21 de outubro de 2010

Faleceu Rui Daniel Cunha


O Rui foi professor e investigador de filosofia, um amigo e colaborador da Crítica. O memorial possível está aqui.

5 comentários:

  1. Colegas
    É com muito pesar que recebo a triste notícia do falecimento de Rui Daniel Cunha.
    Não tive o privilégio de o conhecer pessoalmente, mas estabeleci com ele vários contactos intelectuais, em todos me tendo apercebido da sua paixão pela filosofia e da sua grande rectidão humana.
    À família e a todos que o conheceram pessoalmente apresento as minhas sinceras condolências.
    Henrique Jales Ribeiro
    (Universidade de Coimbra)

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  2. Fiquei muito triste com esta má notícia. O Rui pertence àquele grupo de pessoas que nunca conheci pessoalmente, mas com quem me habituei a trocar impressões pela internet. Recordo esse problema com a internet do Rui. Uma vez fiquei surpreendido quando, na minha escola, me entregaram um pacote vindo de um tal Rui Daniel Cunha. Na altura ainda mal o conhecia. Era o livro dele. Uma atitude que tem tanto de rara como de simpática. E agora dificilmente me perdoo por não ter lido o livro e feito um qualquer comentário. Tenho mesmo muita pena. Sem o ter conhecido pessoalmente, apreciei muito a sua facilidade com que partilhou conhecimentos e estudos. E o conhecimento ainda é a maior dívida que contraio com quem comigo se dispõe a partilhá-lo.

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  3. Lamento profundamente o falecimento do Rui. Gostaria de poder dizer que fomos amigos, mas não seria verdade. Fomos apenas colegas de faculdade (creio que do mesmo ano) e, embora não me recorde de termos trocado sequer duas palavras, conhecendo-o apenas de vista, encontrava-o com muita frequência nas livrarias e alfarrabistas (sebos, no Brasil) que ambos frequentávamos regularmente. Foi, aliás, num desses alfarrabistas que adquiri, há cerca de um ano atrás, o excelente trabalho filosófico que o Rui publicou a partir da sua tese de mestrado sobre a filosofia de Wittgenstein, tendo eu a certeza de que a tese de doutoramento que não pôde completar seria igualmente obra de qualidade filosófica. Lia também sempre com prazer e proveito intelectual os textos que foi publicando na Crítica. A filosofia portuguesa e o ensino da filosofia em Portugal ficam seguramente mais pobres com o desaparecimento prematuro do Rui.

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  4. Fui colega do Rui Cunha apenas por um ano. Apareceu na nossa escola como um relâmpago. E também assim desapareceu. Fomos colegas de grupo disciplinar e tinhamos algumas tarefas em comum. O que sempre recordarei dele? Duas coisas. Gostava de lógica e eu adorava as gargalhadas dele!Para grande surpresa minha, no início do ano lectivo seguinte, recebi o seu livro como oferta. Na dedicatória falou-me em "projecto". Ao meu projecto desejou que fosse também para a frente. E falou-me de recordação, desse ano, na nossa escola. Sim! O meu projecto há-de ir para a frente, contigo, Rui, na minha recordação!!!
    Rosário Cristóvão

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  5. Há pessoas assim: não é preciso convivermos muito tempo com elas para que as estimemos e admiremos para sempre. Em mais de vinte anos a dar aulas, é-me difícil indicar um colega que tão rápida e naturalmente se tenha tornado num amigo. E talvez não tenha conhecido nenhum colega de filosofia tão inteligente e intelectualmente estimulante como o Rui Cunha. Lembro-me em particular de um jantar de boas vindas que costumo oferecer aos colegas novos em minha casa. Nesse ano foi o Rui, o António e a Paula. Mais tarde, quando falámos ao telefone, o Rui gostava de recordar esse jantar e o excelente vinho tinto do Douro que bebemos nessa noite. E perguntava sempre como estava o meu projecto de utilização do cinema nas aulas de filosofia. Por tudo isto brindo à tua memória, meu amigo. Até sempre.

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