16 de junho de 2010

Estão aí os exames

Aproximam-se os exames nacionais. Por esta altura milhares de estudantes do ensino secundário começam a sentir alguma ansiedade. Tal ansiedade, se não for excessiva, pode até nem ser indesejável. Ao logo das suas vidas pessoais e profissionais, os jovens irão provavelmente passar por situações idênticas, em que, num par de horas, muita coisa importante pode estar em jogo. É bom que estejam preparados para enfrentar tais situações e que sejam mesmo capazes de as encarar como oportunidades a aproveitar. Pode continuar a ler aqui o artigo sobre os exames nacionais, que escrevi para o Público.

4 comentários:

  1. Há um aspecto dos exames nacionais que não se relaciona com a avaliação dos alunos, mas que merece ter em conta: é que os exames são também um bom nivelador do trabalho do professor.
    As escolas obrigam os professores a reunirem, mas sempre notei um cuidado muito maior entre colegas na leccionação das matérias quando existia exame nacional (estou a referir-me à filosofia). Era comum os colegas perguntarem uns aos outros: "em que parte vais?" "como estás a leccionar esta parte?", "não achas melhor leccionar deste modo?". A inexistência dos exames eliminou também, e muito, este cuidado. Sabendo que os alunos não são sujeitos a exame, que problema há se não se cumprir o programa? E se não se leccionou com rigor que problema há?
    Claro que os exames não servem para avaliar os professores e seria injusto se os professores fossem avaliados em função do exame, até porque professores de ed física ou trabalhos manuais estariam sempre em vantagem já que não teriam este instrumento para medir o trabalho com os alunos, mas ainda assim parece certo que os exames são uma forma eficaz de dar alguma indicação do trabalho do professor.

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  2. E mais: sem exame, os maus professores conseguem passar despercebidos caso dêem boas notas aos alunos. A partir do momento em que surge o exame o caso muda de figura.
    Pedro

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  3. Caso nunca se tivesse acabado com os exames, a fantasia da avaliação de professores nunca teria sido necessária.

    Eis uma contrafactual razoável, parece-me.

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  4. O problema é que o ensino é diversificado e a avaliação serve também para progredir. E há disciplinas que são pura e simplesmente de exigência técnica e pouco mais. Dou-te um exemplo muito prático. Para progredir um professor tem de fazer formação na sua área específica, o que me parece bem. vais a uma escola e tens dezenas de formações em TIC, Ed Física ou artes, mas nenhuma em filosofia, física, química, biologia, matemática. Vieste à Madeira, salvo erro, em 2007. Vamos em 2010 e não mais apareceu qualquer formação em filosofia, nem se prevê que apareça. E isto, como sabes, não é um problema insular já que no país inteiro, a realidade é pouco melhor.

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