25 de julho de 2010

concurso filosofia da música

Uma vez que faltam 3 dias para terminar o concurso filosofia da música e ainda não houve textos concorrentes apresentados, decidi prolongar o prazo até Quinta-feira e em vez de escolher entre dois tópicos os leitores poderão escrever sobre qualquer tema relacionado com música, desde que lhes pareça que a discussão é filosoficamente interessante. Fica também a cargo dos leitores decidir o que é filosoficamente interessante aqui. Os textos podem ser postados na mensagem original ou nesta.

4 comentários:

  1. Filosofia da Música
    Poderemos pensar as emoções musicais como algo independente do aparelho sensório-perceptivo-motor?
    A musica como o pensamento de emoções, como a definição de algo puro que são as emoções indistintas, definidas assim como emoções musicais.
    O músico pensa os sons ou conjunto de sons, ao dar-lhes um forma definida que se pensa perfeita, permitindo um emoção que por indistinta e humana se transmuta na emoção própria de um objecto formal, que é identificado como sendo uma emoção, agora definida sobre uma perspectiva sensitiva-motora, pura mas sentida, o que permite uma definição físico-sensitiva, perspectivada e assim vivida como uma emoção musical.
    A musica seria um processo de pensamento e de definição de emoções puras, indistintas como uma fonte, onde o que identificamos é a própria fonte, como uma abstracção, um conceito como emoção, criando formas que sublimam essa abstracção pelo sentir, não sabendo o que sentimos, mas sentindo o que pensamos, dirigin-do esse sentir puro para uma forma emocional, ou seja, susceptível de ser percepcionada emocionalmente, a que chamamos emoção musical.
    Nome Nelson Alexandre Barreiro Esteves
    Idade 31
    E-mail eeiideeggeer@gmail.com

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  2. Ainda vou a tempo de apresentar um contributo?

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  3. «Ouvir emoções na música»

    Ouvir música é ouvir emoções e senti-las, é impossível dissociá-las. Não há música que não as tenha e não as transporte para nós. Aliás, a música é uma das formas de exteriorizarmos e sentirmos emoções, talvez a mais bela e inocente. Que delícia assistir aos antigos filmes mudos ao som de uma orquestra que nos transmite, através da música, as emoções das personagens, os sentimentos de alegria e de medo e o habitual final feliz. As demais são difíceis de gerir, individual e colectivamente. Sozinhos, tendemos a reprimi-las e a mergulhar num estado de negação que, persistindo durante anos a fio, nos leva invariavelmente a estados depressivos e de ansiedade generalizada. Em grupo, tendemos pelo contrário a engrandecê-las, nuns casos pela positiva (oiçam os sons do velame das canoas a navegar no Tejo), noutros pela negativa, diariamente, no Parlamento e na Comunicação Social, através de coros de políticos e de comentadores e de formadores de opiniões e de verdades que nos asseguram que a crise veio para ficar e nos dão música que nos incomoda e enerva, que não pagámos para ouvir e que não conseguimos desligar!

    Mas também não há música sem emoções, desde a escrita à improvisada, que reflecte o estado de alma e o grau de sanidade do compositor no momento que compôs a música ou do maestro e da orquestra quando a interpretam ou do público quando a ouve e sente na pele as emoções de alguém que se viu correspondido no amor («Die Geliebte Müllerin ist mein!!»), ou que se sentiu extremamente feliz («Froh! Froh! Wie Seine Sonnen Fliegen durch des Himmels prächt’gen Plan!!!») ou esperançoso («Um bel dì vedremo»).

    No meu caso, quando oiço música, oiço as minhas emoções.

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  4. Quando saíra o resultado? ele será divulgado aqui no blog?

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