11 de outubro de 2010

Assim se prova a existência de Deus

18 comentários:

  1. Se fosse feito intencionalmente para gozar suspeito que ficaria igual.

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  2. É hilariante. Só lhe faltou piscar o olho no fim.

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  3. Absolutamente inacreditável. Deixa-me a pensar se é tudo estratégia de marketing ou se José Rodrigues dos Santos acredita mesmo no que está a dizer. Em qualquer dos casos, é triste.

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  4. Não percebo as vossas críticas.

    Em primeiro lugar, porque o homem está só a tentar vender o "seu peixe", o que é perfeitamente legítimo. Mesmo que se tratasse de um filósofo e não de um romancista era perfeitamente legítico apresentar os resultados da sua investigação sem as justificar (afinal o JRS aqui só teve 7 min. para anunciar ao mundo que provou que Deus existe).

    Em segundo lugar nunca em nenhuma altura o JRS diz tratar-se de um livro de filosofia ou de os seus argumentos serem filosóficos. Como tal não acho justo que se exija dele (do livro e do autor) um rigor que se exigiria a um livro de filosofia e a um filósofo - avaliar bem os seus argumentos, testá-los contra refutações, apresentar contra-argumentos, analisar e avaliar os seus pressupostos, defender esses pressupostos com razões, etc.

    E como não li o livro não sei dizer se todos os pressupostos duvidosos de que aparentemente parte nesta investigação não são justificados no livro, como a ligação necessária entre a Existência de Deus e o Sentido da Vida, ou a Analogia do Design da flor e da caneta com o Universo e o seu "fabricante" - suspeito que não o deve fazer, mas não sei. Mas mesmo que não o faça não acho importante neste contexto.

    Enquanto o JRS continuar a classificar o seu livro de "romance" não vejo como o criticar de um ponto de vista filosófico pois não está a fazer filosofia nem divulgação filosófica, mas simplesmente a escrever ficção.

    No entanto julgo já o ter visto dizer noutro espaço que os seus livros (os anteriores) tentam fazer divulgação científica para leigos. Se o que ele quer fazer com "A fórmula de Deus" é divulgação filosófica então prestou um mau serviço.

    abraços,
    Tomás Magalhães Carneiro

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  5. Tomás,
    E a apresentação que ele faz do livro é ficção ou ele tá a falar convencido que está a dizer a verdade?

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  6. Caro Tomás

    Já noutras ocasiões reparei, se me permites, numa certa tendência tua para compartimentar as coisas, tratando como categorias naturais meras convenções humanas que nos dão jeito (em grande parte porque somos pouco inteligentes). Um mau argumento sobre seja o que for, Deus ou outra coisa qualquer, é um mau argumento: seja proferido na sala de aula de um físico, na paróquia de um crente ou numa conferência internacional dos mais prestigiados filósofos. As ideias deste vídeo são tolas, chãs, popularuchas, mal pensadas, pretensiosas e ilusórias. É irrelevante que ele seja jornalista e não filósofo, ou romancista e não ensaísta, e que esteja a vender um livro em vez de a defender ideias. Repara que não estou a atacar o direito dele de o fazer, nem de publicar o seu livro. Acho pelo contrário que tem precisamente esse direito. E eu tenho o direito — na verdade, o dever — de alertar para o público para o chorrilho de disparates aqui presentes (e por extensão, provavelmente presentes no livro também).

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  7. Olá Rolando,

    aí suspendo o meu juízo, não sei.
    Mas na verdade acho que isso é irrelevante pois o José Rodrigues dos Santos a "falar convencido que está a dizer a verdade" terá tanto valor epistémico quanto se estivesse a fazer ficção.

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  8. Se acusam o José Rodrigues dos Santos de dizer disparates não deveriam apontar que disparates são esses? Para quem não percebe onde estão os erros que ele comete é útil que se explique quais são e porque razão são erros (caso contrário quem vê o vídeo pode não perceber as críticas que estão nos comentários). Concordo que se deva alertar as pessoas para os erros, mas penso que será essencial que de seguida se explique porque é que são erros.

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  9. Olá Desidério,

    nunca tinha reparado nessa minha tendência "compartimentarizante" (às vezes é preciso um observador externo para nos revelar os vícios). No entanto não sei por que isso é uma coisa má. Talvez seja preciso "separar para compreender" e o compartimentar faz parte desse processo.

    No caso desta discussão limitei-me a distinguir (compartimentar, portanto) um contexto onde a crítica argumentativa é legítima (o contexto de um ensaio filosófico) e onde não é tão legítima (o contexto de um romance).
    Sendo assim parece-me mais uma questão de não achar relevante misturar essas duas categorias (literatura e filosofia) do que fazer passar por categorias naturais categorias convencionais.

