation in the Beginning of the XXIst Century" realizado em Outubro do ano passado ─ organiza um seminário que Christian Plantin irá orientar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com o título "L'Argumentation Aujourd'hui: État De L'art Et Questions Disputées", nos dias 17 e 18 de Setembro de 2009. Depois do seminário, no dia 18 pelas 15:00 horas, esse prestigiado Professor da Universidade de Lyon 2 e Director de Investigação no CNRS proferirá uma conferência pública. Os eventos aparecem anunciados aqui.

8 de julho de 2009

Filosofia da religião em português

Boas novidades não tão novas no que respeita à filosofia da religião: a antologia da Blackwell, organizada por Charles Taliaferro e Paul J. Griffiths, foi publicada em Portugal em 2008 pelo Instituto Piaget, sob o título Filosofia das Religiões (o título original é apenas Filosofia da Religião). Espero que a tradução não seja tão má quanto outras que esta editora tem publicado.

No Brasil, a Loyola publicou em 1996 a Introdução à Filosofia da Religião, de B. R. Tilghman, originalmente publicada na Blackwell.

5 de julho de 2009

Aquecimento global: o outro lado da discussão

A questão do aquecimento global alimenta grandes paixões. Mas se estivermos realmente interessados na verdade, convém olharmos para as coisas com alguma calma e distanciamento crítico, ouvindo com atenção todas as opiniões e os argumentos que as sustentam, sem fecharmos os olhos ao que não nos apetece ver.

Em certo sentido, a ciência também se faz com paixão. Mas aqui a paixão não é um método nem uma justificação para o que se afirma; é apenas a motivação que nos impele para a procura da verdade. Ora, na discussão sobre o aquecimento global (sim, a discussão existe) também é importante distinguir a paixão religiosa da pesquisa científica.

Dado que não há ciência sem confronto de ideias e de teorias, sugiro aos leitores que vejam o recente documentário sobre a polémica do aquecimento global, produzido para o Channel 4 britânico, o confrontem com outros documentários sobre o assunto e tentem tirar as suas próprias conclusões.

Aguardamos os comentários.

4 de julho de 2009

Eutanásia

O problema ético da eutanásia tem sido apresentado e discutido nas páginas da Crítica. Agora é a vez de Faustino Vaz nos trazer, com muita clareza, alguns elementos centrais que ajudem a estudar o tema, no artigo "O Problema Ético da Eutanásia". Outros materiais que se encontram na Crítica sobre o tema são os seguintes:

3 de julho de 2009

Trabalhar para fins mais elevados: sugestões musicais para as férias






Muitos dos leitores deste blog devem estar já a pensar em férias. Aproveitando o mote deixado por Grayling no post anterior, deixo aqui três sugestões musicais para alguns momentos de lazer. É nestes momentos que estamos mais disponíveis para apreciar verdadeiramente o que é bom, pois é quando temos a disponibilidade necessária para ouvir realmente música, em vez de nos limitarmos simplesmente a consumi-la.

Mais uma vez, trago três sugestões muito diferentes: música jazz, música clássica e música pop.

A primeira sugestão é o recentíssimo Bare Bones, da cantora jazz americana Madeleine Peyroux. Ao passo que nos três primeiros e excelentes álbuns Peyroux interpreta de forma muito pessoal músicas alheias -- de Leonard Cohen, Bob Dylan, Joni Mitchell, Serge Gainsbourg e Edith Piaf, entre outros --, este disco revela-nos uma compositora de canções perfeitamente à altura da excepcional intérprete e guitarrista que é. Muitas vezes associada a Billie Holiday, é inevitável não nos lembrarmos dela quando ouvimos Peyroux. A sua voz é quente, doce e sensual; as melodias são simples e cativantes, mas nunca simplórias; e os arranjos revelam muitas pequenas subtilezas instrumentais (gosto especialmente do modo como o órgão por vezes espreita sorrateiramente). Tudo é muito discreto, mas também muito envolvente. Quem estiver no Algarve no próximo dia 11 de Junho, pode confirmar tudo isto no concerto que Peyroux irá dar aqui em Portimão, no Teatro Tempo.

