29 de abril de 2010

Sociedades da privacidade e desresponsabilização

Falei noutro texto de uma característica curiosa de algumas sociedades a que chamo “sociedades da privacidade” — sociedades nas quais a vida privada é a única coisa genuinamente valorizada pela generalidade das pessoas, encarando-se a profissão como uma coisa chata que se tem de fazer para ganhar a vida. Poderia ter-lhes chamado “sociedades da infantilidade”, pois só adultos com uma mentalidade infantil podem ter esta perspectiva da vida.

Mas não falei de um aspecto central da mentalidade das sociedades da privacidade: a desresponsabilização. Ao falar com qualquer profissional de qualquer área, ele dirá cobras e lagartos da sua própria profissão: que muita coisa está mal, que devia ser diferente, etc. Mas, surpreendentemente para quem não tem essa mentalidade infantil, esse mesmo profissional nunca sequer tentou melhorar as coisas na sua profissão — quanto mais tentar continuamente melhorá-las, como é próprio de qualquer profissional propriamente dito.

Isto compreende-se melhor com uma analogia, sem a qual quem está mergulhado na mentalidade das sociedades da privacidade não entende. Imagine-se alguém que se queixa continuamente que o seu quarto está sujo; e que ainda por cima, os lençóis estão rotos; ademais, as paredes precisavam de ser pintadas. E continua a fazer este discurso ano após ano, sem nada fazer para melhorar o seu quarto. Dado tratar-se agora da vida pessoal, isto é patentemente absurdo. Mas isto é exactamente o que nas sociedades da privacidade as pessoas fazem com a sua própria profissão. E assim dão a imagem de críticos contundentes da sua própria profissão, pensando que isso lhes fica bem, quando na verdade apenas revela a sua mentalidade infantil, segundo a qual a responsabilidade última sobre a sua própria profissão não é dos profissionais dessa profissão, mas de qualquer outra coisa longe e abstracta: o governo, os políticos, a ONU, talvez.

44 comentários:

  1. Agora estava a lembrar de um aspecto que tem a ver com este post e com os comentários do post anterior. Chamas bem de comportamento infantil. Eu sou do meio rural e recordo-me do que mais apreciava quando fui estudar para Lisboa era da variedade da fauna. Eles eram os punks, os betos, os metaleiros, etc. Eu só conhecia isto de quando ia ao Porto e via na TV e apreciava em especial a malta urbano depressiva que se vestia de negro e usava doc martens e ouvia Joy Division e Bauhaus. Mas rapidamente o fascínio passou pois uma das coisas que destestei é que esta gente vivia numa espécie de apartheids em que dificilmente um gajo como eu, que vestia uma tshirt barata, uns jeans azuis e uns ténis sem marca entrava, mesmo que - e isto é verdade - dominasse muito mais o circuito underground musical que a esmagadora maioria das pessoas da minha idade. O problema é que eu convivia pacificamente com os Napalm Death e Mozart, Os Alphaville e os Rolling Stones, os Beattles e os Einsturzende Neubauten, os Can e o Harry Partch, e, já agora, o Platão e o Carl Sagan. Nunca me identifiquei com estas tribos, mas gostava de as ver a todas para depois as regenerar. Ora, muitas das vezes é exactamente esse comportamento de carneirismo que observamos nas classes profissionais que consiste em auto protegerem-se. Curiosamente eu não sinto esse compromisso moral com a classe a que pertenço e não sinto especial vontade em defender os professores só porque sou professor e atacar os médicos só porque não é a minha profissão. Nem no futebol, que até gosto e vejo, faço isso. Não me apetece nem encontro qualquer razão para o fazer. Eu farto-me de ver profes que criticam profes mas que os defendem quando estão a conversar com alguém que não é profe. Já sabemos que o momento para os professores está fragilizado, mas não alinho neste carneirismo de ocultar defeitos só para mostrar que afinal somos bons. A receita é simples: a mim pagam-me para ensinar filosofia. É a minha formação. tenho de o fazer com a máxima responsabilidade e isso implica trabalho. Não o faço, por exemplo, com outras disciplinas que ensino, é verdade, mas não o faço porque não posso ensinar bem tudo ao mesmo tempo, que é o que anda a acontecer. E porque não posso ensinar tudo ao mesmo tempo reclamo que devo defender o ensino da minha disciplina que até tem muita maior capacidade formativa para os jovens do que a tralha da cidadania e quejandos que tais.

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  2. A Crítica devia também ter auto-crítica. O texto do post é completamente banal. Penso também que o Rolando não devia aceitar propostas de leccionar disciplinas não abrangidas pela sua área de formação. Já que falamos em ética.

