19 de novembro de 2010

Uma boa notícia

O exame de Filosofia, a realizar no final do 11º ano, vai regressar, como noticia hoje o Público. É uma boa notícia para a filosofia e para o seu ensino. Pena é, por um lado, que nas escolas pouco ou nada se saiba disso; apenas se sabe que irá haver teste intermédio (facultativo) no dia 22 de Fevereiro. Por outro lado, um exame com o actual programa e sem orientações, é um enorme risco. Dado que o ano lectivo já começou há quase um período e que o programa não mudou nos últimos anos, algumas escolas começam já a recorrer às anteriores orientações. Mas o ideal seria mesmo rever o programa, que cada vez mais vozes mostram ser manifestamente deficiente. 

3 comentários:

  1. Por curiosidade, dado que tenho 2 filhos pré-adolescentes que daqui a uns anos serão alunos de filosofia e ficarão maravilhados com a biblioteca que o pai tem organizado nos últimos tempos (um dia serei mestre em filosofia, só não sei quando), que mudanças entendes (trato por tu todos os que penso serem da minha idade) que devem ser feitas?

    ResponderEliminar
  2. Caro António,

    1. Eliminar todo o ruído pseudofilosófico do programa (e há muito);
    2. Identificar claramente os problemas filosóficos a tratar, em vez dos conteúdos vagos que abundam por lá;
    3. Indicar autores de referência com posições diferentes para cada problema;
    4. Eliminar todas as opções, sobretudo a opção entre lógica aristotélica e a lógica proposicional, leccionando apenas esta;
    5. Incluir bibliografia adequada e actualizada;
    6. Tornar o programa substancialmente mais curto, sobretudo no que diz respeito ao 10º ano.

    Há mais, mas por agora acho que dá uma ideia do que, em minha opinião, é preciso fazer.

    ResponderEliminar
  3. Eu acrescentaria introduzir problemas filosóficos mais actuais (problema da mente-corpo, por exemplo); a lógica ser mais adequada ao trabalho que se seguirá posteriormente, e faria mais sentido no 10º; a lógica informal e argumentação ser igualmente leccionada no 10.º, a filosofia da arte E filosofia da religião no 11º ano; passar o problema do sentido da vida como problema obrigatório e não opcional; eliminar os temas-problemas híbridos que se trabalham no 10 e 11º anos, por vezes, sem tempo para o fazer, sobretudo quando os professores preferem leccionar filosofia a sério.

    ResponderEliminar