Mudando de registo, recordo que este é o ano Haydn, dado que se comemoram os duzentos anos sobre a sua morte. Haydn foi um génio musical que só o azar de ter sido contemporâneo de Mozart impediu de brilhar. Se há compositor que representa a essência da música clássica -- em sentido estrito --, esse compositor é Haydn. De tanto que Haydn compôs -- só sinfonias foram 104 --, destaco os seus quartetos de cordas (que prefiro aos de Mozart). É música no seu estado mais puro, isto é, música instrumental não programática. Uma boa amostra do génio musical de Haydn como compositor de quartetos de cordas está reunido num disco da editora Naxos, com o Kodaly Quartet a interpretar os quartetos Nº 61 (conhecido por quarteto "As Quintas"), Nº 62 (conhecido como "Imperador") e Nº 63 (conhecido como "Nascer do Sol"). Uma curiosidade, o belíssimo hino nacional da Alemanha, composto por Haydn, é o segundo andamento do quarteto Nº 62.

Para terminar, sugiro um disco saído há precisamente 20 anos e que se ouve como se tivesse sido editado ontem: Hats, dos escoceses The Blue Nile. Disse acima que se tratava de música pop, mas isso talvez seja enganador. A pop mastiga-se e, acabado o açúcar, acaba por saber mal e até incomodar. Este disco não é assim. Pior (ou melhor?), nem sequer brilha logo à primeira audição. Os The Blue Nile gravaram quatro discos em 25 anos e entre cada um deles há um interregno mínimo de 5 anos. Não é, portanto, música feita apenas para colorir o ar do tempo. As canções de Hats, acompanhadas quase só por sintetizadores, têm em média mais de 5 minutos e, sem se precipitarem à procura do refrão fácil, vão progredindo lentamente. Apesar de a estrutura rítmica ser a mesma do princípio ao fim, as músicas vão enriquecendo instrumentalmente à medida que avançam e a voz de Paul Buchanan vai ganhando corpo e expressividade. É-me difícil destacar uma canção. Um grande disco para ouvir com calma.

A. C. Grayling

O tipo de férias que as pessoas habitualmente têm não são realmente exercícios de lazer, mas de descanso. Se se prolongassem para além das duas ou três semanas, tornar-se-iam aborrecidas e far-nos-iam sentir famintos de estímulo mental. Visto desta forma, o lazer não é o oposto do trabalho; é -- como Mark Twain e Aristóteles sugeriram -- algo melhor: a oportunidade de trabalhar para fins mais elevados.

1 de julho de 2009

Biblioteca básica de filosofia do cinema





Ainda a propósito de cinema e filosofia, deixo aqui uma sugestão do que poderia ser uma biblioteca básica de filosofia do cinema. Desta vez não estou a falar da utilização do cinema para ensinar filosofia. A filosofia do cinema é um ramo da estética e filosofia da arte que trata de problemas como:

O que distingue os filmes de arte dos filmes que não são arte (documentários, por exemplo)?
Serão os filmes uma forma realista de comunicação?
Qual o papel, se é que há algum, da imaginação daquele que vê filmes de ficção?
Há realmente uma linguagem cinematográfica?
Será que os filmes têm um autor?
Há uma narrativa cinematográfica diferente das narrativas noutras artes (na literatura, por exemplo)?

É a discussão destes e de outros problemas filosóficos acerca dos filmes que se pode encontrar nesta pequena lista de livros (infelizmente, todos em inglês):

Noel Carrol e Jinhee Choi (eds.), The Philosophy of Film and Motion Pictures: An Anthology (Blackwell)

Noel Carroll, Philosophy of Motion Pictures (Blackwell)

Thomas Wartenberg e Angela Curran (eds.), The Philosophy of Film: Introductory Text and Readings (Blackwell)

Thomas Wartenberg, Thinking on Screen: Film as Philosophy (Routledge)

Colin McGinn, The Power of Movies: How Screen and Movies Interact (Vintage Books)

Gregory Currie, Image and Mind: Film, Philosophy and Cognitive Science (Cambridge University Press)

Richard Allen e Murray Smith (eds.), Film Theory and Philosophy (Oxford University Press)