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  3. Fm- Ra (é este o seu nome?),
    Eu comprometo-me a não aceitar leccionar disciplinas que não filosofia se o FM se comprometer a sustentar-me financeiramente.
    Em regra somos nós, do próprio blog da Crítica, os primeiros a objectar e corrigir as posições uns dos outros nas caixas de comentários. Portanto temos, felizmente, auto crítica.
    Com efeito fica a promessa de que para a próxima vamos escrever posts mais profundos. Mas, agora, após o que lhe disse, tenho de regressar à sua sugestão para que eu não leccione disciplinas forma da minha área de formação. Refere: "não devia aceitar propostas de leccionar disciplinas não abrangidas pela sua área de formação. Já que falamos em ética." Curiosamente o FM fez aqui uma afirmação ser ser auto crítico e apresenta-a a falta de ética como um achado que fez da verdade. Por que razão é falta de ética se eu leccionar sociologia ou psicologia? E já agora, vou mais longe, por que razão é falta de ética se eu leccionar matemática? É que me parece que está a fazer uma afirmação sem pensar muito no que está a dizer, a menos que tenha boas razões para tal.

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  4. É falta de ética alguém com formação em filosofia, mas não em psicologia, leccionar a disciplina de psicologia, porque não tem a formação necessária e suficiente para o fazer. Tal como um psicólogo não tem a formação necessária e suficiente para leccionar filosofia. Parece-me evidente.

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  5. Parece-me também evidente que uma pessoa inteligente como o Rolando sabe isso tão bem ou melhor do que eu. Saber isso, e ainda assim leccionar essa disciplina, é eticamente incorrecto, dado que está a prestar um mau serviço aos alunos. Obviamente, os licenciados em psicologia deviam poder ensinar psicologia nos liceus, para que esta e outras disciplinas não fossem tratadas com a leviandade com que são.

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  6. Parece-me também que é eticamente correcto ser-se tão acérrimo defensor da qualidade de ensino da filosofia, e da filosofia, do filosofar, e remeter para um plano menos do que secundário preocupações semelhantes relativamente a outras tradições do pensamento tão nobres como a filosofia: a psicologia, a sociologia ou a antropologia, por exemplo.

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  7. Quanto às pequenas picardias que me faz no seu comentário, relativamente ao meu nome, ao eu ter julgado que achei a verdade, ou seja o que for, digo-lhe apenas para ter calma, homem, que ninguém lhe está a espetar alfinentes! Não seja tão... corporativista.

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  8. Quanto ao sustento financeiro: há sempre por aí trabalhos que desempenhamos bem! Não é obrigatório ser-se professor. Mesmo que se goste muito de o ser.

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  9. Quanto a objectarem e corrigirem as posições uns dos outros na Crítica - referindo-me aos seus autores -, lamento informá-lo mas não é isso que ocorre habitualmente. O que ocorre habitualmente, nos comentários entre autores da Crítica, é passarem a mão pelo pêlo uns dos outros, falando bom português. Mais uma vez, corporativismo. Não tem nada de mais, talvez seja apenas o instinto humano de defendermos os nossos, mas isso seria objecto de estudo da... antropologia?

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  10. Pois é F-não-sei-qual-nome

    se você se desse ao trabalho de ler os posts desse blog constataria que discutimos e discordamos entre nós mais de uma vez: veja as discussões de Frank Sauter com Desidério, eu, Rolando e Aires - só para ter um exemplo mais recente.

    Quanto ao post do Desidério ser banal, eu discordo. Uma das razões para pensar isso é que se o post fosse mesmo completamente banal você não se daria ao trabalho de entrar nesse blog para criticá-lo. Eu mesmo nunca perco tempo com textos que considero superficiais, a vida é muito curta para perder tempo com isso. Mas acho que você não percebeu uma coisa que é mesmo banal: é banal criar contas como anônimo para ficar ofendendo (não criticando) autores de blog em que você gasta seu tempo xeretando. Entra mês, sai mês, aparecem vários como você, que não têm coragem de dizer quem são, provavelmente porque conhecem um dos autores pessoalmente e pensa que será prejudicado de algum modo se disser quem é. A única razão para discutir como anônimo, além dessa, é não ter nenhum respeito pelo tempo dos outros e não ser uma pessoa séria.

    Sobre a ética da vida pessoal do Rolando: isso não me interessa, pois não sou fofoqueiro e tenho mais o que fazer. Um assunto mais sério do que esse são pessoas anônimas que entram em blogs de divulgação de filosofia para ofender seus autores, movido sabe-se lá porque. Isso sim é anti-ético, principalmente se os autores do blog deixam claro que não gostam de anonimato e insultos.

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  11. Considero o post de facto banal. Isso não impede que o comente. De resto, comentando a banalidade talvez possamos acabar com ela, reduzi-la.

    Quanto a eu ser anónimo, não sou. Tenho um nome, que está lá. Um perfil de Blogger, ligação para a minha página, etc., etc.

    Leio a Crítica há cerca de 7 anos, sendo que a comento o blogue desde que existe. Portanto, muito antes de o Matheus estar por aqui - já que estamos em "territorial pissings".

    Quanto à vida pessoal do Rolando, não a comentei. Para saber isso basta que saiba distinguir entre afirmações de re e afirmações de dicto.

    Dito isto, parece-me que a sua argumentação é sem sentido.

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  12. Estava aqui a pensar que silogística também serve, não é preciso saber distinguir entre de re e de dicto.

