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Mensagens

A mostrar mensagens de 2011

Não há bom ensino com maus programas

Acabo de publicar aqui este artigo de Aires Almeida. E o que pensa o leitor?

O anti-racista racista

Será possível ser racista quando pensamos que somos anti-racistas? Defendo aqui que sim, mas o leitor talvez não concorde.

As edições de 2011

Qualquer escolha dos livros mais significativos do ano começa por ser algo subjectiva. Digo “algo” e não “totalmente” pois há livros que são de importância decisiva para qualquer boa escolha. Assim, se escolher o livro de Ben Dupré na minha lista pode depender mais das minhas opções particulares no que respeita à divulgação e estudo da filosofia, o mesmo julgo não acontecer com edições como as de Anthony Kenny, essenciais a qualquer bom estudo que se pretenda fazer de filosofia com livros traduzidos ou escritos directamente em língua portuguesa. Em termos de quantidade as coisas são sempre reduzidas já que o nosso diminuto mercado não coloca grandes dilemas sobre o que escolher. Como tenho feito ao longo dos últimos anos, de seguida apresento os livros de filosofia que, no ano 2011, foram publicados em Portugal e que melhor contribuíram para o meu estudo contínuo deste maravilhoso e infindável saber.
Anthony Kenny, Nova História da Filosofia Ocidental, 4 Volumes (Gradiva), Tradutores:…

Collins de borla

Um dos melhores dicionários de língua inglesa está agora inteiramente disponível online, gratuitamente: o Collins. Senhor de definições claras e rigorosas, é um modelo de dicionário. Além disso, inclui nomes próprios, o que faz dele uma pequena enciclopédia.

Dicker sobre Kant

Acabo de publicar aqui a recensão de Pedro Merlussi ao livro Kant's Theory of Knowledge, de Georges Dicker.

O Desafio de Singer

Os argumentos de Singer:A capacidade de sofrer (experimentar prazer e dor) é a base para o tratamento igual em uma comunidade moral.É garantido tratamento igual a alguém somente no caso do seu bem-estar contar igualmente para os outros independentemente de “como são ou que capacidades têm”, embora a forma assumida pelo nosso tratamento possa “variar de acordo com as características de quem é afetado”.Animais não-humanos têm a capacidade de sofrer.Logo, o bem-estar dos animais não-humanos deve contar igualmente para o bem-estar dos humanos.Logo, devemos fazer tanto esforço para evitar causar dor e sofrimento em animais não-humanos, como fazemos para evitar dor e sofrimento em humanos, levando em consideração os diferentes modos como podem sofrer os seres sencientes.Logo, “devemos fazer mudanças radicais em nosso tratamento dos animais que envolveria nossa dieta, os métodos de pecuária que usamos, procedimentos experimentais em várias áreas da ciência, nossa abordagem à vida selvage…

Libertação Animal

Desde o ano passado está disponível Libertação Animal (Martins Fontes, 2010, 488 pp.) de Peter Singer, traduzido por Marcelo Brandão Cipolla e Marly Winckler. A tradução é baseada na edição mais recente de Animal Liberation, de 2009, e contém um prefácio do próprio Singer escrito exclusivamente para a edição brasileira. O primeiro capítulo pode ser lido aqui.

Mente e materialismo

Acabo de publicar aqui a recensão de Bruno Angeli Faez do livro Psicologia e Neurociência, de Saulo de Freitas Araújo.

História da metafísica moderna

A CUP acaba de publicar The Evolution of Modern Metaphysics, de A. W. Moore. Incluindo Descartes, Espinosa, Leibniz, Hume, Kant, Fichte, Hegel, Frege Wittgenstein, Carnap, Quine, David Lewis, Dummett, Nietzsche, Bergson, Husserl, Heidegger, Collingwood, Derrida e Deleuze, será certamente uma leitura crucial para qualquer pessoa genuinamente interessada em metafísica.

Quine em português

Acabo de saber da publicação de De um ponto de vista lógico (262 pp.) de W. V. O. Quine (1908-2000) pela Editora Unesp. Não tive ainda acesso à edição, mas a julgar pelas publicações anteriores da mesma editora, é de se esperar um bom acabamento gráfico. Quanto à tradução, a editora não disponibilizou quaisquer excertos e nem mesmo o nome do tradutor; é uma pena!

