28 de setembro de 2010

Seminário Permanente de Filosofia

A próxima sessão do Seminário Permanente de Filosofia da UFOP decorre sexta-feira, dia 1 de Outubro, estará a cargo de Luiz Helvécio Marques Segundo (UFOP) e tem por título "O Compatibilismo de Harry Frankfurt".

27 de setembro de 2010

Chegou o dicionário que fazia falta

Estará à venda em Portugal, já a partir desta semana, numa cuidada edição de capa dura, o Dicionário de Filosofia, dirigido por Thomas Mautner (Edições 70, 784 pp.). A edição portuguesa foi coordenada por mim, e a tradução foi feita por Vítor Guerreiro (Universidade do Porto), Sérgio Miranda (Universidade Federal de Ouro Preto) e por mim. Aquando de uma edição anterior em língua inglesa, escrevi esta crónica no Público. Depois de traduzir parte do dicionário e rever várias vezes a sua totalidade, confirmei a crença que tinha formado: muito rigoroso, informativo, student-friendly, e por vezes surpreendentemente profundo, além de muitíssimo abrangente. Por excluir a filosofia chinesa e indiana, o dicionário tem mais espaço para a filosofia ocidental do que outros dicionários de dimensão análoga. Para dar uma ideia da qualidade do dicionário, escolhi alguns artigos que podem ser lidos na Crítica: Richard Rorty (escrita pelo próprio!), existencialismo, Michel Foucault, Guilherme de Ockham, William James e Alexius Meinong. Trata-se de uma pequena selecção de alguns dos artigos mais substanciais e bem conseguidos do dicionário. Boa leitura!

26 de setembro de 2010

Uma por semana


Acabo de publicar a minha contribuição para as crónicas semanais da Crítica, com o título "Lógica, Psicologia e Epistemologia."

Livros electrónicos chegam a Portugal


Depois do Brasil, que já vende livros electrónicos há alguns meses na Livraria Cultura, a Media Books, do grupo livreiro e editorial Leya, oferece já também livros electrónicos em formato ePub. Infelizmente, a selecção é ridiculamente pequena, limitando-se a algumas dezenas de autores de expressão portuguesa, e não incluindo os clássicos. Com os livros electrónicos, o fosso entre cultos e incultos alarga-se ainda mais, como acontece aliás com a Internet: quem lê uma língua culta, como o inglês, tem o mundo na mão; quem não a lê, chucha no dedo enquanto vê novelas brasileiras.

25 de setembro de 2010

Prémio de ensaio filosófico

Já estão abertas as candidaturas para a edição de 2010 do Prémio de Ensaio Filosófico da Sociedade Portuguesa de Filosofia. Este prémio é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Filosofia, que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e que tem como objectivo eleger o melhor ensaio, redigido em língua portuguesa e submetido anonimamente a concurso, sobre uma questão considerada relevante numa determinada área da investigação filosófica. Nesta edição, a área seleccionada é a Filosofia da Percepção e a questão proposta é a seguinte: Pode a percepção justificar as nossas crenças acerca da realidade? O prémio terá um valor de 3.500 euros e o ensaio vencedor será depois publicado na Revista Portuguesa de Filosofia. O regulamento pode ser consultado no sítio da SPF. As candidaturas poderão ser apresentadas até ao dia 31 de Dezembro de 2010.

24 de setembro de 2010

Contra-exemplo à contraposição


A forma argumentativa P -> Q |- ~Q -> ~P é denominada de contraposição. Um exemplo de argumento com essa forma é:

Se Sócrates é humano, então ele é mortal
Logo, se Sócrates não é mortal, então ele não é humano

Essa forma argumentativa parece confiável, mas não funciona no seguinte contra-exemplo:

Se chover, não choverá muito
Logo, se chover muito, não choverá

22 de setembro de 2010

Como cadastrar-se na ANPOF

Uma dica para os graduandos de filosofia no Brasil: ao cadastrar-se na Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) você receberá boletins regulares sobre congressos, concursos e lançamentos de livros. Para cadastrar-se basta inscrever seu email aqui.

