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Revista Sábado e os erros nos manuais

A revista Sábado desta semana inclui um pequeno artigo sobre os erros nos manuais escolares, para o qual eu dei um contributo que foi resumido a duas linhas. O artigo leva a assinatura de Sara Capelo. Creio que ficou subentendido que o exemplo do silogismo referido no artigo com a Helena Roseta é um erro. De facto, esse apontamento não é da minha responsabilidade e nada se passa de errado com o silogismo e nem sequer é por usar o nome de Helena Roseta que se trata de um erro.Ficou mal entendida essa parte. Há, com efeito, um aspecto que me parece mais central, que fiz questão de mencionar à jornalista, mas que não foi mencionado, o de que é a Crítica pública de manuais, mesmo entre pares, que os pode melhorar com o tempo já que os autores mais competentes acabam, dessa forma, em discussão pública, por contribuir para melhorar os manuais dos autores menos preparados. Um outro aspecto do artigo: ao passo que professores de outras áreas se centraram nas más decisões dos editores, na filosofia não observo esse problema, apesar de saber que ele existe em casos pontuais. Fica o apontamento, mesmo que não revele, na minha opinião, grande interesse.

Comentários

  1. Rolando, parece-me que há um equívoco, muito comum entre as pessoas com graves deficiências culturais, incluindo por isso grande parte dos jornalistas. Desse ponto de vista inculto, só se reconhece um tipo de erros: factuais. Não há outro tipo de erros. E não os há pela simples razão que estas pessoas não fazem a mais pequena ideia do que é um raciocínio, pelo que não pode haver erros conceptuais, do seu ponto de vista. Ora, os erros que ocorrem nos manuais de filosofia são na sua maior parte conceptuais e não factuais. De modo que é inútil tentar explicar a uma pessoa inculta (o que inclui os próprios autores de alguns manuais!) o tipo de erros que se encontra nos manuais.

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  2. Bem visto, pois foi exactamente essa a confusão que a jornalista fez.

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