3 de maio de 2010

Uma sugestão de um leitor

Um leitor contactou-me a propósito do disparate que foi dezenas de comentários totalmente laterais ao meu apontamento. Eu tenho algum prurido em apagar comentários que, sendo laterais e irrelevantes para o tema do apontamento em causa, me atacam ou mandam bocas, porque os autores depois queixam-se que estou a fazer censura. Não é disso que se trata. É preciso distinguir discordâncias de ideias e ataques a ideias que eu ou outra pessoa escreve de ataques a pessoas. Mas a verdade é que situações como a desse apontamento, com dezenas de comentários totalmente laterais, frustram os leitores. O leitor que me contactou disse-me que começou a ler os comentários por se interessar pelo tema do apontamento, para descobrir depois de os ler que nenhum o discutia. E fez uma analogia importante: seria como navegar na Crítica, ir para a secção de filosofia da mente, e depois de ler várias páginas de um artigo descobrir que nada tem a ver com essa disciplina. É frustrante.

O que podemos fazer? Duas coisas. Primeiro, os autores do blog não mais responderão a insultos nem a comentários laterais. Este serão apenas ignorados ou mesmo apagados.

Mas o leitor que me contactou disse outra coisa que é verdade: sendo laterais, algumas coisas ditas no dito apontamento foram importantes, mas estavam no lugar errado. Nomeadamente (digo eu), as críticas gerais à Crítica, as sugestões de leitores sobre o que gostariam de ler, são sempre bem-vindas; mas não como comentários a um apontamento sobre outro tema. Então, o leitor sugeriu-me a criação de um fórum.

À partida, não sou muito sensível à ideia. Mas gostaria de ouvir os leitores. Outra alternativa seria a criação de um fórum por email, no YahooGroups, que exige bastante menos trabalho da minha parte. Gostariam os leitores que existisse um fórum online ou por email associado à Crítica?

27 comentários:

  1. Completamente desnecessário. O blog serve exatamente esse papel de ser um espaço para debatermos e discutirmos assuntos de filosofia. Até mesmo a qualidade da revista e do blog pode ser debatida se os autores criarem um post sobre o assunto. Qual a vantagem do forum no Yahoo Groups? Dar menos trabalho para controlar as discussões? Mas nesse caso ficamos com a revista, o blog e mais um fórum? Não vi nenhuma vantagem.

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  2. Já tive um comentário apagado e não me incomodo com isso. É necessário, da parte daquele que expressa sua ideia, uma coerência com a proposta da discussão. Caso exista, o forum por si só se perderia, e, provavelmente aumentariam devaneios e insultos, ponto errado para a livre discussão sensata e filosófica.

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  3. As razões que tenho contra um fórum são precisamente essas: seria quase só lixo, muito provavelmente. Na verdade, a Crítica teve um fórum. E apaguei por não haver qualidade.

    Os leitores devem sempre lembrar-se de algo: a secção Opinião publica textos curtos, de duas páginas, que qualquer pessoa me pode enviar. Além disso, podem escrever directamente para mim e propor temas para discussão no blog -- incluindo críticas à Crítica, sugestões, etc. É verdade que no blog as pessoas não podem dar início a um tema próprio. Mas basta mandar-me um email, como aconteceu neste caso.

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  4. Criar um fórum aberto para acabar com a insatisfação de alguns leitores é abrir as portas para posts de amadores, participantes anônimos, falácias e todos aqueles vícios associados com discussões na internet que tanto criticamos. É um meio de resolver um pequeno problema criando outros mil ainda piores.

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  5. Também acho que a criação de um Fórum é desnecessária e até contra-producente.
    Confio na moderação de comentários dos autores da Crítica (quando alguém se insurge contra a minha moderação nos Cafés Filosóficos que organizo, sugiro que comece um ele própio - a analogia pode ser vir aqui)

    No entanto acho que essa moderação (ao contrário do que é implicitamente sugerido pelo Matheus) não deve cortar posts de amadores e falácias (participantes anónimos, insultos e outros vícios, claro que sim).
    Afinal o trabalho filosófico também consiste na detecção de erros de raciocínio e confusões intelectuais. Aprendemos todos com isso.

    abraços,
    Tomás

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  6. Só eu faço moderação; no início isso não era assim e deu origem a alguma confusão. Não elimino falácias. Apenas elimino insultos, e nem sempre.