A tradição socrática na sala de aula

Acabo de publicar aqui a dissertação de mestrado de Domingos Faria.

O livro dos livros

Está nas bancas das livrarias portuguesas o mais recente livro do filósofo A. C. Grayling, intitulado O Livro dos Livros: Uma Bíblia Humanista (que no original é The Good Book: A Secular Bible), traduzido para a editora Lua de Papel. 
Trata-se de um livro diferente de todos os outros que Grayling escreveu, tendo levado mais de uma década a trabalhar nele. A ideia é apresentar uma espécie de alternativa humanista à Bíblia, na qual Grayling reúne algumas das melhores e mais inspiradoras ideias colhidas em mais de um milhar de livros escritos ao longo de 2500 anos. Daí o título português.
São quase 700 páginas, com duas colunas por página e 14 livros divididos em capítulos e versículos. Os livros são os seguintes: 1. Génesis, 2. Sabedoria, 3. Parábolas, 4. Concórdia, 5. Lamentações, 6. Consolações, 7. Sábios, 8. Canções, 9. Histórias, 10. Provérbios, 11. O Legislador, 12. Actos, 13. Epístolas e 14. O Bem.
Penso que A. C. Grayling dispensa apresentações, mesmo para o público português. E par…

Reabilitar a metafísica

Foto: Aires Almeida
É bem conhecida a intenção de Kant em reabilitar a metafísica que, em seu entender, estava enredada em disputas e discórdias intermináveis. Mas se a intenção de Kant era curar a metafísica das maleitas que tinha contraído, a cura não foi melhor. Deu-lhe um tal tratamento, que acabou por a deixar de quarentena durante tempo mais do que suficiente, entregando os seus pertences à razão prática. E foi assim que quase acabou por matá-la de solidão. Como é compreensível, a solidão doentia é propícia ao delírio. Deste modo, Kant entregou a metafísica que queria reabilitar no regaço dos delírios idealistas que ele mesmo despertou.
Com poucas excepções, a metafísica pós-kantiana acabou por se render à epistemologia ou aos devaneios idealistas ou a ambos. E chegou tão maltratada ao séc. XX que se tornou quase irreconhecível (basta ver o que os positivistas lógicos pensavam ser a metafísica). Foi assim que muitos concluíram que os problemas do livre-arbítrio, da existência de…

Como não justificar a filosofia

Este é o título do meu artigo de opinião, que acabo de publicar aqui. E o que pensa o leitor?

Filosofia e argumentos de autoridade

Foto: Aires Almeida
Não é raro vermos estudantes de filosofia ou candidatos a filósofos usarem expressões do tipo «como mostrou Nietzsche», «como sabemos desde Kant» ou «Hume ensinou-nos que». Expressões como estas revelam, contudo, uma forma falaciosa de raciocínio, pelo que devem ser evitadas quando se discutem questões filosóficas. 
O raciocínio subjacente a expressões como estas tem a forma do argumento de autoridade: fulano diz que P, logo P. Neste caso, a autoridade a que se apela é algum reputado filósofo. Mas, como é sabido, nem sempre os apelos à autoridade são bons argumentos. Por vezes, como é aqui o caso, trata-se de apelos falaciosos à autoridade. Porquê?
Não porque a autoridade invocada não seja especialista na área nem porque não seja reconhecido como tal pelos seus pares. E também não é porque o especialista em causa tenha fortes interesses pessoais no que está a ser afirmado. Nada disso acontece aqui. 
Mas há ainda outra condição que tem de ser satisfeita para um argument…

Cidadãos iluminados

Neo-realismo serôdio, a photo by AiresAlmeida on Flickr.
Não são poucos aqueles que reclamam uma educação para a cidadania e para os valores nas nossas escolas. Ao que parece, trata-se de uma educação que seja capaz de formar cidadãos responsáveis, críticos e solidários. 
O que me deixa curioso é saber como essas pessoas que querem agora uma educação para a cidadania e para os valores conseguiram tornar-se eles próprios cidadãos responsáveis, a ponto de se baterem por uma educação para a cidadania. 
Será que estão a falar, afinal, de uma educação como aquela que tiveram nas suas escolas? Ou será que eles se tornaram cidadãos críticos e responsáveis apesar da escola que frequentaram?