    Só uma nota: repare, Matheus, que não comenta por uma única vez as minhas críticas, e algumas delas são pertinentes. Não acha pouco ético, atabalhoado mesmo, um grupo de (supostos) intelectuais, interessados pelo desenvolvimento das disciplinas teóricas, do saber, não se preocuparem com o facto de disciplinas como psicologia, sociologia ou antropologia serem leccionadas no liceu por pessoas formadas em filosofia? Não acha isso degradante para quem estudou filosofia e, mais degradante e pior, para quem estudou psicologia e para os alunos, especialmente para os mais interessados, que como um professor formado nessa área de ensino, e.g. psicologia, poderiam desenvolver muito melhor os seus conhecimentos? A mim, pelo menos, parece-me chocante esse problema não ser sequer colocado neste blogue. De resto, este é um problema grave da área da educação, por vezes abordada na Crítica.

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  13. E isso - a atitude dos autores da Crítica referida no comentário acima -, revela precisamente a atitude que o post começa por denunciar: a desresponsabilização. Repare - Matheus, Rolando, seja quem for - que não estou a fazer um ataque à pessoa de alguém (não me refiro ao Matheus, por exemplo, como Mat, ao contrário do Matheus, que se me refere como F-não-sei-o-nome, o que revela mais uma vez a atitude corporativista reveladora de vícios intelectuais nocivos), mas a abrir-vos os olhos para a atitude por vezes expressa na Crítica, nociva para a mesma. E isto num blogue em que tanto é criticada a conversa de café. Não se tornem no que criticam.

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  14. Fm-Ra,
    Apesar de não ter qualquer interesse para os leitores da Crítica aproveito este espaço para lhe dizer que estou aberto a propostas de outros empregos. Nenhuma situação circunscreve de forma definitiva a minha vida. Se eu for cavar batatas será que existe qualquer problema moral em estar a fazer algo fora da minha área académica? Creio que não, de todo. Mas é um aspecto a discutir, que não este.
    Fm-Ra não é reconhecido como um nome verdadeiro e se leu as instruções dos comentários deve saber do que falamos quando falamos de nomes. Ou se eu o conhecer pessoalmente também se vai apresentar como Fm-Ra?
    Fiquei também com a ideia que acha que somos corporativistas porque lhe apetece achar, mesmo sem que apresente grandes razões para justificar o que pensa. Mas já agora que coorporação de interesses estamos a defender? E mesmo que estejamos a defender determinados filósofos e determinadas pessoas que problema existe nisso?
    Finalmente, é capaz de dar exemplos práticos que provem que estamos a passar a mão no pêlo uns aos outros? É que sem dar exemplos posso sempre pensar que interpretou mal a nossa postura. Mas se os der, em vez de acusações, podemos sempre discutir os exemplos para tentar perceber se o FM tem razão no que diz.

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  15. Penso que não há problema em alguém trabalhar fora da sua área académica, desde que o faça bem. Parece-me que cavar batatas é bem mais fácil do que ensinar psicologia e, por isso, será também mais fácil que um filósofo o faça melhor do que ensina psicologia.

    Quanto ao nome: Prince, Bob Dylan, Lady Gaga ou Kalu não são nomes verdadeiros, mas nomes usados para referir certas pessoas. O mesmo acontece com Fm-Ra. Ou a Crítica segue as regras do notário?

    Que corporações de interesses estão a defender? como referi acima, penso tratar-se do instinto humano: defender o grupo de aparentes ataques ao mesmo. Penso que sabe o que é clubismo. Não estou a dizer que defendem determinados filósofos; não confunda com a questão recorrente do analítico vs. continental. Mas sim, estou a dizer que defendem certas pessoas: ora, é tão mau defender alguém por ser quem é, como atacar alguém por ser quem é, o conhecido ad hominem.

    Quanto a dar exemplos práticos, não vou fazê-lo - pelo menos agora - , porque teria de estar a procurar nas caixas de comentários do blogue.

    De resto, a Crítica que faço já foi feita por outras pessoas noutros comentários a outros posts da Crítica, recordo-me. A saber: o decréscimo de qualidade da Crítica (a revista) e a diferença notória com que são tratados os autores e os meros comentadores.

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  16. Voltando à questão do trabalho: não acha imoral um filósofo ensinar psicologia? Que tipo de preparação tem um filósofo para ensinar psicologia? Que autores leu? Que teorias conhece? Que prática tem? Ou será que o facto de ter uma licenciatura em filosofia demonstra que tem capacidade de estudo e de aprendizagem e, como tal, basta-lhe ler uns livritos de psicologia para ser professor desta área da ciência e do saber? Não acha imoral um filósofo ensinar psicologia?

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  17. Quanto a um exemplo, Rolando, dou-lhe o seguinte (mas quando tiver tempo procuro nas caixas de comentários de posts antigos do blogue): o Matheus atacou-me praticamente ad hominem, interpretou leviana e erradamente as minhas palavras e propósitos e o Rolando nada lhe disse, apesar de ter comentado depois dele. Se não se tratasse do Matheus, mas de um mero utilizador, seria esse o caso? Em caso de resposta negativa, deduza (facilmente) a conclusão.

