17 de setembro de 2010

R. G. Collingwood

O artista tem de profetizar, não no sentido de predizer o futuro, mas no sentido em que conta às suas audiências, correndo o risco de lhes desagradar, os segredos dos seus próprios corações. A sua tarefa, como artista, é pôr a nu, desabafar. Mas o que tem para proferir não é, como a teoria individual da arte nos fará crer, os seus próprios segredos. Como porta-voz da sua comunidade, os segredos que tem de proferir são os dela.

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