19 de setembro de 2010

Inside arguments

De 24 a 26 de Março de 2011 terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra um Colóquio Internacional organizado pelo Grupo de Investigação Teaching logic & argumentation (LIF/FCT) com o título "Inside Arguments: Logic vs. Argumentation Theory".

A Comissão Organizadora aceita propostas de comunicações (em inglês ou em francês) sobre o tema do Colóquio de 20 de Setembro a 15 de Dezembro de 2010.

Mais informações...

Edições e editores


Dando continuidade às crónicas semanais da Crítica, acabo de publicar "Edições e Editores", de Aires Almeida.

17 de setembro de 2010

R. G. Collingwood

O artista tem de profetizar, não no sentido de predizer o futuro, mas no sentido em que conta às suas audiências, correndo o risco de lhes desagradar, os segredos dos seus próprios corações. A sua tarefa, como artista, é pôr a nu, desabafar. Mas o que tem para proferir não é, como a teoria individual da arte nos fará crer, os seus próprios segredos. Como porta-voz da sua comunidade, os segredos que tem de proferir são os dela.

Animal racional ou bípede implume?, António Zilhão

Depois da Breve História da Filosofia Moderna de Roger Scruton, a Guerra & Paz publica na colecção Saber e Educação, o livro de António Zilhão, Animal racional ou bípede implume? Um ensaio sobre acção, explicação e racionalidade. É o número 2 da colecção.
Sobre a obra:
Animal Racional ou Bípede Implume? é o título da obra assinado pelo professor de Filosofia da Universidade de Lisboa que estará nas livrarias na próxima semana. Este ensaio, direccionado para universitários e entusiastas da área da Lógica/Filosofia, apresenta uma proposta de substituição do modelo da Psicologia Popular por um modelo que se inspira na Teoria da Evolução onde os protagonistas são os genes humanos.

Sobre o autor:
António Zilhão (1960) estudou em Lisboa, Graz e Londres, onde se doutorou. É professor de Lógica e Filosofia na Universidade de Lisboa. Foi investigador visitante no Max-Planck-Institut für Bildungsforschung, em Berlim, no Center for Philosophy of Science da Universidade de Pittsburgh, nos USA, professor visitante junto do Centre de Philosophie du Droit da Universidade de Lovaina, na Bélgica, e leccionou na pós-graduação em Filosofia na Universidade Federal da Bahia, no Brasil. Tem publicações em Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália e Brasil.
Título: Animal Racional ou Bípede Implume? – Um ensaio sobre acção, explicação e racionalidade.

16 de setembro de 2010

14 de setembro de 2010

A ética da crença


A Ética da Crença é o título da pequena antologia organizada por mim e traduzida por Vìtor Guerreiro, apresentando uma área central da filosofia da religião praticamente desconhecida entre nós: a epistemologia da fé. Inclui os clássicos de W. K. Clifford, William James e Alvin Plantinga acerca da legitimidade ou não de ter crenças (nomeadamente, religiosas) sem provas, indícios ou argumentos a seu favor. O livro inclui ainda um glossário de termos estrangeiros, uma lista de leituras recomendadas e uma longa introdução da minha autoria na qual esclareço várias noções centrais para se poder acompanhar a discussão, além de propor uma análise do conceito de fé. Espero que o livro seja útil!

Contra-exemplo à concepção clássica de validade dedutiva

Concepção clássica de validade dedutiva: Um argumento é dedutivamente válido se, e só se, é impossível ter premissas verdadeiras e conclusão falsa.

Contra-exemplo de Pseudo-Escoto:
2+2=4
Logo, este argumento é inválido.

9 de setembro de 2010

Revista Sábado e os erros nos manuais

A revista Sábado desta semana inclui um pequeno artigo sobre os erros nos manuais escolares, para o qual eu dei um contributo que foi resumido a duas linhas. O artigo leva a assinatura de Sara Capelo. Creio que ficou subentendido que o exemplo do silogismo referido no artigo com a Helena Roseta é um erro. De facto, esse apontamento não é da minha responsabilidade e nada se passa de errado com o silogismo e nem sequer é por usar o nome de Helena Roseta que se trata de um erro.Ficou mal entendida essa parte. Há, com efeito, um aspecto que me parece mais central, que fiz questão de mencionar à jornalista, mas que não foi mencionado, o de que é a Crítica pública de manuais, mesmo entre pares, que os pode melhorar com o tempo já que os autores mais competentes acabam, dessa forma, em discussão pública, por contribuir para melhorar os manuais dos autores menos preparados. Um outro aspecto do artigo: ao passo que professores de outras áreas se centraram nas más decisões dos editores, na filosofia não observo esse problema, apesar de saber que ele existe em casos pontuais. Fica o apontamento, mesmo que não revele, na minha opinião, grande interesse.