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  18. Essa sociedade da privacidade é fato aqui em brasilia. Quando paro pra conversar com alguns colegas da faculdade e até outros amigos do meu bairro (a maioria da minha faixa etaria), vejo que todos (ou uma parcela bem alta) deseja passar em algum tipo de concurso publico. Talvez eles não estão errados em procurar a tal estabilidade financeira, desejando se equilibrar nessa corda bamba que é a vida, mas quando você analisa pq querem ser concursados, adivinha qual o resultado? Querem ser servidores para alimentar seus dejesos, desejos em consumir cada vez mais.

    Não vejo problema nenhum neles em querer ser servidor publico e consumir também, mas o problema é que eles esquecem que servidor tem carater de servir: um compromisso em servir o publico.

    Ps: E ainda me chamam de louco quando digo que quero ser professor. Interpreto isso com um elogio.

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  19. Fm-Ra,
    Eu não objectei o Matheus porque concordo com as afirmações dele no comentário. Creio que há 2 ou 3 posts atrás objectei o Desidério, mas a si pouco lhe interessa isso. Já agora qual o seu interesse em chamar-nos coorporotivistas? Não percebo. Acusou o post de ser banal. E daí? Quando divulgamos um livro ou uma actividade de um colega não são posts banais? O que o perturbou no post em concreto?
    Eu não sei se cavar batatas é assim tão fácil. Talvez seja para quem o faz, não para mim que nunca o fiz e não faço pálida ideia como tal coisa se faz. Mas estou de acordo que uma pessoa com formação em psicologia tem muitissima mais preparação que uma formada em filosofia para leccionar psicologia. Eu não disse em momento o contrário, mas posso ter-me exprimido mal. Mas do facto de estar de acordo com o FM-Ra, não quer significar que alinho na sua coorporação. A teoria da conspiração é bonita mas já não me convence. Estou genuinamente de acordo com o que disse, tal e qual quando estou genuinamente de acordo com o que qualquer leitor ou colega meu da Crítica o diz. E se é leitor da Crítica devia genuinamente saber disso em vez de nos fazer as acusações que faz.
    Em relação aos nomes. O FM é livre de assinar como quiser e nós somos livres de aceitar ou não. Invocou uma questão ética no facto de eu ensinar psicologia e eu invoco uma questão ética no facto de assinar o seu nome verdadeiro. Por uma razão muito simples: qualquer busca pelo meu nome no Google e fica a saber quem sou, o que faço, o que penso. E eu não tenho isso de si. Tenho um FM que não tem outro nome. Se um dia se cruzar comigo pessoalmente facilmente me vai reconhecer, mas o inverso não se passará. Parece-lhe uma situação justa? Depois porque assinar um nome verdadeiro torna mais fiável a conversa e explico-lhe por quê (ainda que em 7 anos que nos lê certamente já sabe do que aqui vou falar): porque, infelizmente talvez, torna as conversas mais sérias. Normalmente quando as pessoas aparecem para encher as caixas de comentários com lixo não assinam e quando querem defender seriamente uma ideia qualquer assinam. Ora, assinar com nome verdadeiro, é uma boa forma de limparmos a maior parte do lixo das caixas de comentários. E isso interessa-nos? Sim. Se não insistissemos neste ponto tínhamos as caixas muito mais cheias de comentários provocatórios, ofensas e anónimos. E por que razão não queremos que tal aconteça? Porque pura e simplesmente afasta as pessoas que querem discutir e aprender e a intenção de publicar os nossos posts, banais ou não, é ajudar as pessoas a aprender mais meia dúzia de coisas sobre a nossa disciplina e de tudo o que a rodeia. Isto, para qualquer pessoa que tenha preocupações com a sua ética pessoal, é do mais elementar que existe. Se as pessoas não se escondessem tanto atrás do anonimato para ofender e encher as caixas de lixo certamente nos seria indiferente estar a responder à Lady Gaga ou ao António. Assim, não podemos fazer do blog um palco onde aparecem constantemente as Lady Gagas a insultar os nossos leitores e colaboradores. Não estamos definitivamente interessados em ter um blog tipo Correio da Manhã que se dedica a polémicas. para isso existem já milhares de blogs.

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  20. Lamento, mas está errado, Rolando. Se procurar no Google, encontra páginas com a minha biografia, nome verdadeiro, fotografia, etc.

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  21. Quanto a concordar com o Matheus, concorda que se exprima assim, num espaço onde mais do que todos deveria ter a abertura para aceitar críticas?:

    "Pois é F-não-sei-qual-nome"

    "se você se desse ao trabalho (...)"

    " é banal criar contas como anônimo para ficar ofendendo (não criticando) autores de blog em que você gasta seu tempo xeretando. Entra mês, sai mês, aparecem vários como você, que não têm coragem de dizer quem são, provavelmente porque conhecem um dos autores pessoalmente e pensa que será prejudicado de algum modo se disser quem é." (falando com total desconhecimento de causa)

    "(...) e não ser uma pessoa séria."