    Ou seja, a minha crítica às vossas críticas (veladas e não explícitas, entenda-se) ao JRS é simplesmente que estão mal dirigidas: usam um crivo filosófico onde deveriam usar um crivo literário. Por outras palavras, o José Rodrigues dos Santos não está a brincar connosco.

    - e agora para um final "a la" JRS - ;)


    Tomás Magalhães Carneiro

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  10. Tomás

    a crítica argumentativa é legítima onde há argumentos: se o argumento é apresentado num vídeo de divulgação de um romance, ou no próprio romance, é irrelevante. Aliás, o autor tem pretensões argumentativas e argumenta muito mal, por sinal. Ele menciona que o romance trata de uma suposta prova científica da existência de Deus, mas apenas apresenta argumentos filosóficos ridículos a esmo que supostamente provariam a existência de Deus.

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  11. Matheus,

    não sei se o JRS tem pretensões argumentativas, mas acho que mesmo que tivesse não me parece relevante aqui.

    O que dirias se um físico criticasse um livro de ficção científica por apresentar situações claramente impossíveis do ponto de vista científico, uma nave que voa mais rápido que a luz, por exemplo. Acho que concordas que a crítica é um pouco deslocada.

    Achas que esta analogia não colhe?

    O JRS apresenta-se como escritor, e o seu livro como romance, para mim é suficiente para não o ler com um crivo filosófico.

    Tomás

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  12. A Carla disse uma coisa que é bem verdadeira, e na qual já tinha pensado: não basta dizer “está errado a ponto de ser risível;” para quem não sabe filosofia, é preciso explicar onde está errado e porquê. Eis onde se encontra essas explicações: primeiro, num bom livro escrito no séc. XVIII e numa belíssima edição portuguesa com tradução, notas e introdução de Álvaro Nunes: Diálogos sobre a Religião Natural, de David Hume. Segundo, num bom livro de introdução à filosofia da religião, como o do Rowe, de que temos uma crítica na Crítica. Mas talvez mais importante seja pensar um pouco sobre as ideias usadas pelo autor, para ver se são minimamente plausíveis. Comecemos com esta: o autor pressupõe que sem Deus a vida não tem sentido. Mas se sem ele a vida não tem sentido, que pode Deus fazer para lhe dar sentido? Que ligação podemos imaginar que se plausível entre Deus e o sentido da vida? Podemos também ler sobre isso na antologia que organizei, Viver Para Quê?

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  13. Não concordo, Tomás, que a tua analogia colha. Se um físico disser que um livro de ficção científica tem falsidades científicas e tiver razão, está a dizer a verdade. E isso pode não pôr em causa o interesse do livro, que pode ser mero entretenimento. Mas se o autor escreveu o livro de ficção científica para provar algo que de facto é fisicamente falso, não o é menos por o ter posto num livro de ficção. As ideias particularmente pouco perspicazes (e sobretudo de uma ignorância bibliográfica atroz) de José Rodrigues dos Santos podem ser mero entretenimento, mas não estão a ser vendidas como tal. Imagine-se que, sob a capa da ficção, ele declarava que tinha uma prova científica de que as mulheres não devem poder votar porque não têm capacidade cognitiva para isso...

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  14. ele está a apresentar como novidade um argumento que data pelo menos do século XIII, quando foi formulado por Tomás de Aquino, sendo a versão mais conhecida a de William Paley, no século XIX. O argumento foi exaustivamente criticado por David Hume na obra referida pelo Desidério. Todos os manuais de filosofia da religião falam no argumento do desígnio. Portanto, isto não é novidade.

    Mais, suspeito que ele não tem o direito de invocar ignorância pois no mínimo seria de esperar que um jornalista que se dedica a estes temas tivesse pelo menos algum conhecimento dos debates actuais sobre o criacionismo e o "design inteligente", que até deram espectáculos nos tribunais, em certos estados nos EUA. Esta minha observação é compatível com ele ser efectivamente ignorante destas coisas.

    Ele ignora ou mente ao afirmar que o argumento é científico. Não há maneira de testar a analogia entre o universo e um artefacto com os recursos da ciência empírica. Só podemos testar o argumento filosoficamente porque é um argumento filosófico. Donde resulta que ele ignora ou mente ao pretender que o argumento estabelece a existência de Deus tal como um procedimento empírico estabelece a composição química da Lua.

    Um aspecto particularmente parvo é a mania de tentar dar mais credibilidade ao criacionismo gozando com as pessoas que acreditam na concepção folclórica do deus abraamico - um velho com barbas no céu. Isto é irrelevante para a virtude epistémica da hipótese teísta numa versão depurada desses elementos folclóricos. É irrelevante se a ideia de uma inteligência desencarnada sem elementos folclóricos parece ou não mais "sofisticada" do que a versão folclórica dessa crença.