O desafio do deus mau


A entrada do auditório onde decorrerá o Encontro

Eis o resumo do que já amanhã Stephen Law irá defender na conferência inaugural do 8º Encontro Nacional de Professores de Filosofia. O título da conferência é "O Desafio do Deus Mau" e o Encontro terá lugar no Auditório do Museu de Portimão:

Os que acreditam num Deus omnipotente e infinitamente bom defrontam-se com o problema indiciário do mal – o problema de explicar por que razão a existência de tanta dor e sofrimento não é um indício muito bom de que não existe um Deus assim. Várias teodiceias têm sido desenvolvidas por pessoas religiosas para lidar com este problema. Nesta comunicação examino a eficácia dessas teodiceias considerando uma hipótese análoga – a hipótese do Deus mau – que se defronta com o problema do bem. Curiosamente, os mesmos tipos de teodiceia podem, muitos deles, ser usados para lidar com o problema do bem. Contudo, o problema do bem é claramente fatal para a crença num Deus mau. Assim, por que razão não é o problema do mal fatal para a crença num Deus bom? Eu penso que é. 

A comunicação é em inglês, mas haverá tradução simultânea em português. Promete dar uma interessante discussão. A não perder, para quem puder ir.

8 de setembro de 2010

Antologia imperdível

Acabo de ter conhecimento (obrigado, Dídimo!) do lançamento pela Artmed da antologia de textos organizada por Laurence BonJour e Ann Baker, Filosofia: Textos Fundamentais Comentados (Artmed), cujo original foi publicado pela Pearson para o mercado norte-americano. O livro é do interesse sobretudo de estudantes universitários e professores do ensino médio brasileiro, e está dividido em 8 partes:
  1. O que é a filosofia? Textos da organizadora, Ann Baker, de Platão e Russell.
  2. Epistemologia. Aqui são abordados dois temas: o conhecimento do mundo exterior e a justificação da indução. No primeiro caso, temos textos de Descartes, Locke, Berkeley, Reid, BonJour e Sexto Empírico. Esta secção conclui com um diálogo dos organizadores, como acontece noutras secções, mas não em todas. A segunda secção contém textos de Hume, Salmon e Ewing.
  3. Filosofia da mente. Aqui são estudados três temas. O primeiro contempla textos de Foster, Smart e Fodor e é sobre a identidade ou não entre estados mentais e estados cerebrais. O segundo é sobre o problema de os estados mentais serem ou não análogos aos estados de um computador e oferece textos de Turing, Searle e Fodor. O terceiro é o problema dos qualia e tem os textos clássicos de Nagel e Jackson, e ainda textos de BonJour, David Lewis e Chalmers.
  4. Identidade pessoal e livre-arbítrio. Esta parte é dedicada aos dois problemas mencionados, tendo no primeiro caso textos de Locke, Reid, Bernard Williams e Parfit, e no segundo de Blatchford, Hume, Stace, Paul Edwards, Frankfurt, Campbell, Nozick, Kane e Galen Strawson. Esta parte está convenientemente dividida em 4 subsecções: determinismo rígido, compatibilismo, libertarismo e determinismo rígido de novo.
  5. Filosofia moral. Com quatro secções, esta parte tem textos de Bentham, Mill, Smart, Bernard Williams e Peter Singer, sobre o problema de saber qual é a melhor teoria da moralidade; Kant, Onora O'Neill, David Ozar e Judith Jarvis Thomson (ética deontológica), Aristóteles e Rosalind Hursthouse (ética das virtudes), terminando com James Rachels, Feinberg e Platão (metaética: relativismo e egoísmo).
  6. Filosofia política. Aqui são abordados dois problemas: a justificação do estado e a noção de justiça social. No primeiro caso, temos textos de Hobbes, Locke e Hume. No segundo, Nozick, Rawls e Scanlon.
  7. Filosofia da religião. Esta parte começa com uma secção sobre os argumentos a favor da existência do Deus teísta, dividida em três subsecções: o argumento cosmológico (Tomás de Aquino, Samuel Clarke e David Hume), o argumento do desígnio (Paley, Stephen Jay Gould (!), Hume e Flew), e o argumento ontológico (Anselmo, Descartes e Kant). A segunda secção é dedicada ao problema do mal, com textos de Hume, Mackie e John Hick. E termina com uma secção sobre a ética da crença, com textos de Walter Kaufmann e William James.
  8. O sentido da vida. Textos de Epicteto, Nozick, Nagel e Wolf.
Não posso atestar a qualidade da tradução, porque ainda não tive o livro em mãos. Mas a sua publicação é uma excelente notícia. Dar aulas na graduação é agora muito mais fácil, pois o problema da falta de domínio da língua inglesa entre estudantes é gritante no Brasil. A única má notícia é a dimensão e o preço do livro: não é barato, nem um livro facilmente transportável. Este tipo de antologias (das quais há muitas nos EUA) são concebidas para um semestre ou dois de um curso introdutório de filosofia, para alunos acabados de entrar na universidade, e servem tanto para cursos de filosofia como para outros cursos.

