Avançar para o conteúdo principal

Submissões

A partir de agora passarei a divulgar estatísticas trimestrais simples de submissões de artigos para a Crítica, feitas pelo Rolando Almeida, a quem muito agradeço.

No trimestre de Maio a Julho, recebemos 28 submissões, das quais foram rejeitadas 21. Duas foram aceites e cinco ainda estão por decidir. Como se vê, o índice de rejeições, presumindo que os que estão por decidir terão uma decisão favorável à publicação, é de 75%. Se os que estão por decidir forem rejeitados, o índice será de cerca de 92%.

Apesar de estes números dizerem respeito apenas ao último trimestre, não são muito diferentes do que aconteceu em trimestres anteriores. Mas agora passaremos a poder comparar estes números, publicamente.

Comentários

  1. Seria importante também explicar as diferenças de exigências para as diferentes submissões (artigos de investigação, divulgação, opinião e resenhas). Já conheci pessoas que se sentiram injustadas com artigos de investigação rejeitados pela revista apontando artigos de opinião publicados pela revista que eram menos sofisticados - claro, era um artigo de OPINIÃO!

    É importante explicar essas diferenças de exigência, e até mesmo quais são os diferentes tipos de textos que a revista aceita, para evitar esses mal entendidos.

    E parabéns pela idéia, Rolando! Deve dar um tarbalho danado.

    ResponderEliminar
  2. Se as pessoas enviam artigos sem ler a página das submissões, então poderão não compreender as decisões. Claro que não há decisões perfeitas, e alguns artigos publicados talvez não tenham qualidade suficiente que tivesse merecido publicação, e outros que foram rejeitados deveriam ter sido publicados. Erros destes devem ser encarados com normalidade, e ocorrem em todas as revistas. A vantagem do anonimato é as pessoas terem a garantia que a aceitação ou rejeição do artigo não é influenciada por considerações pessoais.

    ResponderEliminar
  3. Matheus,
    As percentagens não deixam margens para dúvidas. Claro que existem artigos que são casos fronteira, como em qualquer revista ou publicação académica. O que interessa aqui saber é o diferencial geral entre artigos recebidos, aceites e recusados para publicação. Isso dá um bom indicador à luz, claro, dos critérios editoriais.

    ResponderEliminar
  4. Boa ideia. Ajuda na transparência do processo.

    Continuem com o bom trabalho.

    Ricardo Miguel

    ResponderEliminar
  5. Seria uma boa idéia criar uma seção na revista só para essa divulgação das estatísticas trimestrais, pois não é todo mundo que acompanha o blog.

    ResponderEliminar
  6. A ligação para as estatísticas já está na página das submissões, tu é que não viste! Vai lá e experimenta...

    ResponderEliminar
  7. Acredito que seria bacana disporem de uma página contendo o processo de avaliação.

    ResponderEliminar
  8. Isso já existe:

    http://criticanarede.com/submissoes.html

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

Isto colide com a ideia de que não só a filosofia, mas também as ciências como a física o…