David Deutsch

David Deutsch lançou em Março um novo livro, The Begining of Infinity: Explanations that Transform the World que prossegue o trabalho já presente em The Fabric of Reality  (1997). Na Crítica temos aqui a minha tradução da sua comunicação TED, que podemos ver abaixo.

Deutsch é professor na Universidade de Oxford, e deu contributos cruciais para a teoria da computação quântica. Cientista de formação, os seus livros são não apenas abrangentes -- incluindo a filosofia -- como constituem uma excepção entre cientistas, pela reflexão profunda e lúcida sobre a natureza da ciência, da teorização e do que é compreender melhor a realidade. Afastando-se dos convencionalismos, idealismos e instrumentalismos que andam associados ao empirismo, constitui uma lufada de ar fresco para quem tem fortes intuições realistas, como eu, e para quem desconfia que há algo de profundamente errado na mundividência empirista. Aconselho vivamente a leitura de ambos os livros; e não sou o único professor de filosofi…

Que programa de filosofia?

Faustino Vaz não responde à pergunta do título, neste artigo, mas defende uma dada direcção.

Pseudo-argumentos

Haverá realmente pseudo-argumentos? É o que me parece, neste artigo.

Justiç, de Michael Sande

Peço aos leitores para não ficarem irritados com o título acima. Afinal, se o tradutor português pode amputar literalmente a parte final do livro de Sandel, por que razão não posso eu amputar as últimas letras do título e do autor do livro? 
Sim, a tradução portuguesa (Editorial Presença) do livro de Michael Sandel não está completa, pois o original inclui um útil e informativo índice analítico no fim, que simplesmente foi banido na tradução portuguesa. Ora, julgo que não compete ao tradutor alterar a obra que ele se deveria limitar a traduzir correctamente, amputando-a do que o próprio autor escreveu. Se o índice faz parte da obra original, então deve estar também na obra traduzida. 
A falta de respeito pelos leitores e pelos próprios autores por parte de alguns editores e tradutores portugueses parece não ter limites. Chama-se a isso atraso cultural.   
Já agora, a propósito de atraso cultural, a publicação de um livro como este, de um filósofo reputado como Sandel, é notícia nos melh…

Direitos e deveres

Foto: Aires Almeida
Muitas pessoas defendem que quem não tem deveres não tem direitos. Isto significa que, em sua opinião, ter deveres é uma condição necessária para ter direitos. Mas será necessário ter deveres para ter direitos? Se pensarmos melhor, rapidamente concluímos que não é necessário ter deveres para ter direitos. 
Se, como muitas pessoas defendem, for verdade que alguns animais têm direitos, então torna-se claro que não é preciso ter deveres para ter direitos, dado que os animais obviamente não têm deveres. Mas poder-se-ia dizer que isso é ver as coisas ao contrário, pois é precisamente por ser necessário ter deveres -- e os animais não os terem -- que aqueles que defendem que os animais têm direitos estão enganados. 
Esta resposta é, contudo, insatisfatória. Ainda que muitos acreditem que os animais não têm direitos, há outros casos relativamente pacíficos de quem tenha direitos sem ter deveres: os bebés recém-nascidos têm direitos mas claramente não têm deveres. O mesmo aco…

Estética, sentido e fracasso

Acabo de publicar um excerto do último livro de Susan Wolf, O Sentido na Vida e Por Que Razão é Importante (Bizâncio, 2011). Trata-se do comentário de John Koethe às palestras de Wolf que constituem o livro; no meu entender, juntamente com o comentário de Robert M. Adams, é um dos mais interessantes.

A ética envolvida na crise do crédito

"The Chicago Sessions" é um documentário sobre o debate acerca das implicações éticas da crise do crédito envolvendo membros dos departamentos de direito e filosofia da Universidade de Chicago. O problema: saber quais são os princípios éticos que devem nortear a nossa sociedade após a crise hipotecária envolvendo empréstimos de alto risco que afetaram a economia mundial. Entre os participantes estão dois filósofos conhecidos: Martha Nussbaum e Brian Leiter. Vale a pena conferir.