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  7. Apenas para fazer coro contra a necessidade de um fórum - que a Crítica *já* teve e que não contibuía com muito.

    Nem de uma *outra* lista, que acabaria por dar no mesmo - quem mais tem a acrescentar escreve textos para a Crítica ou para o blogue da Crítica, um fórum ou uma lista reuniria muito material amador, muito ego, muita diatribe e pouca filosofia. Assim, logo seria evaziado. E ficaria ainda pior.

    É um bom exercício para quem gosta de debater em fóruns e listas passar a escrever textos curtos de opinião e submeter à publicação. Falo por mim, inclusive. Mais disciplina, mais seriedade, mais rigor, menos personalismo, mais estudo...

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  8. Ou distraí-me ou a filosofia de funcionamento deste blog mudou muito desde a sua aparição. Hoje o seu público alvo é constituído pelos filósofos profissionais ou semi-profissionais. Faz falta um blog para aprendizes de filósofo ou curiosos como eu. Este blog não preenche essa lacuna e venho aqui com muito menos frequência do que vinha no início.

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  9. Concordo que não há necessidade de um fórum ou outro espaço para certas discussões se as discussões nas caixas de comentários servirem o seu propósito, que é serem acerca dos artigos aos quais são comentários, e respeitando as regras dos mesmos.

    Mas isto não é o que aconteceu no caso em discussão nem ainda noutros. Até agora praticamente todos concordam que o fórum seria um espaço que dá azo a muita irrelevância filosófica, discussões sem qualidade, devaneios, insultos, etc., mas talvez devessem avaliar se algumas destas coisas não estão a ocorrer no blog.

    Fui eu o leitor que deu esta sugestão ao Desidério. E não se trata de mera insatisfação de leitor, como o Matheus parece desvalorizar. Suponho que as coisas quer na revista, quer no blog, estão organizadas por categorias porque essa disposição facilita de algum modo o uso dos recursos. Assim sendo, também os comentários, julgo, devem estar organizados - e não é nada complicado fazê-lo visto que, desde logo, são comentários. Ou seja, deviam ser acerca dos assuntos dos artigos.

    A minha sugestão teve origem na irrelevância de quase todos os comentários ao artigo "Sociedades da privacidade e desresponsabilização". Alguns, para além de irrelevantes quanto ao artigo, reflectem o tipo de discussão de fóruns de internet que aqui algumas pessoas incoerentemente criticam.

    Por outro lado, os comentários podem ser irrelevantes para o artigo aos quais supostamente são comentários sem serem, contudo, irrelevantes quer filosoficamente quer para o blog ou revista. Daí que achasse que estes mereciam um espaço, mas um diferente dos comentários a artigos sobre outros assuntos.

    Sinceramente, tal como disse logo ao Desidério, também não acredito que o fórum resolva esta questão ou pelo menos não o faça sem trazer ainda mais moderação e mais trabalho. Por isso, penso que por ora o melhor seria as pessoas não iniciarem nem alimentarem discussões laterais nos comentários e, em vez disso, como sugeriu o Desidério, enviarem um email com o intuito de ser publicado um artigo sobre o que pretendem discutir.

    Infelizmente, algumas pessoas talvez continuem a preferir os comentários para escrever o que lhes vier à mente sem atender a mais nada. Mas acredito que outras evitarão fazê-lo e optarão por enviar um email. Isto poderá aumentar o trabalho pois também os emails ou os temas propostos terão de ser aceites ou não. Mas ao menos no caso de não serem aceites não estiveram desde logo publicados sob a forma de comentário.