    "(...) pessoas anônimas que entram em blogs de divulgação de filosofia para ofender seus autores (...)" (referindo-se por travessas a mim)

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  22. O que me perturba no post? Ser conversa batida e da treta, um mero desabafo; filosofia?

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  23. Quanto há 2 ou 3 posts ter objectado o Desidério, a amostra não é significativa, Rolando.

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  24. Olhe Fm, então exponha lá os seus critérios do que é uma amostra significativa. Está a brincar comigo? Ainda há uns comentários atrás invocou um só exemplo, tirado de um comentário, para me fazer uma demonstração. mas aí a amostra é significativa? Assim está a dar razão ao Matheus. Não está interessado em discutir seja o que for. É perda de tempo estar a responder-lhe. Estou a explicar-lhe cordialmente as suas inquietações que nem sequer me parecem ter qualquer relevância e o FM está a gozar com a minha cara? A sua reacção não é nova: assina anonimamente, solicita provas de tudo mas recusa-se a dar as suas, mas invoca facilmente princpíos éticos para colocar em causa os comportamentos dos outros. dei-lhe algumas oportunidades que não soube aproveitar, por muito que tivesse já topado a sua estratégia: acusar para chatear as pessoas. Não é bem vindo aqui com essa postura. E não sei por que razão está em terreno da coorporação que não alinha. Não tem forma mais inteligente da a desmontar? Ou está somente a fazer jogo psicológico? Mas se está a fazer jogo psicológico não se esqueça que as outras pessoas também pensam.

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  25. Não. Eu dei um exemplo e disse que iria procurar outros nas caixas de comentários antigas da Crítica, sendo que depois os mostraria. É um pouco diferente daquilo que afirma. Quanto ao resto, só lhe posso pedir para não se irritar. Afinal, que mal tem errarmos e que nos apontem os nossos erros? Não servirá para melhorarmos?

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  26. Quanto ao anonimato, confronte uns comentários acima. Quanto a dar-me oportunidades, não tem que me dar oportunidades de nada. Quanto às inquietações, comecei apenas por fazer 2 afirmações, que me parecem correctas, que foram muito mal aceites por parte do painel de autores:

    1 - o texto do post é banal.
    2 - não devemos aceitar propostas de trabalho em áreas do saber que não a nossa, e fazê-lo é eticamente incorrecto.

    ...

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  27. Senhor anônimo

    a caixa de comentários tem um espaço para os participantes do blog colocarem seus nomes para sabermos com quem estamos discutindo. Fm-Ra não é seu nome e é muita presunção esperar que as pessoas que discutem com você precisem de entrar no seu perfil para saber qual é o seu nome.

    Essa prática de colocar pseudônimos ou apelidos ao invés de nomes reais é uma prática corriqueira na internet, acho que todos sabem disso. Mas num ambiente em que as pessoas estão dispostas a discutir e divulgar filosofia a sério, como é o Critica, isso é mal visto e não é recomendável por reazões óbvias. É simplesmente ridículo ter que discutir assuntos sérios com alguém que você não conhece por meio de um pseudônimo. De modo que fiquei surpreso por você ficar ofendido de chamá-lo de F-não-sei-qual-nome se 1) de fato não sei seu nome e 2) você não se deu ao trabá-lho de colocá-lo na sua conta.


    Eu não entendi porque você ficou tão ofendido quando eu disse que você não se deu ao trabalho de verificar as discussões do blog primeiro antes de fazer acusações infundadas. Isso não é falácia ad hominem e é de fato o que aconteceu. Falácia ad hominem é acusar pessoas de corporativismo quando as pessoas discordam entre si com civilidade: acho que você deve querer dizer é que não brigamos entre nós e nos xingamos, o que é verdade. Mas discutir filosofia não é xingar.

    O curioso é o seguinte: você afirma, sem qualquer argumento, que o post do Desidério é superficial. Afirma, também sem qualquer argumento, que a qualidade do blog está caindo. Bom, se você está interessado em melhorar as coisas, que de fato não pioraram em nada, você deveria, no mínimo, apresentar uma argumentação detalhada que sustente isso e propor alternativas. Acusar pessoas de corporativistas, falaciosos e chamar os textos de superficiais sem argumentos não mostra que você quer melhorar coisa alguma, mostra sim que você quer ofender os autores do blog de qualquer maneira.

    Eu concordo com você que o Rolando não deveria dar aulas fora da sua especialidade, mas colocar as coisas nesses termos não é discutir desresponsabilização, mas procurar subtefúrgios para ofender as pessoas.

    No final das contas o que aconteceu é o seguinte: você entra no post do Desidério, diz que o texto dele é ruim, diz que o blog está ficando cada vez pior, acusa os autores de corporativistas, o Rolando de anti-ético e considera qualquer tentativa de contra-argumentação como falácia ad hominem. Em suma: você não quer discutir desresponsabilização do ensino, você quer ofender os autores desse blog, é só.