A edição brasileira é da responsabilidade de Maria Carolina dos Santos Rocha (UFRGS) e Roberto Hofmeister Pich (PUCRS).

Objecções precisam-se


Encontrei este argumento recentemente. Para muitos de nós não é inteiramente desconhecido. Bem, para alguns é até muito familiar. Eu não estou de acordo com a conclusão do argumento. Que objecções acha o leitor que podemos dar para refutar a tese do argumento?


As verdades expressam-se linguisticamente. Contudo, as línguas são constructos sociais: as pessoas criaram-nas. Concomitantemente, as línguas corporizam realidades culturais, reflectindo paroquialismos e parcialidades. Assim, nunca exprimimos a verdade de uma forma neutra. Relacionamo-nos com o mundo apenas através das nossas formas  de falar e pensar construídas e correlativamente restringidas. Não podemos «escapar» a essas influências sociais. Sejam quais forem as verdades que exprimimos, elas estão assim socialmente imbuídas. E isto importa pois tudo quanto for socialmente construído não precisa de ter existido. Há uma arbitrariedade em qualquer construção social parcial; podíamos ter desenvolvido diferentes línguas e aceitado diferentes visões expressas nessas línguas. Há, portanto, uma arbitrariedade em relação à verdade. Como criamos verdades, podemos controlá-las e modificá-las. O que é verdade hoje, não tem de o ser amanhã, na medida em que adoptamos novas formas de falar e de pensar.

