17 de janeiro de 2010

Epistemologia e política

Acabei de publicar o meu artigo "Soberba Epistémica, Estatismo e Legislação",  e espero que não seja uma leitura demasiado deprimente para este final de Domingo... Mas é ao leitor que compete dizer o que pensa.

13 comentários:

  1. Toda a vez que clico no link " "Soberba Epistémica, Estatismo e Legislação", dois vírus/"arquivos indesejados" são detectados pelo antivírus Avira ; pode ser algum problema com o meu antivírus, mas pode ser também algum problema com o seu arquivo. Se este foi o caso, não tenho dúvidas de que não foi má-fé: só estou avisando, para poupar-lhe problemas.

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  2. Garanto que o arquivo HTML não tem qualquer vírus, nem o javascript associado. O NOD32 nada detecta. Eis o que pode ser: os cookies do sitemeter por vezes dão esse erro em anti-vírus desactualizados (já me aconteceu isso com o NOD32). Por favor, tente outros artigos e diga-me se ocorre o mesmo.

    Outra hipótese: se ocorrer apenas em artigos assinados por mim, já sei o que está a dar o problema. É a protecção anti-spam. Importa-se de testar? Escreva directamente para mim, não é preciso estarmos aqui a chatear os leitores. O meu email é o que está no final do artigo e no meu perfil do Google.

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  3. O problema já desapareceu.

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  4. olá, desidério! esta tua posição é muito bem defendida por Popper num ensaio recomendável: «Utopia e Violência», incluído no *Conjecturas e Refutações*.
    Pedro Galvão

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  5. Obrigado pela referência! As ideias de Popper têm muitos problemas, como as de toda a gente, mas um dos aspectos de maior valor, do meu ponto de vista, é a consciência plena do valor da tentativa e erro, e da ilusão que é a Metodologia Científica. Ele refere não sei já onde que costumava começar as aulas de Metodologia Científica no LSE dizendo aos alunos espantados que a disciplina era sobre uma coisa que não existe.

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  6. Óptimo texto. A propósito da metodologia científica, estou a ler um excelente livro do físico Steven Weinberg: "Facing Up", que recomendo vivamente.

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  7. Uma recensão desse livro seria muito bem-vinda na Crítica!

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  8. Não vejo outra alternativa para evitar a proliferação do despotismo epistêmico, político, religioso ou de qualquer tipo a não ser por uma educação quer forneça verdadeiro esclarecimento às pessoas. Mas daí temos o problema de responder à pergunta sobre o que seria um verdadeiro esclarecimento e se ele é possível, uma vez que mesmo esclarecidas, muitas pessoas, como já se comentou por aqui, preferem flatulências a cultura de verdade e poderiam preferir, mesmo esclarecidas, o despotismo à sensatez. No entanto, não vejo por onde se poderia começar a não ser pela educação...

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  9. Nunca é possível começar pela educação. A educação limita-se a reproduzir as mentalidades comuns da época. Quando as pessoas se queixam da falta de qualidade da educação dos seus países, estão a delirar: como se fosse possível que num país largamente inculto uma determinada classe, os professores, fossem todos especiais e diferentes. Isto nunca vai acontecer. Os professores, os programas e os livros vão quase todos reflectir a média nacional.

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  10. Os professores não serão especiais, mas serão melhores que a média das pessoas, pois a educação, antes de tudo, estimula o raciocínio ,independente de ser controlada por algum governo; nem que seja por causa de problemas de Matemática, as pessoas educadas em escolas pensam mais do que as não educadas, em geral. E os professores tenderão a melhorar a cada geração, e pensadores céticos não tardarão a surgir.

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  11. Gostaria de poder acreditar nisso, Filipe, mas não acredito. Os professores em média limitam-se a repetir sem pensar o que leram em meia dúzia de livros que para eles foram marcantes nos anos formativos, sem jamais lhes ocorrer que tais livros possam estar errados. Claro que nem todos os professores são assim. Mas também nem todas as pessoas, sejam ou não professoras, são acríticas.

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  12. "Os professores em média limitam-se a repetir sem pensar o que leram em meia dúzia de livros que para eles foram marcantes nos anos formativos, sem jamais lhes ocorrer que tais livros possam estar errados. "
    Concordo inteiramente! Mas acredito que a cada geração, uma pequena (note bem: pequena!) diferença surge. A massa de hoje, ainda que massa, deve ser mais instruída, um pouco mais crítica do que a massa de 1900. Realmente não acredito em "revolução pela educação", pois revoluções remetem-nos à mudanças abruptas. Acredito, todavia, numa mudança pela educação, gradual, ao longo de décadas, séculos.

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  13. O novo link do artigo: http://criticanarede.com/soberba.html

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