    Ricardo Miguel

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  10. Concordo com o Ricardo Miguel, e ficarei mais atento aos comentários que nada têm a ver com o tema dos apontamentos.

    Qualquer leitor pode escrever-me a propor um tema para um breve apontamento que queira ver discutido.

    Quanto à crítica do Parente: tudo depende da disponibilidade de tempo e dos interesses de quem escreve o blog, ou de quem envia artigos para publicação na Crítica. Mas gostaria de continuar a oferecer a aprendizes de filosofia artigos informativos, na revista, e estímulo mental, aqui no blog. Todas as sugestões são bem-vindas.

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  11. Eu estou espantado com a reação das pessoas com a conversa do amador em filosofia. Certamente, se o mesma tema surgisse numa discussão sobre biologia ou química ninguém iria reagir desse modo. Qual é o problema em ser amador? Eu sou amador em todas as áreas que não são filosofia. Gosto de física, mas sou amador em física e não me sentiria incomodado se em um site de física tivesse um comentário eliminado por ser irrelevante ou não pudesse ter a mesma liberdade de criar tópicos de discussão que os autores do site.


    Tomás: quando me referi a posts de amadores eu tinha em mente textos e tópicos de discussão criados por amadores, e não posts de comentários.

    Parente: o blog é aberto a todos, profissionais, semi-profissionais e amadores. Mas certas práticas comuns em fóruns organizados por amadores pode ser evitada aqui.

    Ricardo: não vejo incoerência de crítica a comentários laterais ao artigo "Sociedades da privacidade e desresponsabilização". Se está se referindo a mim e aos outros autores do blog eu não entendi a sua colocação, pois todos responderam às críticas laterais de um anônimo, enfatizando exatamente esse fato de serem críticas que desviaram do tópico em discussão. O que mais deveríamos fazer?

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  13. Lamento, mas o que aconteceu não foi o que Matheus está a afirmar - que todos responderam enfatizando o facto de as críticas serem ao lado -, não obstante os meus comentários poderem ser desviados do assunto. Basta para isso que se leiam os comentários. Isso ocorre nos comentários das 16.13, 19.14, 20.15, 10.03, e nenhum deles é do Matheus ou do Rolando.

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  14. Também discordo que haja necessidade de um fórum. Concordo com o Matheus que fazê-lo traria os problemas próprios de blogs e similares que tenta-se por aqui evitar. Acho que propor alguns posts no próprio blog para discutir alguns problemas relacionados à revista é pertinente, mas ressaltando que se isso se tornar recorrente, o site pode deixar de cumprir a sua função que é propor discussões sobre temas diversos da Filosofia. O Crítica não é um site criado pra falar de si mesmo. Mas se há problemas precisamos discuti-los. Cabe também aos leitores un mínimo de discernimento. Não é elegante e pouco racional atacar as pessoas quando se discorda das ideias que elas exprimem. Mas caso alguém queira fazê-lo, deve dirigir-se à pessoa a parte e se discorda das ideias que são propostas, deve discuti-las e não atacar o seu defensor. E em sites como o Crítica, no qual se discutem ideias, o moderador tem não só direito como o dever de apagar aqueles posts que não contribuem em nada para a discussão e ainda ofendem as pessoas que estão ali para discutir e não guerrear.

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  17. Eu acho que fui claro, mas vou repetir: o que eu disse foi que você entrou num tópico do artigo "Sociedades da privacidade e desresponsabilização" usando isso como pretexto para ofender as pessoas que trabalham nesse blog: você disse que o texto era banal, que o Rolando era antiético, que o blog estava ruim, etc e eu fiz questão de mencionar que isso era um pretexto para ofensas e nada tinha a ver com o tema da desresponsabilização. De qualquer modo, senhor anônimo, não vá desviar desse tópico de novo, certo? O tópico é sobre a proposta do Ricardo.

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  18. Quanto ao fórum, parece-me desnecessário. Há o blogue, caixas de comentários e e-mails.