    Além de tudo isto, a forma como toda a coisa é apresentada é ridícula, infantil. Se o conceito de "ridículo e infantil" faz sentido, se capta alguma coisa, então há-de haver alguma coisa que é captada pelo conceito. Algo ou lguém tem de passar pela chatice de o conceito se aplicar a si ou a algo que fez.

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  15. Como já foi dito, um mau argumento é... um mau argumento, independentemente de ser apresentado por um filósofo, um romancista ou um trabalhador agrícola.

    Se um jornalista desportivo quiser extrair conclusões a partir de argumentos que apresente, ou esses argumentos colhem ou não colhem. Ele não pode vir dizer que estava a apresentar argumentos desportivos, pelo simples facto que existem argumentos sobre questões relacionadas com o desporto mas não existem argumentos desportivos.

    Afrimas que o autor não diz que os seus argumentos são filosóficos. De facto, não diz. Mas há argumentos filosóficos? E, caso haja, os argumentos dele, não sendo filosóficos, são argumentos "quê"?

    Pedro S. Martins

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  16. Nem os Gato Fedorento me fariam rir assim...Muito bom, genial!!!:)

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  17. pelos vistos há mais alguém que viu a coisa:
    http://www.portalateu.com/2010/10/26/hello-i-am-delusional/

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  18. REVELAÇÃO/EXORTAÇÃO
    Urge propagarmos a certeza de que Jesus Cristo já vive espiritualmente na terra pelejando por nós, espargindo a luz do saber em sí, criando Irmãos Espirituais, e a nova era Cristã. Eu não minto, e a Espiritualidade que esperava pela sua volta, pode comprovar que digo a verdade original da eternidade:. E por princípio da nossa sublimação, basta recompormos as 77 letras e os 5 sinais que compõe o título do 1º. livro bíblico, assim: O PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS CHAMADO GÊNESIS: A CRIAÇÃO DOS CÉUS E DA TERRA E DE TUDO O QUE NÊLES HÁ: Agora, pois, todos já podem ver que: HÁ UM HOMEM LENDO AS VERDADES DO SEU ESPÍRITO: ÊLE É O GÊNIO CRIADOR QUE ESSA AÇÃO DE CRISTO: (LC.4.21) – Então passou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (JB.14.17) – O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem conhece, vós o conheceis; porque Ele habita convosco e estará em vós.(MT.14.27) – Tende ânimo! Sou Eu: Não temais: (JB.2.5) – Fazei tudo o que Ele vos disser, (JB.5.27) – porque é o Filho do Homem: (JÓ.9.19) – Se se trata da força do poderoso Ele dirá: Eis-me aqui: (JÓ.33.2) – Passo agora a falar, em minha boca fala a língua:Regozijai-vos e fazei jus ao poder que o Nosso Espírito traz às Almas Justas, para a formação da verdadeira Cristandade.

    (MT.26.24) – O FILHO DO HOMEM VAI, COMO ESTÁ ESCRITO A SEU RESPEITO, MAS AI DAQUELE POR INTERMÉDIO DE QUEM O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO TRAIDO! MELHOR LHE FÔRA NÃO HAVER NASCIDO:

    E, ao recompormos as 130 letras e os 7 sinais que compõem esse texto, todos já podem ler, saber, e entender quem é o Filho do Homem:

    E O FILHO DO HOMEM É O ESPÍRITO QUE TESTA AS ALMAS DO HOMEM E DA MULHER, NA VERDADE DO SENHOR, COMO CRISTO: E EIS A PROVA QUE O FILHO DO HOMEM FOI TREINADO NA LEI CRISTÃ:

    DESPERTAI-VOS, FUTUROS CRISTÃOS: : (MC.14.41) – AINDA DORMIS E REPOUSAI! BASTA! CHEGOU A HORA, O FILHO DO HOMEM ESTÁ SENDO ENTREGUE NAS MÃOS DOS PECADORES:: E à partir desse Santo Dia, toda Criatura racional que desejar interagir conosco na obra comum da nossa criação, precisa fundamentar-se n`A Bibliogênese de Israel; que já está disponível na internet, no portal Amazon, e em todas as boas livrarias: E quem não quiser, pode continuar vegetando na de esperança vã, assistindo passivamente a agonia da vida terrena, à par da auto-destruição do nosso planeta: (NM.24.4)-PALAVRA DAQUELE QUE OUVE OS DITOS DE DEUS, O QUE TEM A VISÃO DO TODO-PODEROSO E PROSTA-SE, PORÉM DE OLHOS ABERTOS....

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