28 de junho de 2010

Filosofia e reforma curricular

Soube a partir DAQUI que anda a circular um powerpoint sobre a proposta de reforma curricular para os ensinos básico e secundário. Numa análise muito rápida, como é que ficaria, segundo esta proposta a disciplina de filosofia? O documento dá a entender que o ensino secundário passaria a ser de 4 anos, sendo que os primeiros dois seriam de formação geral e os dois últimos de “ensino secundário superior” subdividido entre cursos científico humanísticos e ensino profissional. Estas são as designações dadas. A filosofia desaparece do 10º ano e passa a constar como formação geral obrigatória para os dois últimos anos de “ensino secundário superior” dos cursos científico humanísticos dos,11º e 12º anos. Se assim for, a disciplina de filosofia deixa de existir – se é que ainda existe de facto – como opção no 12º ano. Por curiosidade, a híbrida disciplina de Área de Integração deixa de existir, pelo menos como formação geral, nos cursos profissionais. A minha pergunta é: que lugar deve ocupar a disciplina de filosofia na formação geral que se propõe do secundário para 4 anos? Deve existir somente nos 2 últimos anos de “ensino secundário superior” ou deve existir nos 4 anos de ensino secundário? E se não é obrigatória para os 9º e 10º anos, será que faz sentido como opção para estes 2 anos? Ou será que se esta proposta for para a frente é um momento oportuno para propor a disciplina de pensamento crítico que ainda não existe nos currículos do ensino público não superior em Portugal? Aceitam-se sugestões. O documento merece ainda outra análise, pelo discurso que envolve e pelas propostas que faz, mas para já pretendo tratar somente a questão da disciplina de filosofia. Se algum leitor tiver dificuldade em descarregar o ficheiro pode pedi-lo para o e-mail do Assistente Editorial da Crítica que o mesmo será enviado por esse meio.

2 comentários:

  1. Boa noite.

    Penso que deveria ser constituído um Grupo de Trabalho que analisasse estes documentos e
    contra-propusesse algo para a Filosofia...
    O ideal seria criar uma "Federação", com 1 representante de cada instituição.
    Se isso não for possível, que avance quem quiser e puder!
    Julgo que esta Proposta vai diminuir para menos de metade o número de professores de Filosofia nas escolas. (noutra oportunidade, poderei apresentar os meus dados estatísticos)
    Concordo com a ideia do Rolando Almeida, relativamente ao «Pensamento Crítico», mas também sei que existem outras Propostas como a «Ética» (à semelhança do que se passa em Espanha).
    Aguardemos mais contributos.

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  2. A Filosofia devia fazer parte do currículo, pelo menos, desde o 5º ano. Mas isso era se a ideia fosse ensinar, de facto. Como cada vez me vai parecendo mais que a ideia não é bem essa...

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