Avançar para o conteúdo principal

John Stuart Mill


Depois do excelente Santo Agostinho, de Gareth Matthews, a velha colecção Biblioteca Básica de Filosofia, das Edições 70, parece estar mesmo a renovar-se. O mais recente número da colecção está aí a confirmá-lo. Trata-se de John Stuart Mill, da autoria de Wendy Donner e Richard Fumerton. Fazia falta uma boa introdução como esta à filosofia de Mill, que foi bastante mais influente e importante para a filosofia contemporânea do que frequentemente se pensa entre nós. O livro aborda, para além dos aspectos biográficos do filósofo, temas centrais do seu pensamento, como a ética e a filosofia política, a epistemologia, a lógica e a filosofia da linguagem. A tradução cuidada é de Teresa Castanheira e Francisco Gonçalves.   

Comentários

  1. Já agora alguns dos nossos leitores manifestam interesse nas relações possíveis entre os filmes e a filosofia. Um dos autores deste livro de Mill tem um livro que parece sugestivo. Pode ser visto aqui: http://www.amazon.com/Introducing-Philosophy-Through-Film-Discussion/dp/1405171014/

    ResponderEliminar
  2. Pela minha parte, obrigado Rolando pela preciosa dica. De facto, nada como um "céptico" para nos indicar caminhos...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O filósofo preferido dos filósofos

É curioso ouvir o podcast que, para marcar o lançamento do segundo livro de Philosophy Bites, da responsabilidade de David Edmonds e Nigel Warburton, eles disponibilizaram sobre o filósofo favorito de muitos dos filósofos e filósofas que entrevistaram. 
São quase 70 filósofos e filósofas das mais variadas áreas e tendências filosóficas que se pronunciam sobre o seu filósofo favorito, justificando brevemente a sua escolha. É certo que a maior parte dos filósofos são de língua inglesa, mas também os há, embora poucos, de língua francesa. Mesmo entre os filósofos de língua inglesa, muitos não são filósofos analíticos. Confesso que não conheço muitos deles, mas há outros que talvez sejam conhecidos dos leitores, como Ronald Dworkin (que referiu Kant), David Chalmers (Carnap), Kit Fine (Aristóteles), Michael Sandel (Hegel), Peter Singer (Henry Sidgwick), Michael Dummett (Frege), Tim Crane (Descartes), Susan Wolf (Aristóteles), Stephen Neale (Russell), Noël Carroll (Aristóteles), Brian Lei…

O que é uma análise?

Há duas maneiras de entender uma análise, o que pode parecer surpreendente. Deparei-me recentemente com este aspecto ao trabalhar na segunda edição do Dicionário Escolar de Filosofia.

Podemos entender uma análise de um dado conceito como uma apresentação de outros conceitos mais básicos que captem inteiramente o primeiro. O exemplo típico é algo como a análise do conceito de virgem como pessoa que nunca teve relações sexuais. Esta é a concepção fraca de análise. Na concepção forte, o que resulta da análise, para ser realmente uma boa análise, terá de ser uma frase analítica. Realmente, “Uma pessoa virgem é uma pessoa que nunca teve relações sexuais” é uma frase analítica. As tentativas de análise filosófica são tipicamente vistas como tentativas de análise no sentido forte: se fosse realmente verdade que o conhecimento é crença verdadeira justificada, essa afirmação seria analiticamente verdadeira.

Isto colide com a ideia de que não só a filosofia, mas também as ciências como a física o…