    Quanto a si senhor Matheus, tenho todo o direito de dizer o que digo no comentário anterior, dado que referiu a minha pessoa e, caso seja o seu desconhecimento, existe na comunicação social um instrumento denominado "direito de resposta":

    Quanto ao enviesamento de interpretação do senhor Matheus, bem como à linguagem dissimulada por si usada, que por ser autor neste blogue se julga rei e senhor, apenas o posso apelidar de fascizóide. Recordo que foi o senhor Matheus a referir a minha pessoa num seu comentário a este post. Vindo depois acusar-me de querer mudar o assunto desta caixa de comentários. Assunto encerrado da minha parte, senhor Matheus.

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  19. A minha experiência deste blog, diz-me que o interesse de um amador ou aprendiz de filósofo não é conciliável com o de filósofos profissionais ou semi-profissionais. No meu caso, voltarei a visitar este blog com a frequência que já o fiz quando atingir um nível de conhecimentos compatível com uma participação activa nas discussões.

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  20. Parente,
    Encare o que lhe vou dizer como uma sugestão: hoje em dia o iniciado em filosofia dispõe de muitos materiais acessíveis para se lançar na discussão de argumentos filosóficos. Eu próprio não entro em todas as discussões do blog porque, mesmo sendo formado em filosofia, não disponho de informação suficiente. Mas é precisamente para isso que a Crítica também serve, já que é um arquivo muito interessante para iniciados. Há um ponto curioso na Crítica: Em todas as secções existe uma subsecção que se chama "artigos introdutórios" que ajudam qualquer iniciado. Uma outra sugestão, que me parece boa principalmente para quem dispõe de pouco tempo para a filosofia é ler cada subsecção de "artigos introdutórios" de cada vez. Pode ainda ter um outro recurso: se pegar nos livros genéricos publicados em Portugal pode ler os capítulos de cada um referentes a cada problema. Assim, recolhe em pouco tempo informações suficientes para se lançar na discussão. Outro dado importante: eu próprio me lanço nas discussões, cometendo erros, para testar se estou a pensar com alguma consequência ou não. Talvez mais importante que a existência do blog ou da Crítica é a imensa disponibilidade só compreensível pela paixão que os move de gente como o Desidério, o Aires, o Vitor e Matheus para nos responderem sempre que apresentamos problemas. Esta é melhor coisa que temos, filosofia ao vivo e grátis :-)
    Eu gosto muito do formato fórum por uma razão: porque podemos responder usando o e-mail. Facilita principalmente para quem tem sempre ligada uma boa caixa de e-mail. Em todo o caso não me parece que exista de momento necessidade de tal coisa.

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  23. Devido a existência de comentários que fogem do assunto dos posts, mas que são importantes para alguns leitores, o Ricardo sugeriu a criação de um fórum do Critica. Eu penso que esta idéia não é boa porque, entre outros problemas, acabariam surgindo muitos posts criados por amadores de filosofia.

    Ao dizer isso parece que eu ofendi algumas pessoas, porque o termo "amador" é também usado com uma conotação depreciativa de incompetência. Para evitar essas conotações talvez seria melhor falar de pessoas que não são profissionais da área. O problema que quis apontar é que num fórum em que qualquer participante possa criar tópicos de discussão a probabilidade de termos discussões despropositadas e tópicos mal formulados é maior, e é só.

    Eu também quero deixar bem claro que quando falo em profissional de filosofia eu tenho em mente um conjunto bem restrito de pessoas que trabalham com filosofia: tenho em mente pessoas com uma formação sólida, que saibam argumentar, fazer distinções conceituais sutis, conhecem a bibliografia relevante, etc. A partir desses critérios a maior parte dos filósofos "profissionais" no Brasil sequer são filósofos, que dirá profissionais. Desse modo, muitos amadores que participam do blog, i.e, pessoas que não são profissionais da área, sabem filosofar mais e melhor do que esses "profissionais" que infestam as academias brasileiras. Que isso fique claro para que as pessoas não tenham uma idéia errada do que eu disse ou se sintam diminuídas. O Parente, por exemplo, argumenta melhor do que a maioria dos professores que tive na graduação e na pós-graduação.

