25 de março de 2010

Primeira Tertúlia da Crítica

Está marcada a primeira Tertúlia de Filosofia da Crítica, em Lisboa: será na sexta-feira, 4 de Junho, entre as 21:30h e as 24:00h. Espera-se que seja a primeira de muitas!

A livraria Trama, perto do Largo do Rato, manifestou um grande entusiasmo em acolher esta tertúlia. Eles têm um espaço muito agradável, com uma zona de estar e café que parece ter sido pensada à medida desta iniciativa. A Trama promove vários eventos por semana, com especial relevo para concertos e música. A agenda está carregada, razão pela qual apenas em Junho nos podem receber, no entanto poderemos depois agendar a Tertúlia com uma periodicidade mensal constante.

Pretendo, durante os próximos dias, seleccionar um tema para este primeiro encontro. A ideia é sugerir algumas leituras e eventualmente lançar um debate inicial aqui no blogue. Na Trama será também promovido o evento e as referências bibliográficas sugeridas.

Agora pergunto: têm ideias e sugestões relativamente aos temas a debater?

Para o primeiro encontro julgo que o tema deverá ser abrangente q.b., para despertar o interesse, mas não “fracturante”. Julgo que devemos evitar entrar agora pela filosofia da religião ou por temas concretos da ética, como sejam o aborto, eutanásia e afins; haverá certamente tempo para isso mais tarde.

Assim sendo, muito gostaria de receber os comentários, sugestões e ideias que possam ter relativamente a este evento!

5 comentários:

  1. Olá Jaime,

    parabéns pela sua iniciativa. Espero que a ideia "pegue" aí por Lisboa e que esta seja realmente a primeira de muitas Tertúlias de Filosofia da Crítica.

    Tenho apenas duas sugestões e um aviso:

    Sugestão 1 - Que o tema seja escolhido pelo moderador ou pelo grupo no inícío da sessão e não escolhido de antemão como o Jaime sugere. Isto facilita uma real troca de ideias pois impede que as pessoas se limitem a repetir na sessão o que prepararam sobre o tema num qualquer livro ou manual de filosofia.

    Sugestão 2 - Que não se limite a sugerir um tema, mas que escolha uma pergunta. Isto dará um início e um sentido à discussão.

    Aviso - A grande maioria das pessoas que começam a ir a estas sessões de debate filosófico não está interessada em discutir e ouvir os outros, mas em expressar-se e fazer-se ouvir. Compete ao moderador (filósofo de serviço) desenvolver uma atitude filosófica nos participantes.

    PS - E já agora uma terceira sugestão.
    Para evitar que a sessão se transforme numa mera justaposição de opiniões inconsequentes e sem qualquer ligação entre si o Jaime terá de impôr uma "linha de investigação" para a sessão, não ao nível do conteúdo (esse deverá ser tratado e aprofundado pelo grupo), mas ao nível da forma da discussão (pedir argumentos, refutações, clarificações, contra-exemplos...) As pessoas agradecerão essa sua condução.

    Vou tentar aparecer em algumas tertúlias,

    um abraço,

    Tomás Magalhães Carneiro

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  2. Jaime, gostava muito de estar por aí para poder participar. Vou ver como resulta e depois tentarei marcar também uma sessão para estas bandas do Algarve.

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  3. Olá Tomás,

    Obrigado pelas dicas. Seguindo sugeriste (espero que não leves a mal o "tu") na nossa troca de emails abordei uma livraria para organizar o evento. Julgo que isso poderá ser o pontapé de saída. A ver vamos...

    Relativamente ao tema, julguei que seria interessante comunicá-lo de antemão, para que a discussão seja mais informada. Achas mesmo que isso poderá prejudicar a discussão?

    Tal como te tinha dito, espero em breve poder ir a um Café Filosófico aí para o norte. Só posso ir depois de 17 de Maio, pois antes disso estou em preparação para os exames.


    Aires, obrigado pelo apoio. Já sabe que se se organizar qualquer coisa destas aí pelos Algarves podes contar comigo!

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  4. Temos de fazer umas tertúlias da crítica aqui no norte também, e talvez depois uns encontros inter-regionais com os lisboetas. Eu próprio estou bem distribuído: simultaneamente barreirense e portuense.

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  5. Olá Jaime,

    quanto à questão do "tema de antemão" ou "tema surpresa", a meu ver é um pau de dois bicos.

    Por um lado é como dizes, a discussão será mais bem informada se os participantes tiverem tempo para se preparar sobre o tema.
    Se o objectivo da sessão for aprender e divulgar conteúdos e argumentos acerca de um determinado tema (Aborto, Conhecimento, Verdade...) não haja dúvida que o melhor é os participantes irem com a lição estudada de casa.

    Mas a meu ver, o sumo destas sessões não está na aprendizagem ou na divulgação de argumentos filosóficos (para isso continuo a preferir os livros). O interesse destas sessões está, antes, nos insights filosóficos conseguidos no calor de uma discussão/reflexão em grupo (Descartes estava certo, a razão é aquilo no mundo que está mais bem distribuido. Ter 20 pessoas a pensar honesta e intensamente sobre um problema, uma pergunta, ou um argumento é muito poderoso).

    Se o teu objectivo for dar às pessoas essa oportunidade (muitas vezes única) de atingirem por elas mesmas alguns insights filosóficos, i.e., se o que pretenderes for colocar as pessoas a pensarem genuinamente em vez de repetirem e confirmarem conhecimentos adquiridos, nesse caso o efeito surpresa é essencial. Era assim, desprevenidos, que Sócrates os apanhava nas ruas de Atenas...

    Tenho a certeza que qualquer das versões vai resultar bem contigo!
    Sugiro apenas que experimentes as duas (anunciar o tema, e não anunciar o tema) para ver os efeitos de uma abordagem e de outra.

    Com a primeira versão pisas terrenos seguros, uma vez que imagino que também prepares o tema. A segunda é um salto no abismo, um convite ao combate dialéctico com as armas que cada um tiver mais à mão.
    Sem dúvida que prefiro esta última :)

    Já sabes que és muito bem vindo aqui no Porto (e qualquer dos leitores "sulistas" da Crítica, já agora).
    Avisa com uns dias de antecedência e marcamos aqui um almoço de francesinhas seguido de discussão filosófica.

    Deixo aqui um link para o Café Filosófico de domingo passado em que fizemos uma reflexão filosófica sobre o Porto:
    http://www.youtube.com/watch?v=plSwY74Hz7M

    um abraço e boa sorte,

    Tomás

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