Estética e filosofia da arte em Braga

Realiza-se na próxima semana, nos dias 17 a 19 de Novembro, o XIII Colóquio de Outono do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, subordinado ao tema geral Estética, Cultura Material e Diálogos Intersemióticos. 
Destaco os três painéis mais directamente ligados à estética e à filosofia da arte: o painel que tem como tema a música, com o filósofo da música Julian Dodd como convidado principal; o painel sobre o cinema, que conta com o filósofo Murray Smith e a filósofa Jinhee Choi, ambos autores de obras de filosofia do cinema; e o painel sobre pintura e fotografia, de que faço parte e no qual irei comentar a comunicações do filósofo canadiano Dominic McIver Lopes e da espanhola Francisca Pérez Carreño. A comunicação de Dominic Lopes é uma resposta ao polémico ensaio de Roger Scruton, no qual este argumenta contra a ideia de que há uma arte fotográfica. O ensaio de Francisca Carreño é sobre os diferentes tipos de expressão na pintura. Mas há muito mais. O programa complet…

Thomas Nagel

O objectivo da metafísica é descobrir, nos termos mais gerais, como é realmente o mundo. Uma parte importante do projecto é determinar que tipos de coisas existem ou ocorrem independentemente das nossas respostas e crenças, e que tipos de coisas ou factos não têm existência independente das nossas respostas.

Nagel sobre Stroud sobre a metafísica

Vale a pena ler esta recensão de Thomas Nagel do último livro de Barry Stroud, Engagement and Metaphysical Dissatisfaction: Modality and Value (Oxford University Press, 2011). E também vale a pena ler regularmente o TLS.

Assim falou Searle

Vale a pena ouvir este podcast em que John Searle, no seu habitual modo -- muito directo e terra-a-terra -- fala dos seus interesses em filosofia.

Crianças e filosofia

Acabo de publicar o artigo "Ensinar Filosofia a Crianças", de Faustino Vaz, Ana Paula Cabeça e Carla Pereira.

Sete ideias à venda

Está já à venda no sitedo editor o meu livro Sete Ideias Filosóficas Que Toda a Gente Deveria Conhecer. Nas livrarias físicas e nas restantes livrarias online o livro deverá estar disponível dentro de dias.

A arte de argumentar

A Rulebook for Arguments, de Anthony Weston, é um dos livros que mais ajuda qualquer estudante que queira ganhar autonomia intelectual: que queira saber pensar por si mesmo. Ajuda a escrever com clareza, rigor e precisão; ajuda a argumentar correctamente; e em resultado disso ajuda também a ler activamente textos argumentativos, sejam de filosofia ou não. A edição portuguesa tem por título A Arte de Argumentar, efoi traduzida por mim; a brasileira tem por título A Construção do Argumento, e foi traduzida por Alexandre Feitosa Rosas.

A Hackett acaba de anunciar A Workbook for Arguments, de David R. Morrow e Anthony Weston. Este volume de 500 páginas contém o texto completo do livro original de Weston, mas é complementado com inúmeros textos e exemplos, que ilustram cada uma das regras simples do livro original. Pelo que já me foi dado ver, parece-me muitíssimo bom.

Kripke coligido

A Oxford University Press anuncia para este mês o primeiro volume de 512 páginas de Philosophical Troubles, que reúne vários artigos dispersos de Saul Kripke, e inclui alguns inéditos. Entretanto, John P. Burgess prepara um livro sobre Kripke, e disponibiliza já alguns excertos aqui.

Percepção e realidade

Acabo de ler Inverted World, de Christopher Priest, um autor britânico que desconhecia. Fiquei bem impressionado com o livro, que agarra desde o início. Trata-se de uma história sobre uma cidade móvel, que começa por estar escrita na primeira pessoa, mudando depois para o ponto de vista da terceira pessoa, e regressando à primeira pessoa. As mudanças de perspectiva são cruciais porque é precisamente sobre isso que trata o livro. A personagem, assim como todos os habitantes daquela cidade móvel, pensa que vive num planeta estranho, onde ocorrem fenómenos físicos que obrigam à deslocação contínua da cidade -- um planeta que não é esférico, como a Terra. Grande parte da atracção do livro resulta precisamente da descoberta progressiva que a personagem vai fazendo do seu planeta, e nós com ela. E depois, no final, temos uma grande surpresa, de que não vou falar para não estragar a história. Impressionou-me a sensibilidade da narrativa, que por vezes é comovente, outras vezes apenas estran…

De facto?

Acabo de publicar o meu artigo "A Importância dos Factos". E o que pensa o leitor?