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  24. Eu próprio já tinha sugerido a criação do fórum de discussão.

    Julgo perceber o que o Parente quis dizer quando referiu que a Crítica já esteve mais virada para curiosos (como ele e eu) e que agora estará mais virada para profissionais.

    Há uns anos cruzei-me com um livrinho curioso: “O que quer dizer tudo isto?” de T. Nigel. Foi o primeiro livro introdutório que li e logo se seguiram outros.
    Acontece que o comum dos mortais que se cruze com um livro destes e goste de pensar fica com uma vontade imensa de debater todos esses temas com alguém. Na altura existia a saudosa Argumentos (que infelizmente se desvirtuou muito numa fase final) e aí podíamos fazê-lo: Será que Deus existe? Será que podemos matar? Será que podemos saber? Será que somos verdadeiramente livres? Será que…?
    Todos os problemas “básicos” abordados nos livros introdutórios são extremamente interessantes. Qualquer pessoa minimamente curiosa se deixa levar por eles e gosta de os discutir, com maior ou menor inteligência, com maior ou menor conhecimento de causa, com maior ou menor preparação.

    Houve tempos em que a Crítica era um local em que estas discussões aconteciam e eram mantidas por todo o tipo de gente. Os tais curiosos e amadores.
    Ainda me lembro de escrever na argumentos pela primeira vez, basicamente a apresentar-me e a revelar a minha imensa ignorância sobre o tema, e logo ser acolhido por uma carrada de mensagens de boas vindas, com sugestões de leitura, de percursos e de discussões. Não tenho qualquer dúvida em que foi graças à Crítica e à Argumentos que mantive o meu interesse pela Filosofia e que me levou agora a tirar um curso um pouco mais a sério
    .
    Hoje não é tanto assim. Um curioso que aqui chegue não terá muitas oportunidades para participar nem se sentirá muito tentado a isso. Julgo que este não será o local que propicie que um curioso entre no meio, conheça as pessoas e se envolva na discussão. Para isso é necessário diálogo, discussão e interacção. Um blogue não o permite, apenas um fórum pode facultar essa oportunidade. Claro que para o público mais conhecedor (os tais “profissionais”) a Crítica está excelente e o fórum provavelmente não fará falta.

    Dito isto, concordo que um fórum facilmente se desvirtua. Isso aconteceu com a Argumentos e com tentativas anteriores. Mas que é pena é, pois se funcionasse seria uma excelente oportunidade para todos os curiosos e amadores se envolverem na filosofia.

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  25. O meu tempo não é infinito. Isto significa que tenho de dar prioridade a certas coisas. Eu penso que outras pessoas devem fazer outras coisas. Não tem de tudo ser feito pela Crítica. Por exemplo, tu mesmo, Jaime, podes criar um fórum; ou uma lista de email. Isso poderia ficar ou não associado à Crítica, mas seria o lugar onde os iniciantes dariam os primeiros passos, sem exigir da minha parte horas diárias a ler e responder emails.

    Eu defendo a diversidade. Acho que as coisas não devem ficar centralizadas. Até porque isso torna tudo muito monolítico. E penso também que não se pode exigir de mim mais do que já faço e já fiz ao longo de anos. Agora é tempo de outros fazerem algumas das coisas que já fiz, e é bastante provável que as façam melhor do que eu fiz.

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  26. Desidério, meu caro, não estava a fazer uma Crítica à tua actuação. Percebo perfeitamente que o tempo não chega para tudo; não era minha intenção exigir mais do que aquilo que já fazes, que é imenso e de louvar.

    Estava apenas a dar a minha opinião sobre o forum e do papel que este poderia ter para os iniciados, nada mais.

    Quanto à descentralização e outras iniciativas, também acho positivo, essa é a razão que me levou a tentar lançar as tertúlias. Vamos lá a ver no que isso vai dar; qie, sabe eu ganhe alento para outras iniciativas...

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