20 de agosto de 2010

Fim à vista

No que respeita ao destino final do universo, havia três hipóteses.
  1. O universo poderia atingir um ponto estacionário, em que a força de expansão seria neutralizada pela gravidade, mantendo-se o universo mais ou menos como é agora. 
  2. Ou a força da gravidade acabaria por vencer a força da expansão, e o universo acabaria por se contrair, dando origem a um Big Crunch (a que talvez se seguisse outro Big Bang). 
  3. Ou a força da expansão seria superior à da gravidade, continuando o universo a expandir-se para sempre, acabando toda a matéria por se dispersar cada vez mais. 
Esta última hipótese parece agora ter sido confirmada.

4 comentários:

  1. sabe, tem uma questão que me intriga toda vez que penso ou ouço algum comentar sobre o universo. Supondo que esteja em expansão, ou estacionário, ou ainda se contraindo; ele tem que estar contido dentro de algo. O que seria esse algo? Alguém já pensou nisso?!

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  2. olá psidiumguajava,

    consegue justificar esta sua asserção? "ele tem que estar contido dentro de algo."

    abraço,

    Tomás

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  3. Subscrevo inteiramente a “pergunta”, ou será antes a “ideia” do psidiumguavaja.
    Mas entendo e concordo também com o Tomás, que pergunta pela fundamentação da afirmação!
    Do ponto de vista do raciocínio cartesiano, parece óbvio, que algo exista em algo. Por outras palavras, alguma coisa está “sempre” contida em alguma coisa.
    Eu próprio há muitos anos atrás, comecei o meu processo de abandono de uma educação clássica teísta, porque não obtive na altura, uma resposta clara à dúvida simples derivada de saber quem tinha criado “Deus” se ele tinha criado tudo o resto?

    Partir para a hipótese de que o universo existe “apenas” sem estar contido em qualquer outra coisa, sem um começo e sem um fim físicos, é um raciocínio “mindfuck”.

    Consigo de uma forma muito limitada alcançar a abstracção necessária para imaginar uma realidade imensa como o universo, sem estar “apoiado” ou contido em algo, sem os “building blocks” que dão coerência à nossa existência física no planeta Terra: proteínas, bactérias, invertebrados, vertebrados, moléculas, genes, ADN, que combinados e recombinados, geram a vida na sua multiplicidade de formas, conteúdos, cadeias alimentares, equilíbrios ecológicos, agricultura, exploração de recursos naturais, energia nuclear, fábricas, cidades, universidades, investigação científica… enfim a nossa civilização.

    Mas não consigo elaborar muito nesse sentido, exactamente porque assumo empiricamente que todas as coisas que percepcionamos, quer pela evidência quer pela consequência do conhecimento fundamentado, se organizam numa lógica de conter e ser contido em… as diversas partes contribuem para um todo, com um objectivo concreto, que por sua vez é uma parte de um outro organismo mais complexo.

    De um ponto de vista mais abrangente, os homens e os animais, as plantas, os rios e os oceanos, constituem a Terra. A terra a Lua e os outros planetas interiores e exteriores com o Sol, constituem o sistema solar, que em conjunto com os outros sistemas solares constituem a galáxia, que em conjunto com as outras galáxias, constituem o universo…

    E este universo não contribui para constituição de nada? It’s mindfuck!

    Parece-me que sinto um pouco do que terá sentido Einstein, quando passou anos da sua vida a tentar enfiar a “constante cosmológica" na sua equação da relatividade, mas que no fim só a desfigurava e fazia desviar a sua capacidade de previsão científica de resultados certos, para valores menos certos do que os que se obtêm sem ela na moderna física quântica.

    Gostava de saber mais sobre as consequências para a nossa forma de raciocínio, ou mesmo para a lógica, desta novidade… se vier a ser confirmada e a fazer parte do “corpo do conhecimento”!

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