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Animal racional ou bípede implume?, António Zilhão

Depois da Breve História da Filosofia Moderna de Roger Scruton, a Guerra & Paz publica na colecção Saber e Educação, o livro de António Zilhão, Animal racional ou bípede implume? Um ensaio sobre acção, explicação e racionalidade. É o número 2 da colecção.
Sobre a obra:
Animal Racional ou Bípede Implume? é o título da obra assinado pelo professor de Filosofia da Universidade de Lisboa que estará nas livrarias na próxima semana. Este ensaio, direccionado para universitários e entusiastas da área da Lógica/Filosofia, apresenta uma proposta de substituição do modelo da Psicologia Popular por um modelo que se inspira na Teoria da Evolução onde os protagonistas são os genes humanos.

Sobre o autor:
António Zilhão (1960) estudou em Lisboa, Graz e Londres, onde se doutorou. É professor de Lógica e Filosofia na Universidade de Lisboa. Foi investigador visitante no Max-Planck-Institut für Bildungsforschung, em Berlim, no Center for Philosophy of Science da Universidade de Pittsburgh, nos USA, professor visitante junto do Centre de Philosophie du Droit da Universidade de Lovaina, na Bélgica, e leccionou na pós-graduação em Filosofia na Universidade Federal da Bahia, no Brasil. Tem publicações em Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália e Brasil.
Título: Animal Racional ou Bípede Implume? – Um ensaio sobre acção, explicação e racionalidade.

Comentários

  1. Direccionado para entusiastas de lógica/filosofia? Bom, todos os livros de filosofia são direccionados para quem se interessa por filosofia, o que não é particularmente informativo. Mas porquê direccionado para os entusiastas da área de lógica se, como creio, se trata de um ensaio de filosofia da acção?

    Além disso, diz-se que o livro apresenta uma proposta de substituição de um modelo por outro. Mas modelos acerca de quê? Acho que falta dizer o que mais interessa.

    Tenho a certeza que este texto de apresentação não é do autor, pois o nível intelectual e académico dele está muitíssimo acima disto. Seja como for, o autor é mais do que recomendável. E penso que também o livro.

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  2. Olha que eu postei o texto sem pensar muito no conteúdo. Mas creio que é da contracapa.

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