Avançar para o conteúdo principal

Compre artigos pelo Comut


Essa dica vai para os brasileiros interessados em comprar artigos de filosofia: todo pesquisador brasileiro sabe que para adquirir artigos não disponíveis gratuitamente no Portal Capes, só é possível recorrer a duas opções: comprar o artigo diretamente no site do periódico relevante ou comprar através do Comut, por meio da biblioteca de sua universidade. O que pouca gente sabe é que é possível comprar os artigos diretamente no próprio site do Comut, sem mediação da biblioteca e com preços ainda mais baixos. Para comprar os artigos pelo site, basta seguir os seguintes passos:

1° Passo: para se cadastrar no site utilize o seu número de CPF (ou documento estrangeiro equivalente) e senha.

2° Passo: escolha as opções cadastro -> bônus -> comprar, nessa ordem. Aqui você comprará o bônus que irá gastar na compra de artigos, capítulos de livro, anais de congressos ou teses. O valor do bônus não diminui com a frequência da compra. O valor é de R$1,82 para cada bônus. Se você comprar 15 bônus e gastar 10, por exemplo, os 5 restantes não prescrevem, ou seja, a qualquer momento que surgir a necessidade de solicitar algum material, o seu saldo estará disponível. A opção Pagamento com cartão de crédito, embora esteja no site, não é mais disponível. O único meio de comprar os bônus é através de boleto, que pode ser pago por meio de débito on-line ou em qualquer terminal de auto-atendimento.

3° Passo: entre em solicitação -> formulário e escolha se quer comprar um artigo, capítulo de livro, anais de congresso ou teses.

4° Passo: preencha os dados de identificação do texto que deseja comprar pelo Comut e escolha continuar. Em seguida, você poderá escolher pelo menos sete bibliotecas de base nacionais para a pesquisa do documento desejado. Caso você não saiba onde se encontra o material, esse é o momento de usar a busca monitorada: não selecione nenhuma biblioteca e marque no final do formulário as opções Busca Monitorada no Brasil ou Busca Monitorada no Exterior.

A opção de pesquisa nas bibliotecas de base tem custo zero, mas as buscas monitoradas têm custo adicional. Se você solicitar busca monitorada no Brasil, o custo do documento aumenta em 2 bônus, por exemplo, um artigo de 20 páginas tem o custo de 4 bônus, com a busca monitorada o custo aumenta para 6 bônus, 4 bônus do custo inicial mais 2 bônus da busca monitorada. Caso a gerência do Comut não localize o material, o pedido é cancelado e você não terá custo nenhum. Com a busca monitorada no exterior o custo final aumenta em 4 bônus. Às vezes, dependendo do país, fica um pouco mais caro. Mas o Comut solicita uma autorização antes, informando o novo valor. Quando escolho busca monitorada no exterior eu sempre marco simultaneamente busca monitorada no Brasil. O custo vai ser o mesmo, marcando só exterior ou marcando exterior e Brasil.

5° passo: Nessa etapa você escolherá a forma de envio. As mais comuns são e-mail e correio normal nacional, essas duas tem um custo de R$1,82 a cada bônus (equivale a 5 páginas). As outras formas têm um custo muito alto, no caso do sedex nacional, por exemplo, é de R$21,84 para cada 5 páginas. Eu sempre escolho email: às vezes o artigo é enviado no mesmo dia. O artigo é escaneado e depois convertido em pdf, ou seja, você receberá em seu e-mail o artigo em formato pdf. Depois é só aguardar. Você pode verificar o andamento de seus pedidos em Situação da solicitação e consultar seu saldo na seção Cadastro.

Alguém poderia perguntar qual é o interesse de comprar artigos pelo Comut se podemos ir direto na fonte e comprar os artigos nos próprios periódicos. A resposta é que ao comprar pelo Comut você tem uma vantagem: se o artigo desejado já estiver em alguma biblioteca do Brasil, você pagará apenas pela cópia do artigo, o que custa menos do que comprar o artigo no próprio periódico. Agradeço ao Cláudio, responsável pelo Comut na biblioteca da Fafich (UFMG) pela infinita paciência e inúmeros esclarecimentos. Sem ele não conseguiria fazer este post. Espero que essa notícia seja útil aos possíveis interessados!

Comentários

  1. Opa,

    ainda não conhecia esse negócio de Comut, e adorei a informação.

    Se eu conseguir comprar os artigos que eu estou precisando por aí, vai resolver boa parte da minha vida! ;)

    ResponderEliminar
  2. Olá, sou bibliotecária, uma dica: antes procure no CCN (catálogo coletivo nacional) as possíveis universidades que têm o periódico e quando for pedir no comut selecione a biblioteca que localizou. Não precisa usar a busca monitorada nesse caso.

    ResponderEliminar
  3. ótimo site, estou à procura de artigos para meu website http://www.codigosparablog.com.br - Um Blog sobre códigos, Rede Social e web design, que conta com diversos códigos, para divulgar sua página de Fãs site ou blog, botão like invisível, dicas como ganhar mais com o programa de afiliados do Google AdSense
    Será que encontro artigos?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O endereço do meu blog mudou agora é http://www.codigosparablog.com e ainda estou a procura de artigos..

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

Isto colide com a ideia de que não só a filosofia, mas também as ciências como a física o…