7 de setembro de 2010

Realidade e conhecimento


Acabo de saber pelo blog do Rolando que a Piaget publicou o livro Realidade, Conhecimento, Filosofia: Uma Introdução à Metafísica e à Epistemologia, de Stephen Hetherington. Não li este livro em particular do autor, mas conheço outros livros e é um bom autor. O livro é de facto uma introdução geral à filosofia, abordando diversos temas, parecendo-me muitíssimo apropriado para alunos pré-universitários e para alunos dos primeiros anos da universidade. Os temas abordados são os seguintes:
  1. A metafísica das pessoas: o que é uma pessoa? Um corpo e um cérebro apenas, ou algo mais? E como compreender a continuidade das pessoas ao longo do tempo?
  2. Livre-arbítrio: será que somos realmente livres, ou apenas parece que o somos? 
  3. Deus e o mal: será compatível a existência de um Deus sumamente bom, poderoso e sábio, com o mal aparente no mundo, como doenças e terramotos?
  4. O sentido da vida: o que é uma vida com sentido ou sem ele?
  5. O significado da morte: a morte é um mal, aparentemente. Mas para quem, se quando estamos mortos já não existimos para podermos ser objecto de um mal?
  6. O que são as propriedades? Duas rosas vermelhas parecem partilhar algo: a vermelhidão. Mas o que é isso que elas partilham? É um universal? 
  7. Qual é a natureza da verdade? Uma frase verdadeira, como "Sócrates não era africano", é verdadeira em virtude do quê?
  8. Quais são os fundamentos do nosso conhecimento ou das nossas crenças? Muitas das coisas em que acreditamos baseiam-se noutras que também acreditamos. Onde pára este processo de justificar uma crença com outra, ou será que não pára?
  9. O que é realmente o conhecimento? Será apenas uma crença que é verdadeira e a favor da qual temos uma boa justificação?
  10. Uma parte importante do nosso conhecimento tem origem nos sentidos. Mas o que é e como se dá o conhecimento com base na experiência? O que conhecemos quando conhecemos algo por observação? Conhecemos o mundo tal como ele é, ou conhecemos apenas a nossa própria representação do mundo?
  11. Uma parte importante do nosso conhecimento é puramente racional, como acontece no caso da matemática. Mas como será tal conhecimento possível? Será que sabemos pelo raciocínio apenas as verdades da matemática?
  12. E se tudo for uma ilusão? Se estivemos apenas a viver um sonho, pensando que é a realidade? Se não pudermos descartar esta possibilidade, o que fazer com ela?
Como se pode ver pela lista de temas, é um livro muitíssimo apetecível. Cada um dos doze capítulos tem cerca de 15 páginas apenas. O único senão é que as traduções da Piaget costumam ter falhas graves de qualidade. A Piaget distribui os seus livros no Brasil e em Portugal.

5 de setembro de 2010

É concebível. Mas é possível?

Acabo de dar início à publicação das prometidas crónicas semanais da Crítica, que serão publicadas todos os Domingos. A primeira é de Matheus Silva, e tem por título "Concebilidade e Possibilidade".

2 de setembro de 2010

Os filosofemas do João Carlos

O colega e amigo e colaborador da Crítica, João Carlos Silva, enviou-me o seu livro Também aqui moram os Deuses, Chiado Editora, 2010. São mais de mil filosofemas sobre “a natureza das coisas e do ponto de vista da eternidade”. Não temos muitos livros assim publicados: um conjunto de centenas de frases soltas, os filosofemas, que nos despertam a reflexão sobre os mais variados problemas filosóficos. Segundo o autor, muitas destas reflexões avulsas são imaturas, mas a verdade é que a maioria delas são muito estimulantes.  

Contra Kivy

Em resposta ao artigo de Kivy anteriormente publicado, Pillow argumenta que Goodman tem razão. E o que pensa o leitor?

Galinhas apressadas...

...põem ovos podres. Os números de leitores da Crítica divulgados anteriormente estavam errados, porque o sistema não tinha ainda actualizado as estatísticas de acesso. Na verdade, houve acréscimo de leitores, relativamente ao mês de Julho: tivemos cerca de 78 mil leitores únicos. Já corrigi o artigo anterior. As minhas desculpas pelo lapso.

1 de setembro de 2010

Leitores e novidades

No mês de Agosto, a Crítica recebeu cerca de 78 mil leitores (em Agosto de 2009, 54 mil leitores), um acréscimo substancial relativamente ao mês de Julho, com cerca de 50 mil leitores.

Os artigos que mais leitores receberam em Agosto foram os seguintes, por ordem decrescente:
  1. Argumentos sobre o Aborto, de Pedro Madeira
  2. Três Teorias da Arte, de Aires Almeida
  3. O Que é o Conhecimento, de Elliott Sober
  4. Como Fazer Exercícios de Lógica, de Desidério Murcho
  5. Ética e Relativismo Cultural, de Harry Gensler
A partir do próximo Domingo, por ser o primeiro deste mês de Setembro, começarei a publicar crónicas semanais, na secção Opinião da Crítica. Para já, estas crónicas serão asseguradas por quatro autores: Vítor Guerreiro, Aires Almeida, Matheus Silva e eu. Tratando-se de textos de pequena dimensão, visam esclarecer e fazer pensar. Espero que a iniciativa tenha bom acolhimento.