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  28. Já viu onde chegou um blogue de filosofia, porventura um dos mais conhecidos? Um filósofo reputado publica as suas opiniões pessoais, os seus desabafos, e um dos autores comenta, entre o romântico e o cáustico, relembrando o bucolismo do campo, as tribos urbanas, o seu distanciamento povoado de inteligência dos outros, meros zombies... ele que estudava, apaixonado, Platão ao som de Napalm Death, para na manhã do exame se emocionar ao som do Requiem de Mozart... de facto não é o Correio da Manhã, mais parece a Maria. Penso que este é um espaço de divulgação de filosofia, não de conversa de chacha. Out.

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  29. A afirmação 1 o autor do post, se quiser, pode responder. Eu defendi a ideia que não há exigência alguma que aqui não se possam publicar textos com ideias banais e nada nos move contra ideias banais. Aliás, defendemos mesmo em muito do que escrevemos que é mesmo daí que se parte para pensar com correcção seja o que for.
    Em relação à afirmação 2, essa já me diz respeito, mas creio que o FM já lhe deu resposta quando afirmou lá mais acima:
    "Penso que não há problema em alguém trabalhar fora da sua área académica, desde que o faça bem. "
    Portanto, colocou a questão, procurei ajudar a responder, o FM insistiu teimosamente e acabou a afirmar o contrário.
    Em relação ao seu nome verdadeiro, confesso que isto não pode tornar-se no jogo do "Onde está o Wally". Afirmou que não tem nada que dar o seu nome, mas depois afirma que basta ver uns comentários acima ou procurar no Google.

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  30. Vale a pena discutir serenamente se aquilo que diz o Fm-Ra é justificado ou não, independentemente dos termos algo provocatórios utilizados. Vejamos:

    1. É ou não é imoral um professor de filosofia leccionar psicologia?
    Eu, Aires, acho que os professores com formação em filosofia não devem, em princípio, ensinar psicologia, pelas razões apontadas pelo Fm-Ra. Sou professor de filosofia e tenho-me recusado, com sucesso, ensinar psicologia. De facto, as pessoas indicadas para ensinar psicologia são os que têm formação especializada na área e as questões corporativas são irrelevantes, pois o que interessa é a qualidade do ensino e os legítimos interesses dos estudantes.

    Só que esta não é a história completa. A questão é que o Rolando e muitos outros professores de filosofia como ele são obrigados a ensinar psicologia, mesmo que o não queiram. A verdade é que um professor de filosofia não pode recusar-se a ensinar psicologia. A não ser, claro, que se queira armar em herói e abandonar o ensino, incluindo a possibilidade de também ensinar o que gosta e que sabe, que é filosofia. Dizer que pode sempre recusar-se a ser professor e fazer outras coisas, como cavar batatas (supondo que há por aí muito emprego a cavar batatas) é sugerir que se continue a fazer aquilo para o que não se tem competência (eu já cavei batatas e garanto que é preciso saber cavá-las, é preciso ter muita prática para não se dar cabo delas).

    Assim, o professor de filosofia a quem ordenam que leccione psicologia pode ser um profissional consciencioso se der o melhor de si e se preparar o melhor que pode para prestar o melhor serviço aos seus alunos. Seria imoral se, podendo recusar, aceitasse fazê-lo sem ter o cuidado de estudar o que vai ensinar. Portanto é tão imoral um professor de filosofia ensinar psicologia, se a isso for obrigado, como o será uma pessoa roubar se a obrigarem a fazer isso. Uma dada acção ou decisão só pode ser qualificada como moral ou imoral se for voluntária.

    De resto, vale a pena referir que em países como a Alemanha, por exemplo, cada professor do ensino obrigatório pode ensinar duas ou mais disciplinas, que podem ser Matemática e Educação Física, Alemão e Geografia, e outras combinações tão improváveis como estas. Mas isso não significa que os alemães estejam certos, claro.

    2. Há corporativismo na Crítica ou não?
    Se houver, que corporação estará a ser defendida? Uma suposta corporação dos professores de filosofia? Ora, há autores da Crítica, como o Vítor Guerreiro, que nem sequer são professores. Por sua vez, o Desidério e o Matheus vivem e trabalham no Brasil, ao passo que eu e o Rolando vivemos e trabalhamos em Portugal. Na verdade a suposta corporação de professores de filosofia portugueses só teria estes dois representantes na Crítica. O Fm-Ra teria, pois, de explicar melhor que corporação está a ser defendida.

    (continua já a seguir)

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  31. (continuação)

    3. Os autores da Crítica passam o pêlo uns pelos outros?
    Qual seria o interesse ou a motivação para isso? Francamente, não estou mesmo a ver. Nenhum deles é meu patrão, tutor, avaliador ou o que quer que seja. Terei medo que me expulsem daqui? Ora, é perfeitamente natural que, sendo este blogue destes autores, haja alguma aproximação entre muitas das suas ideias sobre o que deve ser o blogue, o seu estilo e suas finalidades.

    Mas a afirmação do FM-Ra é simplesmente falsa. E não serve de nada procurar exemplos em que os autores estão de acordo uns com os outros. Isso é perfeitamente esperável e não prova o que afirma, como bem deve saber.

