27 de julho de 2010

Paulo Varela Gomes

Aqui. Apesar de o autor não se dar conta, os misticismos linguísticos que denuncia são normais, em todas as línguas, porque a linguagem é usada não apenas para comunicar, mas também para impressionar socialmente. Do mesmo modo que no séc. XIX era fino usar expressões francesas, hoje é fino usar expressões inglesas. Claro que quem valoriza mais a clareza de expressão do que as territorialidades sociais acha ridícula essa maneira de usar a língua. E tem razão.

1 comentário:

  1. Caros todos

    O texto do Paulo Varela Gomes é delicioso e aponta alguns sinais que me assustam. Mesmo reconhecendo a validade do comentário do Desi, de que estes estrangeirismos são normais, mesmo noutras épocas, fico seriamente preocupado, no caso dos estudantes (especialmente do ensino superior), se eles sabem mesmo o que estão a dizer. Ou pior ainda se dizem mesmo o que querem dizer, quando se perdem nas elucubrações com estrangeirismos.
    As licenciaturas pós acordos de Bolonha têm sido ímpares em demonstrar a falta de domínio do português, que antes já ocorria, mas era necessariamente disfarçado pela permanência alongada de 5 anos na escola.
    Quanto ao "policiês" e outros que tais, vêm do mesmo sítio que o "eduquês" no Nuno Crato. Vêm da nossa vontade de nos "armarmos aos cucos", quereremos parecer mais do que realmente somos. Daí, claro que só pode resultar verdadeiramente que fazemos figura de parvos.

    Mas o mais aberrante é que parece que ninguém se dá conta!

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