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Filosofia sofisticada e acessível

Filósofos modernos é um livro que pretende demonstrar a relevância da filosofia para os que não estão familiarizados com o assunto. Encontramos aqui as contribuições de doze de alguns dos filósofos mais importantes da terça parte do século vinte: Quine, Rawls, Davidson, Williams, Rorty, Fodor, Nagel, Kripke, Nozick, Parfit, McDowell e Singer. Sim, a lista é controversa, como tudo em filosofia. Enquanto alguns podem reclamar da ausência de David Lewis, outros vão exigir a retirada de McDowell - eu, particularmente, posso viver sem os livros do Rorty. Os filósofos convidados para apresentar as idéias desses autores são os seguintes: A. W. Moore, Thomas Baldwin, Ernie Lepore, Kirk Ludwig, Catherine Wilson, Alan Malachowski, José Luis Bermúdez, Sonia Sedivy, Alexander Bird, A. R. Lacey, Jacob Ross, Marie McGinn e Lori Gruen. A apresentação desses filósofos é clara e direta: não é um livro só para iniciados.

Comentários

  1. Falando sobre livros... Qual a previsão para lançamento da tradução de Naming and Necessity do Kripke pela coleção Filosofia Aberta?

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  2. Hummmmmm...

    O título talvez ficasse melhor se fosse "Filósofos modernos anglo-saxónicos" ou qualquer coisa do género.

    Lista controversa?! ê!... ;-)

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  3. "O título talvez ficasse melhor se fosse "Filósofos modernos anglo-saxónicos" ou qualquer coisa do género."

    Disse tudo. Pelo meno seria uma atitude honesta. Quem eles pensam que estão enganando?

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  4. Kherian, está prevista uma nova edição em inglês do livro, com uma nova introdução e outro material adicional. Apenas se está a aguardar que o novo material saia, de modo a incluí-lo na edição portuguesa. O mais provável é que saia em 2012.

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  5. Que importa se são anglo-saxónicos ou patagónios? O que importa é se são ou não os mais importantes do último terço do século XX. Talvez isso mereça ser discutido e não se são daqui ou dali: estamos a falar de ideias e não de geografia.

    Na minha opinião, a lista parece-me razoável, embora a minha lista não fosse exactamente igual. Por exemplo, não teria qualquer dúvida em tirar Rorty e talvez tirasse também McDowell (talvez erradamente, pois mal o conheço). Em vez deles acharia melhor algum dos seguintes: Hare, Lewis, Putnam ou até Goodman.

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    1. Acrescentaria André Comte-Sponville, Luc Ferry, Fernando Savater.

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  6. O que será que faz as pessoas ter atitudes territorialistas nestes casos, assumindo atitudes próprias de fanáticos de uma dada equipa de futebol? Desde quando temos de ser "politicamente correctos" e incluir um filósofo de cada país? Se eu organizar um volume de filosofia contemporânea, para ser politicamente correcto, terei de incluir filósofos que considero irrelevantes? Mas o que está em causa é o que cada qual considera relevante, ou o que é politicamente correcto dizer que é relevante? Parece-me mais saudável admitir que algumas pessoas consideram Heidegger ou Deleuze ou Derrida filósofos muitíssimo relevantes, ao mesmo tempo que consideram irrelevantes Hare, Goodman, Putnam ou Kripke -- e vice-versa. As pessoas devem ter liberdade de consciência, considerando irrelevantes filósofos que outros consideram relevantes, e vice-versa. Ou estou a ver mal?

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  7. A idéia aqui é divulgar o que consideramos boa filosofia como uma alternativa para quem estiver estiver interessado nela.

    Se não aceitam essa escolha e pensam que isso é mentalidade ideológica de filósofos analíticos basta não ler o que é divulgado aqui e ler outro blog de outra revista.

    Insistir que todos os livros de filosofia devam reconhecer os seus filósofos prediletos como relevantes é de uma de arrogância inacreditável - e quando a exigência é anônima é ainda por cima covarde.

    Eu nunca gastaria meu tempo visitando blogs que optam por divulgar filosofia de uma maneira que não aprovo para impor minha concepção de filosofia.

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  8. O novo link do livro: http://www.grupoa.com.br/livros/filosofia/filosofos-modernos/9788536322810

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