    4. A Crítica tem perdido qualidade?
    Talvez sim, não sei. Parece-me ver aí um tom acusador, dado que não se apresentam razões para dizer tal coisa. Mas é perfeitamente natural que a qualidade vá variando, até porque é algo que depende da disponibilidade de quem escreve e de muitas outras coisas, até do desleixo. Mas era aí que precisávamos algo mais do Fm, além da simples acusação. Se é leitor há anos da Crítica é porque tem apreciado o que aqui se publica, pelo que deveria também ajudar-nos a não perder qualidade, indicando alguns exemplos e até dando algumas sugestões. Isso é muito bem vindo, pode crer.

    5. Banalidade.
    Claro que neste blogue há coisas mais banais do que outras. E mesmo quando isso não é o tom geral, pode acontecer. Há drama nisso? Não me custa nada reconhecer que já escrevi alguns posts que não me pareciam banais e que, bem vistas as coisas, talvez o sejam. Os autores da Crítica estão impedidos de cair na banalidade, mesmo que achem que isso é indesejável? A questão é se os posts sobre banalidades neste blog se estão a tornar uma banalidade. De resto, parece-me que as referências à Maria só pretendem picar o interlocutor. Perfeitamente dispensável, quanto a mim. Deve haver melhores argumentos.

    6. Anonimato.
    Neste aspecto passo a mão pelo pêlo do Matheus, pois tenho de concordar com ele. O Fm está à espera que as pessoas se dêem ao trabalho de pesquisar sobre o seu perfil na net para saber quem é? Por que não diz logo quem é, sem ser jogar às escondidas com o seu interlocutor?

    E não, o exemplo de Bob Dylan, Lady Gaga, etc. não são bons exemplos do que pretende mostrar. Toda a gente conhece Bob Dylan e sabe que pessoas estão a ser referidas. Lady Gaga e Bob Dylan não são anónimos. Mostram a cara e expõem-se publicamente, apesar dos pseudónimos.

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  32. Fiquei impressionado com tantos comentários. Pensava que alguém estava a discutir a ideia exposta de haver uma mentalidade da privacidade em certas sociedades, que faz as pessoas de uma dada profissão dizer mal dela mesma, mas nada fazer para tentar melhorá-la. Infelizmente, quase ninguém falou de tal coisa.

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  33. Também num partido político, geralmente, os militantes, independentemente das suas profissões ou locais de residência, defendem-se dos ataques por parte de militantes de outros partidos. É possível e provável que isso ocorra na Crítica.

    O interesse para passarem a mão no pêlo uns dos outros é o sentimento de pertença ao grupo. Neste caso, o grupo é o grupo de autores da Crítica. Isso pode ser encarado como uma espécie de corporativismo.


    Quanto à questão da qualidade, sim, penso que perdeu em qualidade e regularidade, dado que no meu tempo de curso utilizei várias vezes textos da revista, portanto falo de textos introdutórios, por exemplo, e com interesse para estudantes universitários ou outros, e penso que hoje esse recurso seria menos frequente, e mais focado nos textos em arquivo na revista. Parece-me que, agora, são publicadas mais recensões a livros do que outra coisa.

    Sugestões: mais textos sobre estética, por exemplo, ou ontologia. Textos arriscados, com o pensamento dos próprios autores do mesmo, sobre estes temas, e não meras recensões ao pensamento de outros. Textos em que o autor como que pusesse em parênteses muito do que sabe e discorresse focado exclusivamente no presente. Por exemplo, um texto sobre estética a partir de uma fotografia, uma paisagem, ou mesmo sobre ontologia ou até cosmogónicos ou escatológicos. Arriscar.

    Quanto ao anonimato, não estou à espera de nada e parece-me uma questão secundária. Apenas falei disso porque o Matheus (e depois o Rolando) pegou nessa questão. Parece-me pouco importante.

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  34. A afirmação não é "Penso que não há problema em alguém trabalhar fora da sua área académica, desde que o faça bem" mas "Penso que não há problema em alguém trabalhar fora da sua área académica, desde que o faça bem. Parece-me que cavar batatas é bem mais fácil do que ensinar psicologia e, por isso, será também mais fácil que um filósofo o faça melhor do que ensina psicologia". A conclusão é que é difícil um filósofo ser um bom professor de psicologia. Apesar de cavar batatas não ser fácil, como afirma Aires, demorará menos tempo a aprender a fazê-lo bem do que a ensinar bem psicologia. Isto para o Rolando e painel. Para o Matheus: desengane-se, homem, não é subterfúgio para atacar o Rolando. Apenas a afirmação da crença de que não devemos fazer aquilo que não sabemos fazer bem, profissionalmente, sem acompanhamento. E - e agora para o Aires também - isso deve estar acima de meras questões de gosto ou propensão. Claro que o Rolando ou o Manuel podem ser excepções ou casos raros, sendo filósofos e ainda assim excelentes professores de psicologia, ao passo que o Fernando é um mau cavador de batatas há 30 anos. Mas é como dizem... a excepção confirma a regra.