7 ideias filosóficas

O meu novo livro, Sete Ideias Filosóficas que toda a gente deveria conhecer (Bizâncio), já tem capa, e deverá sair em breve. Um excerto do livro está aqui.

Williamson sobre a ciência

Gostaria de regressar ao artigo de Williamson no NYT sobre o naturalismo, que tem sido aqui objecto de uma interessante troca de argumentos. Não venho retomar essa discussão, mas simplesmente expor a minha surpresa com uma passagem do texto de Williamson sobre as teorias científicas. 
Diz ele, no segundo parágrafo, que as melhores teorias científicas actuais serão provavelmente substituídas por desenvolvimentos científicos futuros. Na verdade, esta é uma ideia muito comum, que só surpreende pelo facto de ser partilhada também por Williamson. 
Note-se que Williamson não diz que mesmo as melhores teorias científicas poderão vir a ser substituídas por outras no futuro. Isso é uma banalidade, que não há como contrariar. Não se trata, pois, de reconhecer a mera possibilidade de as teorias científicas actuais virem a ser descartadas no futuro; trata-se de afirmar que é provável isso acontecer com as melhores teorias actuais - ou seja, por maioria de razão, com todas as teorias. 
Mas o que just…

As ilusões do prémio Nobel

Vale a pena ler o artigo "What's Wrong With the Nobel Prize in Literature", de Tim Parks, para contrariar um pouco a mania de pensar que onde há muito dinheiro e instituições de peso há juízos ponderados e inevitavelmente sensatos. A importância que é comum atribuir ao prémio Nobel (não apenas da literatura) é exagerada; mas o pior é basear-se na ideia de que os prémios Nobel são sinais inequívocos de excelência, quando na verdade são apenas sinais das opiniões peculiares dos membros da Academia Sueca. O mais triste é a importância exagerada atribuída ao prémio Nobel exprimir a tolice humana do costume de fantasiar que há juízos infalíveis, feitos por autoridades anónimas que têm um acesso privilegiado à verdade e que por isso excluem a discussão pública.

Ciência e bruxaria

Acabo de publicar um dos capítulos do meu livro Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade (Quasi, 2006): "Ciência e Bruxaria".

Os melhores anjos da nossa natureza

O novo livro de Steven Pinker, The Better Angels of Our Nature: The Decline of Violence in History and Its Causes, era por mim aguardado com alguma expectativa, porque já tinha lido alguns excertos na Internet. Estou infelizmente ainda nas primeiríssimas páginas, mas para já estou muito bem impressionado.

Em contrapartida, John Gray faz aqui uma recensão que me parece delirante. O livro está cheio de dados empíricos que sustentam a tese de Pinker de que há hoje muitíssimo menos violência do que alguma vez houve desde que os seres humanos surgiram no planeta; mas esta ideia é incompatível com as ideias pessimistas de John Gray. O que faz este então? Ignora todos os dados e diz que Pinker está iludido, mas não apresenta um só argumento minimamente credível. Fiquei siderado com a recensão de Gray, pois é um pouco como ignorar os dados empíricos de que há 100 mil milhões de estrelas na nossa galáxia porque eu sempre defendi que só há vinte e três, sem qualquer sustentação empírica.

Em co…

Justiça em Portugal

Está já à venda em Portugal o livro Justiça, de Michael J. Sandel. O site do editor não menciona o nome do tradutor, infelizmente. O livro é das melhores coisas que se pode ler sobre ética e filosofia política. Altamente recomendado.

Oferta de livros

Acabo de publicar um excerto de Justiça: o que é fazer a coisa certa, de Michael J. Sandel, traduzido por Heloísa Matias e Maria Alice Máximo (Civilização Brasileira, 2011). Em colaboração com a editora, a Crítica tem três exemplares para oferecer exclusivamente aos leitores brasileiros. Basta escrever um pequeno comentário discutindo os casos do bonde desgovernado. Os autores das três melhores respostas serão depois contactados por mim e o editor enviar-lhes-á um exemplar do livro de Sandel. Só serão consideradas as respostas enviadas até dia 10 de Outubro de 2011.

Pensar de A a Z

Acabo de ter notícia do lançamento no Brasil do livro Pensamento Crítico de A a Z, de Nigel Warburton, traduzido por Eduardo Francisco Alves (José Olympio, 204 pp.). É um bom livro, esclarecedor e muito claro, que recomendo vivamente.