10 de julho de 2010

Antony Flew

 O progresso em filosofia é diferente do progresso na ciência, mas isto não significa que seja impossível. Em filosofia dirigimos a atenção para a natureza essencial da argumentação dedutiva; distinguimos entre questões acerca da validade e invalidade dos argumentos e entre questões acerca da verdade ou falsidade das premissas ou das conclusões daqueles; indicamos o uso estrito do termo falácia e identificamos e elucidamos falácias como, por exemplo, a da manobra do «mas há sempre alguém que nunca há-de concordar». Haverá progresso sempre que estas coisas forem alcançadas através de um raciocínio melhor e mais eficiente – mesmo que o consenso e a persuasão sejam apenas aparentes ou incompletos.

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