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Mais ética e política

Está com dificuldades para encontrar uma introdução à ética ou à filosofia política que não te faça cair no sono? Leia “Filosofia – Moral e Política”, de Paul Smith. Acessível e rigoroso, o livro é dividido em doze capítulos que podem ser lidos de modo independente e abordam questões polêmicas, conceitos centrais e teorias influentes como liberação das drogas, teorias da punição, desobediência civil, ajuda aos pobres, liberdade, princípios limitadores da liberdade, direitos, igualdade e justiça social, relativismo moral, utilitarismo, a ética de Kant e a teoria da justiça de John Rawls. É um livro útil para filósofos, aspirantes a filósofos e qualquer pessoa que tenha interesse em saber o que ocorre na ética e na filosofia política. Fica um puxão de orelha na editora Madras pela ausência de revisão científica dessa edição brasileira e suas consequências: em algumas passagens simplesmente faltaram algumas palavras. Apesar disso, a edição brasileira vale a pena.

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O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

Isto colide com a ideia de que não só a filosofia, mas também as ciências como a física o…