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  35. E se eu agora dissesse (coisa em que realmente não acredito) que a acusação do Fm-Ra de que há corporativismo entre os autores da Crítica é movida pela inveja de não ser autor da Crítica? Francamente, não há paciência para este tipo de conversa em que se atribuem intenções a pessoas que mal se conhece. É uma conversa algo inútil e intelectualmente pobre.

    Outra coisa: por que razão o Fm-Ra não escreve uns textos arriscados e os publica num blogue criado por si? Bolas, estou um bocado farto que queiram mandar em mim. Façam aquilo que dizem aos outros para fazer, por favor. Olhe, por mim até pode publicar os seus textos arriscados sobre escatologia aqui na Crítica.

    De resto, um dos exemplos de falta de qualidade da Crítica é caixa de comentários sobre este texto do Desidério, em que estamos todos a discutir tretas.

    Pronto, desabafei! E agora calo-me, pois prefiro ocupar o tempo com discussões mais interessantes.

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  36. FM-Ra,
    Reage - e tem esse direito - contra a falta de qualidade da Crítica. Recordo-lhe que a Crítica era uma publicação gratuita e precisamente para ter mais qualidade passou, a determinada altura, a ser paga pois desse modo o Editor poderia compensar os colaboradores. Quando passou a ser paga, recordo, apareceram muitas reacções como a sua. Que somos corporativistas, que só queremos é ganhar dinheiro para promover o nosso trabalho, etc. A Crítica passou de novo a ser gratuita. Vivemos das colaborações que amavelmente os nossos leitores e estudiosos nos enviam e que são sujeitas a análise imparcial como explicamos na secção "submissões". Ainda assim recusamos muitas submissões, sempre com a atitude didáctica de recomendar reformulações aos textos e continuar a contar com as pessoas. Conheço poucas publicações com esta postura. Em regra os autores pagam para serem publicados em revistas especializadas. E o FM- Ra pode tirar a prova dos nove do que estou a dizer. Envie um artigo e rapidamente verá o tratamento a que é sujeito. E certamente que será um contributo da sua parte para melhorar a Crítica. Pessoalmente não sei avaliar universalmente se a CRítica é uma boa revista ou não. Para mim é muito mais do que a licenciatura que fiz. Muito antes de colaborar na revista. Mas estou certo que universalmente podemos considerar a Crítica o mais completo e extenso arquivo de filosofia contemporânea em língua portuguesa que, como sabe, é uma língua com cerca de 200 milhões de falantes, sendo que ( e agora improviso) terá provavelmente 20 milhões de potenciais interessados em filosofar e escrever filosofia.

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  37. A queixa de que a Crítica perdeu qualidade nada tem a ver com o tema do meu post. As coisas são muito simples. Se o meu post é banal, não merece resposta. Se merece, é para falar do que ele fala e não para fazer críticas a não sei o quê. Quem quiser enviar sugestões ou críticas para a Crítica, pode fazer isso directamente na secção Sobre nós. É para isso que serve.

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  38. Os últimos comentários do Rolando e do Aires são como os daquelas pessoas que, ao ouvirem que o sue clube de futebol está a jogar mal, respondem tocados "por que não joga você para ver se faz melhor?". Como se não pudéssemos constantar factos e falar sobre eles; como se apontar um problema não fosse o ponto de partida para a sua solução. Basta irem à secção de estética da Crítica, contarem os artigos, e verem, por exemplo, quantos existem de 2010. Por existirem poucos, isso obriga-me de algum modo a escrever textos para a mesma? Obviamente que não.

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  39. Este comentário foi removido pelo autor.

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  40. Exacto. E também faz lembrar os treinadores de bancada.

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  41. Não está a afirmar que só os realizadores de cinema podem ser críticos de cinema, pois não? Ou que todas as críticas a filmes têm de ser favoráveis aos mesmos? Ou será que os espectadores não podem também ter opinião e exprimi-la? "Gostaste do filme?", "Nem por isso, achei banal, trata de um assunto muito batido, e não acrescenta coisa alguma à discussão do mesmo". Mais, se quer ser coerente com o que me parece afirmar, tem de apresentar uma petição ou uma carta à Assembleia da República ou ao Ministério da Educação sempre que faz comentários sobre assuntos que são efectivamente tratados nesses locais ou por essas entidades. Não me parece que o faça mas... posso estar enganado.

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  42. A analogia não é muito boa. Mais apropriada seria: uma pessoa vai a uma palestra de alguém que está a falar de alhos e vai lá queixar-se de bugalhos.

    O post nada tem a ver com a qualidade ou falta dela da Crítica. Tem é a ver com a atitude de uma pessoa que estuda estética, tem qualificações em filosofia, mas está-se nas tintas para ajudar os outros escrevendo artigos, ao mesmo tempo que exige que os outros escrevem artigos para ela. Este é o tema do post. Pode ser banal. Pode ser falso e ter aspectos errados. Mas nada disso tem a ver com haver muitos ou poucos artigos na secção de estética.

    E, claro, há mais ou menos artigos na secção de estética consoante mais ou menos pessoas me enviarem artigos de estética que tenham qualidade suficiente para publicação.

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