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Novas respostas para velhas perguntas

Acabo de publicar o prefácio do livro de Nicholas Fearn, Filosofia: Novas Respostas para Antigas Questões, traduzido por Maria Luiza X. de A. Borges (Zahar, 2007).

Comentários

  1. Será o núcleo duro da filosofia essencialmente constituido por um conjunto de questões sem resposta? Ou o problema será exactamente o contrário, haver muitas respostas para uma mesma questão e não se saber qual delas é verdadeira? E serão essas questões sempre as mesmas e o que muda com o tempo são as respostas, ou as questões também são historicamente condicionadas, assim como a forma de lhes responder? E quais são, afinal, essas questões e respostas? Terá a filosofia feito progressos ao longo do tempo, à semelhança da ciência, ou viverá num cíclico eterno retorno do mesmo? Existirão verdadeiramente novas respostas para as antigas questões, ou as novas respostas não passam de reformulações actuais das antigas? Será que existe uma Filosofia Perene, constituída por um conjunto coerente de perguntas e de respostas verdadeiras a essas perguntas?

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